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27 MAR
[Nova Reitora da UCSAL tem olhar positivo sobre futuro da Instituição]

Nova Reitora da UCSAL tem olhar positivo sobre futuro da Instituição


Silvana Sá de Carvalho, primeira mulher a assumir a Reitoria da UCSAL. Como pró-tempore, a Reitora estará na gestão até o dia 31 de dezembro de 2021.
 

Na última terça-feira (24) a Universidade Católica do Salvador (UCSAL) passou por mudanças no seu quadro de gestão acadêmica. A convite da Associação Universitária e Cultural da Bahia (AUCBA), presidida pelo Grão-Chanceler da Uscal  Dom Murilo Krieger, a professora de geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo e especialista em Geoprocessamento Silvana Sá de Carvalho assumiu a reitoria da Universidade. Em toda a história da instituição, essa é a primeira vez que uma mulher assume o cargo como reitora.

Silvana assumiu no momento em que o mundo inteiro passa por uma crise na saúde pública: a pandemia do Coronavírus. Com a rápida difusão do vírus, muitos estabelecimentos tiveram que fechar as portas, inclusive as instituições de ensino público e privado. Para esse momento, a articulação da Universidade foi ágil em achar uma solução adequada dentro do processo de continuidade do ensino superior: graduação, pós-graduação lato sensu e stricto sensu. 

“A gente transformou todas as disciplinas presenciais em disciplinas online. Trabalhávamos já há dois anos com as plataformas do Google que nos dá o suporte de Web Conferência, para postar atividades e se relacionar com o aluno através do meio virtual e isso favoreceu muito. Hoje as aulas acontecem em forma de “Meet”, no Google Meet e pelo Class Room. Então, os professores colocam todas as atividades, fazem prova e isso resolveu a princípio. Sobre as aulas práticas é mais complicado. Vamos ter que esperar a quarentena passar para a reposição delas”, explicou em entrevista ao Fé Católica.

Professora há mais de 10 anos na Universidade, a nova reitora tem expectativas positivas mesmo em meio ao cenário global. “É a primeira vez que assumo a reitoria, mas já fui pró-reitora de 6 anos para cá. Espero cuidar da Universidade e de tudo que ela tem a oferecer. A Instituição tem um grande diferencial, ela é como um farol: tem luz para a comunidade, para a cidade e todo entorno. É um lugar onde se faz atividade acadêmica de modo diferenciado. Tem um aspecto acolhedor-humanista. Prezamos muito pelo valor do humano, dos relacionamentos e isso favorece, também, o processo de produção do conhecimento. Nesses tempos está tudo parado devido ao cenário atual, mas temos uma ampla rede de atendimento também, como a clínica de fisioterapia, a unidade de enfermagem e análises clínicas. Esperamos retomar as atividades tão logo”, conta. 

Ela avaliou que diante das incertezas apontadas existe uma necessidade de esperar para tomar novas decisões quanto aos semestre futuros. “Temos esperanças, mas ainda não conseguimos dizer como seria o planejamento do segundo semestre, visto que temos dois cenários: O primeiro é que tudo seja resolvido em dois meses; o segundo é que isso fique até  julho. Nesse caso, muito provavelmente, vamos permanecer com as aulas virtuais, mas queremos esperar para decidir como as coisas vão andar. Não dá para dizer ainda. Está muito cedo”.

Mulher e competência

Ser a primeira mulher reitora na história da Universidade é um marco para ela e toda comunidade acadêmica. Sobre os desafios ela tem uma posição firme. Para ela, o gênero não é fator determinante, principalmente quando o trabalho é realizado com competência. “Olha, acredito que aqui na Católica não vou ter problemas quanto ao fato de ser mulher. Meu nome foi indicado, inclusive pela própria igreja, foram os bispos que me convidaram. Então, eles reconhecem em mim o valor como professora, pesquisadora, gestora e mulher. E isso não foi um impeditivo para assumir o cargo. Fui bem acolhida por todos. É claro que às vezes nós precisamos nos defender, mas eu penso que com o nosso trabalho bem feito não é preciso fazer muita coisa. A gente acaba se impondo de maneira muito positiva inclusive. Quando fazemos um trabalho sério e respeitamos as pessoas, as pessoas também nos respeitam e tudo caminha muito bem”, comenta. 

A reitora também acredita que pode trazer um novo olhar sobre a forma de conduzir a Universidade. “Acredito que a condição de ser mulher traga um diferencial na maneira de acolher as demandas da comunidade acadêmica e mediar com serenidade os caminhos de nossos alunos, docentes e colaboradores sem esquecer a qualidade do que se produz numa Universidade.  Agradeço a Dom Sérgio Rocha e a Dom Murilo por terem me confiado esta missão de ajudar na condução da Ucsal”, completa.

Futuro acadêmico

Parece que as aulas têm refletido positivamente entre os alunos, devido a efetiva participação nas salas virtuais. Nessa modalidade, as aulas são realizadas no mesmo horário do presencial. Durante esse período, os professores utilizam as mais variadas ferramentas de ensino, com intuito de manter os alunos dentro da rotina normal de aula. Eles acompanham e ficam à disposição para esclarecimento de dúvidas e realização de atividades. 

Silvana acredita que devido o aceite positivo por parte dos discentes, o uso do ambiente virtual como metodologia de ensino garantirá uma mudança expressiva para Universidade. “Eu acho que vai ter uma grande mudança. Conversei hoje com a equipe e vamos analisar o que aconteceu nesse momento. Os alunos estão participando demais. É como se tivessem em sala de aula. Não é o ideal, mas preferimos agir dessa forma porque era a melhor opção, tendo em vista a perda do semestre. Os alunos estão fazendo os trabalhos, avaliações e estão interagindo com o professor, tanto no horário de aula quanto depois", revela.

Mesmo com todos os avanços tecnológicos disponibilizados, não se pode esquecer que existem fatores limitantes do acesse à internet por parte de alguns alunos. Frente a isso, a reitoria revela que entende a problemática e diz que a Universidade está se empenhando para atender a todos. “Nem todo mundo tem acesso à internet, nem todo mundo tem  computador, mas estamos tendo o cuidado de emprestar esses equipamentos para minimizar possíveis transtornos. Eu acho que isso vai revolucionar o nosso ensino e está dando certo, tem sido uma experiência positiva”, conclui.

Foto: Ucsal/Divulgação