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29 NOV
[Consumidor deve ficar atento às compras na Black Friday]

Consumidor deve ficar atento às compras na Black Friday

Compras realizadas por impulso ou promoções enganosas são comuns nesta época do ano.

 

Empolgado para fazer suas compras na Black Friday?  Ela acontece nesta sexta-feira (29), e é uma data cheia de ofertas para quem quer aproveitar uma pechincha, mas é preciso tomar cuidado para não cair em armadilhas.

Ninguém resiste a uma promoção, e com produtos sendo anunciados por menos da metade do preço então, todos querem aproveitar. É por esse motivo que a Black Friday tem sido tão aguardada nos últimos anos. Lojas virtuais e físicas aderiram a ação e tem ganhado cada vez mais força. 

Em Salvador, shoppings e lojas divulgaram horários de funcionamento especiais para as vendas. E logo nas primeiras horas do dia, dezenas de pessoas já aguardavam do lado de fora.

Mas o consumidor precisa ter alguns cuidados antes de comprar qualquer coisa durante a ação. A vontade de é grande, não se tem dúvidas. Para não gastar além da conta, o ideal é montar uma lista do que você deseja comprar, colocando em primeiro lugar o que for mais importante, em segundo, algo de menor necessidade e assim sucessivamente.

O advogado Filipe Sá alerta para ofertas fraudulentas. “Um dos princípios do direito do consumidor é a vinculação a oferta, ou seja, quando um estabelecimento divulga um preço, totalmente, ela se vincula a aquela propaganda. Ofertas muito fora dos parâmetros do mercado acontecem muito neste período e pode trazer problemas para quem comprar. Existem situações em que se pode notar algo errado, como quando o preço do produto está muito menor que o normal ou em muitas parcelas, o consumidor pode e deve ficar atento para não cair em uma armadilha”. 

É importante lembrar que o consumidor tem o direito de desistir da aquisição em até sete dias após a assinatura do contrato ou recebimento do produto. O cancelamento deve ser solicitado por escrito, no próprio site em que foi adquirido. O fato da compra ser feita numa liquidação não elimina os direitos do consumidor.

O advogado do consumidor finaliza apontando as medidas cabíveis para pessoas que se sintam lesadas. “Caso o consumidor caia em alguma fraude, ele tem dois caminhos. Procurar o Procon ou ferramentas como o Reclame Aqui, para tentar resolver com a própria empresa. Nesse caso, o máximo que o Procon pode fazer é aplicar uma multa administrativa. Mas quando se trata de reparação de dano – como a devolução do dinheiro ou substituição do produto - caso não se resolva nesse âmbito administrativo, será necessário recorrer ao juizado especial de defesa do consumidor”, conclui.