Notícias

14 ABR
[

"A fé sem obras é morta", alerta Dom Guilherme Antonio Werlang sobre participação dos católicos no cenário atual do Brasil

O bispo de Lages e também presidente do Grupo de trabalho do Pacto pela vida e pelo Brasil

Redação Fé Católica 
[email protected] 

 

No terceiro dia da 58ª Assembleia Geral da CNBB, a coltiva de imprensa foi marcada pelo Pacto pela Vida e pelo Brasil e a Campanha da Fraternidade de 2022, que terá como tema: "Fraternidade e Educação". Participaram do momento, o arcebispo de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão para a Cultura e Educação da CNBB, dom João Justino de Medeiros Silva; o bispo auxiliar de Porto Alegre (RS), dom Leomar Antônio Brustolin, e o bispo de Lages (SC) e presidente do Grupo de Trabalho do Pacto pela Vida e pelo Brasil, dom Guilherme Werlang.   

Dom Leomar pontou que a Campanha da Fraternidade 2022 será trabalhada a partir de três dimensões: "Como pensar em um mundo melhor, diante da evasão escolar no Brasil; as pedagogias do Papa Francisco através da escuta, diálogo e proximidade; e além da educação, o papel da cultura em tempos de polarização", elencou. 

Para o auxiliar de Porto Alegre é preciso questionar-se sobre qual educação está sendo promovida. "Um novo estilo de ser nesse país tão rico de vivências naturais e culturais", crê complementando que a tomada de ação não está esgotado nas escolas e faculdades, "A família é indispensável", frisa. 

O presidente do Grupo de Trabalho do Pacto pela Vida e pelo Brasil, e bispo de Lages (SC), dom Guilherme Werlang foi questionado por um dos jornalistas sobre o posicionamento do cristão católico diante do cenário que o Brasil vive e não dizer não a omissão. 

"O compromisso de formar o Reino de Deus é de todos nós. A primeira é chamar a Igreja a uma ação participativa. Nós cristãos e cidadãos brasileiros precisamos descer da arquibancada, precisamos entrar no jogo, na prática da fé", pontou. 

O bispo concluiu citando a Carta de São Tiago: "A sé sem obras é morta (São Tiago 2, 26)". "Não adianta levantar as mãos para Deus, se eu não coloco em serviço. A nossa fé é feita com as mãos também, especialmente. Vamos deixar de ser apenas cristãos assistentes, para nos tornamos cristãos ativos, assim como Jesus fez com seus discípulos e exigiu: colocar-se em ação", recordou.
 

 

Quando nós abraçarmos a nossa fé e professa-lá por meio da ação, com certeza nós teremos como cristãos uma grande contribuição a fazer para o nosso Brasil ser para todos os brasileiros e brasileiras, e todos que aqui vem, vivem e ajudam a construir essa nação.