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13 JAN
[APIB questiona em vídeo papel dos governantes e empresas diante da Amazônia ]

APIB questiona em vídeo papel dos governantes e empresas diante da Amazônia

Em formato de paródia dos noticiários cinematográficos produzidos durante a Segunda Guerra Mundial, o vídeo "Climate War" mostra quais setores produtivos estão contaminados pelas atividades ilegais que desmatam, queimam, contaminam rios e matam indígenas


Redação Fé Católica
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A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) lançou um vídeo nesta quarta (13) nas redes sociais questionando se governos e empresas estão agindo para defender ou para destruir a Amazônia, massacrando os povos nativos que habitam o bioma há séculos. Em formato de paródia dos noticiários cinematográficos produzidos durante a Segunda Guerra Mundial, o vídeo "Climate War" mostra quais setores produtivos estão contaminados pelas atividades ilegais que desmatam, queimam, contaminam rios e matam indígenas. 

"Climate Wars" marca também o início de uma nova agenda de autodefesa dos povos indígenas. Passada a pandemia, eles darão continuidade aos diálogos diretos com governos e parlamentares europeus e norte-americanos, além de uma aproximação com a China ainda este ano. "Queremos que eles apoiem o Brasil, mas da maneira certa, que é nos ajudando a frear a destruição de nossos ecossistemas, recursos naturais e do próprio clima", declara Sônia Guajajara, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil-APIB, que divulgou o vídeo em suas redes sociais.

Fruto da colaboração de ativistas e artistas brasileiros - pessoas que apoiam a luta da APIB e que compreendem a gravidade e as consequências da política ambiental do governo do Brasil - o vídeo tem versões em inglês, espanhol, francês e alemão. 

 

Assista ao vídeo na íntegra:
 



A Apib defende uma agenda capaz de preservar a floresta e os interesses do Brasil. Veja abaixo 7 Pontos de Demandas da APIB:

1. Uma moratória de cinco anos ao desmatamento na Amazônia;
2. Aumento das penas para desmatamento e outros crimes ambientais, incluindo o congelamento de bens dos 100 piores criminosos;
3. Retomada imediata do PPCDAm - Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, engavetado pelo governo Bolsonaro;
4. Demarcação de terras indígenas e quilombolas e criação, regularização e proteção de Unidades de Conservação;
5. Reestruturação dos órgãos federais responsáveis pela proteção do meio ambiente e dos direitos indígenas (Ibama, ICMBio e Funai);
6. Imposição do Código Florestal (principalmente a emenda de 2018 para penalização de produção em terra ilegal);
7. Construção de um arcabouço legal para Rastreabilidade da Cadeia de Suprimentos, a fim de dar transparência a atores comerciais internacionais e nacionais.

Com informações da CIMI
Foto: Daniel Beltrá | Greenpeace