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16 ABR
[Presidência da CNBB reflete e partilha vivência na 58° Assembleia Geral]

Presidência da CNBB reflete e partilha vivência na 58° Assembleia Geral

Reunindo jornalistas e fiéis, a entrevista foi transmitida ao vivo pelas redes sociais da entidade

 

Redação Fé Católica

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No início da tarde desta sexta-feira (16/04), foi realizada a última coletiva de imprensa da 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (AGCNBB). O momento contou com a presença de dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, do arcebispo de Porto Alegre (RS) e vice-presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, e do segundo vice-presidente da CNBB e bispo de Roraima (RR), dom Mário Antônio da Silva.

Reunindo jornalistas e fiéis, a entrevista coletiva foi transmitida ao vivo pelas redes sociais da entidade e marcada pela apresentação dos temas abordados na Assembleia, além da exposição dos sentimentos e opiniões dos três bispos que fazem parte da presidência da CNBB acerca da vivência na 58ª AG.

Dom Mário Antônio foi o primeiro a se posicionar, ressaltando que a ocasião era de grande importância para a história, tendo em vista que foi a primeira vez que uma Assembleia Geral dos Bispos foi realizada de forma virtual, “Não foi uma mera Assembleia Geral. Foi uma Assembleia de importância histórica [...] É verdade que ela foi online, o que não substitui o presencial, mas foi tão frutuosa e correspondeu ao momento da pandemia, mostrando a necessidade que temos de sermos criativos na forma de comunicação, responsáveis de evitar aglomerações.”, pontuou.

O segundo vice-presidente da CNBB, ainda destacou que considera a 58ª Assembleia uma semeadura, devido aos futuros frutos que serão produzidos na vida da Igreja a partir dos seus bispos, “Irão surgir muitos frutos. Eu considero como uma nova semeadura. Que as sementes nobres lançadas continuem encontrando terrenos férteis, não só para o episcopado, mas para a vida da Igreja”.

Neste contexto, dom Jaime Spengler, a partir de sua experiência na Assembleia Geral, reconheceu que as plataformas digitais concedem a oportunidade de realizar grandes eventos, “Após esses dias de trabalho, posso dizer que é possível sim utilizar as plataformas digitais para esse tipo de evento [...] o sistema agiliza encaminhamentos, oferece melhor proveito do tempo disponível, proporciona redução de custos e exige presencialidade não menos exigente que aquela tradicional a que estávamos habituados”.

Foi relatado por Dom Walmor Oliveira que a realização da 58ª Assembléia Geral foi capaz de unir a tecnologia com o anúncio do Evangelho, “Esse momento foi capaz de assimilar a inovação tecnológica e colocá-la em prática no anúncio do Evangelho para a sociedade brasileira.”, afirmou.

Um olhar de esperança em meio às tribulações

Diante dos assuntos comentados durante a coletiva de imprensa, o presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira, destacou que a AG é uma experiência espiritual, “É o momento mais importante da vida da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que reúne todos os primeiros servidores da igreja no brasil. É um momento alto como experiência espiritual”,

Dom Walmor, também, chamou atenção para o papel da Igreja na personificação do pilar de esperança em tempos difíceis, “É preciso ser um pilar de esperança, acender nele um farol que aponta novos caminhos no mundo [...] A 58ª Assembleia foi a luz da Palavra de Deus, um compromisso com a vida e um grande pilar de esperança para fazer luzir um grande farol iluminando o caminho de nossa vida.”, destacou.

Ao ser questionado sobre as principais indicações da 58ª ASCNBB, dom Jaime Spengler, pontuou três tópicos: O tema geral da Assembleia neste ano de 2021, a Mensagem ao povo de Deus e o cuidado com a Casa Comum. Tendo em vista que com estes temas são a orientação necessária para a Igreja continuar desenvolvendo o trabalho próprio: a Evangelização. “É um convite para somar forças e não esmorecer diante dos desafios.”, reforçou.

Finalizando o momento, dom Walmor, afirmou mais uma vez que é preciso reacender a esperança, destacando o serviço da Igreja, “A Igreja está no coração do mundo como servidora, anunciando Jesus Cristo, trabalhando e lutando pela vida, por isso que a Igreja pela sua história será incompreendida e perseguida, com tudo isso, não desanime a nenhum de nós cristãos, pelo contrário, nos anime pq é preciso dar testemunho. Esse é o nosso maior compromisso: dar testemunho do Evangelho, fazer com que a vida da sociedade tenha o sabor do Evangelho.”, concluiu.