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09 MAR
[1º Ao Vivo da Semana Social Brasileira acontece nesta quarta (10)]

1º Ao Vivo da Semana Social Brasileira acontece nesta quarta (10)

Sob o tema, “Mutirão pela vida: Terra, Território e Economia”, o debate será transmitido pela página no Facebook e canal do Youtube 
 

Redação Fé Católica
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6ª Semana Social Brasileira (SSB) promove o primeiro “Ao Vivo 2021” nesta quarta-feira (10), às 19h30. Sob o tema, “Mutirão pela vida: Terra, Território e Economia”, o debate será transmitido pela página no Facebook: @ssbrasileira e canal do youtube link aqui.

Participam da roda de conversa: Sandra Quintela – Rede Jubileu Sul Brasil e Luiz Alencar Dalla Costa – Movimento dos Atingidos por Barragens. A mediação será de Eduardo Brasileiro – Articulação Brasileira da Economia de Francisco e Clara.
 

Luiz Alencar Dalla Costa - Movimento dos Atingidos por Barragens recorda que historicamente muitas populações viviam e vivem, ainda, à beira dos rios, onde tem minério, onde tem floresta. "Regiões onde as famílias construíram suas vidas, onde criavam seus filhos, seja com qual atividade econômica fosse. Eram regiões onde havia construções de comunidades, de famílias", descreve.

Todavia, ele diz que com a alta base natural e possibilidade de produção, desperta o interesse do capital, das grandes empresas. "Com a intervenção do capital essas regiões passam a ser de exclusão, de exploração. Isso afeta diretamente a vida das pessoas. Com chegada da exploração, o sujeito é o capital, as empresas, as obras. O ser humano passa ser visto como um objeto a ser descartado”, afirma.


A economista Sandra Quintela aponta que é urgente reinventar a economia. "A atual mata e destrói!  Precisamos de uma economia centrada na vida”,  ressalta a integrante da Coordenação América Latina e Caribe da Rede Jubileu Sul.

Para Eduardo Brasileiro, sociólogo, educador popular e membro da Articulação Brasileira pela Economia de Francisco e Clara: "nós somos corpos econômicos, nosso território é um corpo econômico: produz vida, relações e trocas", diz destacando que: 

 

A lógica da economia de mercado capitalista desterritorializa-nos tirando a possibilidade de pensar força coletiva, a organização econômica a partir do nosso chão. Se soma a isso a predação das nossas terras, entregue a grupos econômicos que dominam, exploram. Estamos em busca da economia que cuida, aprende e partilha a terra". 

Com SSB
Foto: Reprodução | SSB