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30 MAI
[Festa da Santíssima Trindade: Um Deus Uno e Trino que pela comunhão gera amor]

Festa da Santíssima Trindade: Um Deus Uno e Trino que pela comunhão gera amor

A divulgação desse mistério foi realizada a nós através do próprio Jesus Cristo de acordo com relatos que estão nos Evangelhos segundo São Mateus e São João

 

Luanne Ribeiro*

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É celebrada pelos cristãos, neste domingo (30/05), a Festa da Santíssima Trindade. Essa solenidade teve origem a partir da devoção popular e foi aprovada pelo Papa João XXII em 1334, sendo comemorada no primeiro domingo após Pentecostes — como era previsto no IV Concílio de Arles em 1263 — e reafirmada ao longo dos anos como a festividade que honra a um Deus Uno e Trino, como foi pontuado no II Concílio de Constantinopla no ano de 421, “Não professamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: ‘a Trindade consubstancial’”.

A divulgação desse mistério foi realizada a nós através do próprio Jesus Cristo de acordo com relatos que estão nos Evangelhos segundo São Mateus e São João. Os quais Ele apresenta sua comunhão com o Pai e o Paráclito em prol do povo. 

De acordo com Padre Emanoel Verge, da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, a Santíssima Trindade só veio ser conhecida como é, devido aos estudos de Santo Agostinho de Hipona, “Essa festa ocorre nesta data porque vai participar do cronológico elemento litúrgico, isto é, não foi pensada dessa forma, só muito mais tarde. [...] Até então só se falava do Pai, do Filho e do Espírito Santo, parecia que era desvinculado, era muito mais cultuado no Oriente. Com a descoberta brilhante no século IV de Santo Agostinho vamos rever a imagem perfeita de uma unidade na Trindade, um Deus em três pessoas.”, afirmou.

Santo Agostinho, nos meados do século IV da Santa Igreja, em seu escrito “A doutrina Cristã”, formalizou aos cristãos do Ocidente a expressão acentuada sobre a Santíssima Trindade como um Deus Uno e Trino, “Não é fácil encontrar um nome que possa convir a tanta grandeza e servir para denominar de maneira adequada a Trindade. A não ser que se diga que é um só Deus, de quem, por quem e para quem existem todas as coisas (Rm 11, 36)”.

Neste contexto, a Santíssima Trindade é tida como um mistério por não poder ser explicada — pois não conseguiríamos compreender em sua totalidade —, uma vez que está ligada ao mistério da fé e esta, por sua vez, é um mistério revelado em si. Com isso, o Catecismo da Igreja Católica, tem a Santíssima Trindade como o centro da vida do cristão. “O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. É o mistério de Deus em Si mesmo. É, portanto, a fonte de todos os outros mistérios da fé e a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na ‘hierarquia das verdades da fé’” (CIC n° 234).

Partindo da união entre Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, onde apesar das suas diferenças se fazem um, formando a tríade que conduz a Igreja, o XI Concílio de Toledo passa a afirmar que a Santa Trindade opera sua divindade de maneira dividida, mas que cada uma das pessoas que a forma é o próprio Deus único por inteiro, “O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus por natureza” (XI Concílio de Toledo, em 675, DS 530).

A fim de destacar o papel de cada pessoa da Santíssima Trindade durante uma conversa com algumas crianças, o Santo Padre, o Papa Francisco, enfatizou a comunhão que Deus fez e faz por amor a nós. “E o que faz o Pai? O Pai é o princípio, o Pai, que criou tudo, que nos criou. O que faz o Filho? O que faz Jesus? Quem pode dizer o que Jesus faz? Ele nos ama? E depois? Leva a Palavra de Deus! Jesus veio para nos ensinar a Palavra de Deus. Muito bem! E depois? O que Jesus fez na terra? Ele nos salvou! E Jesus veio para dar a Sua vida por nós. O Pai cria o mundo, Jesus nos salva. E o Espírito Santo, o que faz? Ele nos ama! Nos dá amor”.