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13 AGO
[Santa Dulce dos Pobres e uma trajetória de amor a Deus e ao próximo em 7 momentos]

Santa Dulce dos Pobres e uma trajetória de amor a Deus e ao próximo em 7 momentos


Exemplo de serviço aos mais pobres e necessitados, Santa Dulce deixou um legado de cuidado através das Obras Sociais Irmã Dulce.


Hoje a Igreja celebra liturgicamente Santa Dulce dos Pobres, a brasileira e baiana a carregar pela primeira vez o título de santidade. O Fé Católica separou 7 fatos da trajetória desta que também é conhecida e lembrada como o Anjo Bom da Bahia. 


Confira:

Primeira santa nascida no Brasil é baiana

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, nome de batismo de Santa Dulce dos Pobres, nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador, na Rua São José de Baixo, 36, no bairro do Barbalho, na freguesia de Santo Antônio Além do Carmo. Ela é a segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes.


Cuidado e amor aos mais pobres carentes começa cedo

Aos 13 anos, Santa Dulce passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família, na Rua da Independência, 61, no bairro de Nazaré, num centro de atendimento. A casa ficou conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’, tal o número de carentes que se aglomeravam a sua porta. Também é nessa época que ela manifesta pela primeira vez, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres, o desejo de se dedicar à vida religiosa.

Vida religiosa

Em 08 de fevereiro de 1933, aos 19 anos logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entra então para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. No mesmo ano, no dia 13 de agosto, ela recebe o hábito de freira das Irmãs Missionárias e adota, em homenagem a sua mãe, o nome de Irmã Dulce.


Início da Obras Sociais Irmã Dulce 

Em 1939, ela invade cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Expulsa do lugar, ela peregrina durante uma década, levando os seus doentes por vários locais da cidade. Por fim, em 1949, ela ocupa um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio, após autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes. A iniciativa deu origem à tradição propagada há décadas pelo povo baiano de que a freira construiu o maior hospital da Bahia a partir de um simples galinheiro. Já em 1959, é instalada oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce e no ano seguinte é inaugurado o Albergue Santo Antônio.


Papa João Paulo II 

No dia 7 de julho de 1980, ela ouvia do então Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra. Irmã Dulce e o Papa João Paulo II voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar a religiosa baiana, cuja saúde já se encontrava bastante debilitada em função de problemas respiratórios. Cinco meses depois da visita do Papa, os baianos chorariam a morte do Anjo Bom do Brasil.



Passos até a canonização 

Em abril de 2009, o então Papa Bento XVI reconhece as virtudes heróicas da Serva de Deus Dulce Lopes Pontes, autorizando oficialmente a concessão do título de Venerável à freira baiana. Em 10 de dezembro de 2010, o atual Papa Emérito Bento XVI autoriza então a promulgação do decreto do milagre que transformava a Venerável Dulce em Beata, ou Bem-Aventurada.

Em 13 de maio de 2019, o Papa Francisco promulgou o decreto que reconhece o segundo milagre atribuído à intercessão de Irmã Dulce, cumprindo-se assim a última etapa do processo de Canonização da beata baiana. No dia 13 de outubro de 2019, o Papa Francisco proclama a nova santa da Igreja Católica: Dulce dos Pobres. 

Terceira Canonização mais rápida da história

O processo de Canonização de Irmã Dulce é o terceiro mais rápido da história, 27 anos após seu falecimento, em 13 de março de 1992. Esta atrás apenas da santificação do Papa João Paulo II (9 anos após sua morte) e de Madre Teresa de Calcutá (19 anos após o falecimento da religiosa).
 

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