Missionários católicos são convidados a divulgar o bem que fazem
01 de abril de 2025, ter�a
A Ir. Ivan?ica Fulir, missionária no Benim, explica a importância de contar as experiências vividas pelos missionários católicos que servem em todo o mundo. "Muitas boas ações permanecem escondidas. Se as pessoas as conhecessem mais, poderia ser feito muito mais", explica a religiosa que trabalha num programa que oferece refeições quentes a crianças de escolas primárias no Benim.
Tendo nascido e crescido na Croácia, a Irmã Ivan?ica Fulir, desde muito cedo, sonhava em se tornar missionária: "quando tinha apenas 7 anos, expressei o meu desejo: que um dia teria ido para África e ajudado as crianças de lá. Mas eu era uma criança frágil e a minha mãe me disse que eu não teria aguentado dois dias na África".
Apesar das objeções da família, uma religiosa assegurou-lhe que Deus protege aqueles que envia, dizendo que nada de mal lhe aconteceria. Nesse mesmo dia, a Ir. Ivan?ica decidiu que, com a ajuda de Deus, iria dedicar a sua vida às missões. Então, licenciou-se em Economia e, enquanto trabalhava como gestora de projetos, ajudou a angariar fundos para a construção de um orfanato no Benim.
Essa oportunidade a levou a fazer voluntariado durante 9 meses no Benim, onde ficou com as Irmãs de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Foi uma experiência que mudou a vida dela. Quando regressou à Croácia, ingressou naquela Congregação, mas o seu coração permaneceu na África. Após repetidos pedidos, em 2020 as superioras lhe deram finalmente autorização para regressar ao Benim.
A serviço de 3800 crianças no Benim
Agora em Porto Novo, a Ir. Ivan?ica trabalha num programa que assegura o financiamento, angaria e distribui alimentos e supervisiona a preparação e distribuição de refeições quentes a 3800 crianças em cinco escolas primárias. Ela também colocou em contato benfeitores da Croácia com religiosas do Benim para ajudar a construir uma terceira clínica médica na aldeia de Banigbé-Gare. Outro dos seus apostolados inclui a ajuda a um orfanato para meninas na aldeia de Affame, dirigido por irmãs religiosas:
“Nas missões, nunca falta trabalho. Mas quando os nossos corações permanecem abertos às crianças e às pessoas que nos rodeiam, Deus nos dá uma força incrível para realizarmos o que tem de ser feito.”
Os missionários devem contar as suas histórias
A Ir. Ivan?ica já tinha percebido a importância da comunicação para os missionários quando estava fazendo voluntariado no Benim. "Fiquei chocada com o pouco que as pessoas na Croácia sabiam sobre os seus missionários. Tantas boas ações permanecem escondidas e, se as pessoas as conhecessem, iriam se sentir inspiradas a fazer mais. Como disse certa vez um missionário: “o que não é dito permanecerá desconhecido”".
Ela considera que os missionários devem partilhar o que experimentam e sentem nos seus corações. "Essas histórias encorajam as pessoas a tornarem-se as nossas mãos estendidas porque não podemos fazer sozinhos. Um velho provérbio africano diz: ´se queres ir depressa, vai sozinho. Se queres ir longe, vai acompanhado!”".
Tudo isso levou a Ir. Ivan?ica a escrever sobre a vida missionária, primeiro para uma revista católica e depois partilhando a sua vida quotidiana nas redes sociais: "quando fui para a Ucrânia como missionária", explicou, "vi quantos voluntários se sentiram inspirados a vir e ajudar simplesmente porque leram as histórias".
Redes sociais: ferramenta poderosa para missionários
Segundo a Ir. Ivan?ica, as histórias partilhadas pelos missionários oferecem um contrapeso muito necessário aos relatos predominantemente negativos dos meios de comunicação social. "A Boa Nova é o antídoto contra a tristeza, o desespero e o negativismo. Procuro partilhar a nossa vida quotidiana de uma perspectiva positiva, revelando a presença de Deus nos nossos encontros e experiências".
Embora as histórias da vida missionária realcem muitas vezes o sofrimento, ela adota uma abordagem diferente. "Em cada criança, em cada doente, Cristo está presente. E muitas vezes é um Cristo sofredor, mas o foco não deve estar no sofrimento em si, mas em caminhar com Jesus para fora das dificuldades e para a alegria da Ressurreição".
As redes sociais também permitem que milhares de pessoas se mantenham em contato com os missionários e rezem por eles e pelas pessoas que servem: "saber que tantos nos apoiam com a oração faz uma enorme diferença. Sei que não estou sozinha".
Os desafios de compartilhar nas redes sociais
A comunicação não é uma tarefa fácil para os missionários, diz a Irmã Ivan?ica. "É necessário muito tempo e, por vezes, as pessoas não compreendem, mas pelos frutos vale a pena". Começa com desafios técnicos, como as frequentes falhas de equipamento devido às condições climáticas, cortes de energia e problemas no acesso à Internet. Mas os desafios ainda maiores surgem das diferenças culturais e tradicionais entre a África e o Ocidente.
"Por vezes, quando compartilho aspectos da vida quotidiana na África, transmito algo que o público ocidental não compreende e pode julgar com dureza", explicou a Irmã Ivan?ica. "As formas de trabalhar, de ser pai e de festejar aqui são diferentes. Se essas diferenças não forem cuidadosamente explicadas, podem ser mal compreendidas e até se tornarem contraproducentes".
Apesar desses desafios, a Ir. Ivan?ica continua compartilhando histórias sobre a "sua África", trazendo à luz a realidade quotidiana dos missionários em todo o mundo. "Se através das histórias que compartilho sobre a vida missionária comover um só coração", concluiu, "é um dom de Deus".
Fonte: Vatican News
https://www.vaticannews.va
Outras notícias Relacionadas Missionários católicos são convidados a divulgar o bem que fazem - Blog notícias Fé Católica
-
Elano emociona fiéis ao compartilhar testemunho de conversão no Santo Rosário com Frei Gilson
-
Mutirão de Confissão: Caminho de Renovacão e Misericórdia na Quaresma
-
A Igreja já canonizou casais, famílias inteiras e viúvo. Quem são?
-
Seguir Cristo: o verdadeiro caminho da conversão
-
Hoje é dia de são Dimas, o ladrão arrependido que ganhou o céu
-
Quaresma: Tempo de penitência e conversão