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31 JUL
[Rede social católica promove evangelização e interação social]

Rede social católica promove evangelização e interação social


O aplicativo surgiu em 2016 idealizado pelo  grupo Catholic Media, inspirados pelo Papa.
 

Segundo os dados da empresa Hootsuit (2019), o crescimento vertiginoso do uso das redes sociais revela que  4.3 bilhões de pessoas estão conectadas à Internet, sendo que 3.2 bilhões são usuários ativos em redes sociais. 

Diante do cenário trazido pela pandemia neste ano, os canais de mídias online se transformaram em fonte principal para encontros virtuais entre pessoas. Visto a popularização, o meio ganhou força no cenário religioso, como uma importante ferramenta para o processo de evangelização.   

Nesse contexto, o grupo Catholic Media desenvolveu, por intermédio do Plah! Socialtech, o aplicativo CEU. Inspirados pelo Papa Francisco, a ferramenta foi uma forma inovadora de unir a comunidade católica. O objetivo principal é semear a palavra de Deus pelo mundo. Propósito esse, que move todo povo cristão.

"Tudo começa a surgir em meados de 2016 no Vaticano, ao momento em que Gilberto Barbosa, que ocupa o maior cargo que um leigo pode ter dentro da Santa Igreja Católica, como presidente da FRATER, em união com as ideias de seu amigo, o Papa Francisco enxerga a necessidade dos católicos estarem no mundo digital. Dessa forma, ao retornar do Vaticano para o Brasil, o Gilberto trouxe esse sentimento para um grupo de jovens empresários católicos, que idealizaram uma rede social que aproxima a igreja dos fiéis e tende a unir cada vez mais as diversas comunidades católicas que existem hoje no mundo, fazendo com que todos possam celebrar a sua fé, compartilhando as bênçãos do dia-a-dia de forma harmônica e plena, sem a "poluição" das coisas mundanas", disse o Ceo e um dos idealizadores da Igreja. 

O grupo, composto por 16 integrantes, segue um princípio firme: direcionar toda a atenção para Deus. Por esse motivo, preferem não divulgar os seus nomes.

A escolha do nome é em alusão ao paraíso, visto que a ideia é ajudar a igreja na missão de transformar a terra no reino de Deus. Na loja virtual, onde é possível fazer o download do aplicativo, a descrição indica que "Sua santidade, o Papa Francisco, nos pede para não termos medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes. A tecnologia e a esperança podem caminhar juntas para atender ao que mais importa: Deus nas nossas vidas. Para isso, nasceu o CEU. Um ambiente amigável, concebido para que pessoas cristãs se aproximem do clero, compartilhem a palavra de Deus, liturgias, experiências e fortaleçam a santa igreja católica."

A rede social possibilita ao usuário recursos interessantes buscando atender as necessidades da comunidade e ampliar o engajamento cristão, e para além disso, aproximar os jovens da fé católica. "Queremos unir nossos irmãos e irmãs pelo mundo, dar mais visibilidade e apoio as causas da igreja, fortalecer a união da nossa comunidade e sermos revolucionários", continua a descrição  na loja virtual de apps. 

Segundo o Ceo da rede social, são mais de 80 mil usuários utilizando a ferramenta. O público, em sua grande maioria é composto por jovens e adultos até 35 anos. "Entretanto temos acessos inclusive de pessoas de idade mais avançada que sequer possuem outras redes sociais, mas se apaixonaram pela rede CEU e estão a utilizar", comenta.

Interação e Evangelização 

A rede disponibiliza duas formas de interação na plataforma. "A principal delas é o feed global, onde é possível postar mensagens, fotos e links, utilizando TAGs (marcações) como "Pedido de Oração", "Testemunho", "Namoro Santo", "Papa", entre outras, nos quais os usuários poderão visualizar, comentar, deixar o seu Amém e/ou o seu Confessar (ação para quem já vivenciou situação parecida ao conteúdo do post) na publicação. A segunda forma vem a ser o chat privado, onde é possível conversar de forma reservada com outros usuários", detalha.

De acordo com informações do Catholic Media, como consequência da crescente busca por aproximação da fé e dos irmãos, durante o período de isolamento social, o número de usuários devotos têm aumentado em um ritmo cada vez maior. A expectativa é que mais pessoas acessem a rede, gerando uma crescente no número de usuários.

"Nesse momento tão difícil, a rede vem proporcionando a contínua interação entre os membros da Igreja de Cristo. Pessoas que estão em depressão ou que estão passando por problemas familiares, muitas vezes encontram apoio online em seus irmãos católicos. Em meio a esse cenário turbulento de pandemia e isolamento social, a rede CEU vem abraçar a todos num ambiente de comunidade e união da nossa Igreja, sendo um canal de aproximação dos católicos nesses tempos de distanciamento", revela o grupo.

Considerando que o CEU é uma rede social 100% voltada para a Igreja Católica, o consumo e compartilhamento de conteúdos cristão fortalece a evangelização e a fé. "Muitas vezes, todos nós temos nosso momento de fraqueza na fé, mas no momento que você volta acessar a rede social, você lê mensagens do evangelho, testemunhos, e tanta coisa de Deus, que seus irmãos estão postando e percebe que não está sozinho na caminhada, dezenas de milhares de católicos estão ali com você! E no futuro seremos milhões unidos, evangelizando juntos!", ressalta um dos idealizadores.

Doações e investimentos

O grupo explica que no período de pandemia estão recebendo doações dos que chamam de "nossos anjos da guarda, pessoas que abraçam a ideia da rede, e se dispõem à efetuar doações mensais dentro do possível, de acordo com a realidade de cada um", contudo, acrescentam que a maior parte dos recursos aplicados para desenvolvimento da ferramenta é próprio, "entretanto a maior parte dos investimentos aplicados na rede provém da aplicação de recursos próprios dos sócios proprietários", esclarece.

Atualmente, ainda não existe parcerias firmadas com outras empresas e/ou organizações, mas os idealizadores seguem trabalhando para dar ainda mais visibilidade ao aplicativo, alcançando muito mais pessoas. "Não temos parcerias firmadas no momento, mas estamos organizando formas de fazer algumas com empresas e instituições católicas, influenciadores, ícones da Igreja, entre outros", finaliza.
 

Foto: Divulgação