Fe Catolica https://www.fecatolica.com.br Noticias Catolicas pt-br Solmaster Bia Lopes emociona cantando ao lado de Juninho Casemiro https://www.fecatolica.com.br/noticias/bia-lopes-emociona-cantando-ao-lado-de-juninho-casemiro/ “Só quem se arrisca merece viver o extraordinário!”

Foi com essa frase poderosa que a cantora Bia Lopes definiu uma das noites mais marcantes de sua carreira. Durante a tradicional celebração do Trezenário de Santo Antônio, em Jequié (BA), a artista baiana provou que a fé e a coragem andam de mãos dadas ao subir ao palco para dividir os microfones com o cantor Juninho Casemiro, uma de suas maiores inspirações na música católica.

Uma Sintonia que Transbordou Fé

Para Bia Lopes, a oportunidade foi muito além de uma simples participação especial. Foi a realização de um sonho alimentado pela profunda admiração que tem pelo ministério de Juninho.

Após o show, o carinho continuou nos bastidores. Juninho recebeu a cantora com extrema simpatia e atenção, consolidando um momento que, segundo ela, ficará guardado para sempre no coração.

Em suas redes sociais, Bia não escondeu a emoção e transbordou gratidão:

"Bebi da graça através da sua voz, das suas canções e do dom que Deus lhe concedeu. Você é uma grande inspiração para mim! Minha eterna gratidão por permitir que o Espírito Santo transborde através da sua vida e do seu ministério. Que Deus continue abençoando sua caminhada e usando você para tocar muitas almas."

por Wander Soares
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Na hora do pecado, Cristo é perdão, diz Leão XIV https://www.fecatolica.com.br/noticias/na-hora-do-pecado-cristo-e-perdao-diz-leao-xiv/ No Ângelus de hoje (5), o papa Leão XIV disse que “a simplicidade de um gesto tão espontâneo e alegre corresponde ao estilo de Deus, que gosta de se revelar “aos pequeninos”, enquanto permanece escondido “aos sábios e aos entendidos””. Segundo ele, estes últimos “estão de tal forma cheios das próprias ideias que não reconhecem a presença de Cristo, o Messias que visita o seu povo”.

Ao refletir sobre o Evangelho deste domingo, o papa nos convida ao "louvor de Jesus ao Pai, "Senhor do Céu e da Terra"", que se revela "aos pequeninos", mas "permanece escondido "aos sábios e aos entendidos"". Leão XIV advertiu que, quando isso acontece, "a sabedoria humana torna-se, então, arrogância e a doutrina degenera em soberba"

""A verdadeira sabedoria de Deus revela-se na humildade da carne", continuou o papa, "e o seu ensinamento dirige-se àqueles que passam por maiores dificuldades"."

Neste sentido, explicou que recorrer a Jesus significa "corresponder ao seu amor e partilhar a sua vida até à Cruz".

Ele explicou que “ir ao encontro de Jesus significa corresponder ao seu amor e partilhar a sua vida até à cruz”.
"“É precisamente o dom de si mesmo por amor que constitui o “jugo” de Jesus, ou seja, a síntese do seu ensinamento, o cerne da sua sabedoria, ardente de caridade para com todos”, destacou."

E acrescentou que "como autêntico mestre, Jesus toma sobre si a humanidade ferida pelo mal, para cuidar dela".

""A sabedoria que Ele nos dá é um anúncio de salvação e o seu jugo levanta-nos de todas as quedas", pontuou."

O papa ainda disse que o caminho daqueles que seguem Cristo não é "não é, portanto, uma ascese que mortifica", mas "uma escola de liberdade, que leva a sério o drama da história e ilumina sempre o seu sentido, sobretudo nos momentos mais sombrios".

""Com efeito, só na cruz de Jesus é que o mal é redimido: só na sua paixão é que o nosso cansaço mortal encontra consolo e resgate", ressaltou."

""Em situações de escravidão, Cristo é libertação. No flagelo da guerra, Cristo é esperança. Na hora do pecado, Cristo é perdão. Esta é a verdadeira sabedoria, ou seja, o caminho que queremos percorrer juntos, unidos como discípulos em seu nome", concluiu."

Fonte: ACI Digital
https://www.acidigital.com
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Papa alerta contra indiferença: não há amor a Deus sem amor ao próximo https://www.fecatolica.com.br/noticias/papa-alerta-contra-indiferenca-nao-ha-amor-a-deus-sem-amor-ao-proximo/ A Missa celebrada no Campo Esportivo “Arena” marcou o fim da visita pastoral do Papa Leão XIV a Lampedusa, na manhã deste sábado, 4. Ao chegar ao local da celebração, o Pontífice saudou os fiéis presentes durante o giro do papamóvel e, em seguida, presidiu a Missa.

O Pontífice iniciou sua homilia recordando que os apóstolos de Jesus navegaram pelo Mar Mediterrâneo e experimentaram a hospitalidade dos habitantes das suas ilhas e costas. “O Evangelho ressoa onde os povos se encontram, as pessoas se acolhem mutuamente, as suas experiências se entrelaçam e as diversas culturas dialogam entre si. Em contrapartida, não ecoa onde cada um faz de si próprio uma ilha, onde o contato é evitado e o intercâmbio é interrompido”, assinalou.
Amor e liberdade

O Santo Padre refletiu sobre a parábola do bom samaritano (Lc 10, 25-37, proclamada no Evangelho. Ele apontou que Lampedusa encontra-se em uma estrada tão perigosa como aquela que descia de Jerusalém para Jericó, encontrando milhares de homens que perderam tudo, enquanto outros, sem conseguir chegar onde desejavam, foram acolhidos pelo mar.

Neste contexto, Leão XIV agradeceu aos habitantes da ilha pela proximidade que exercem em relação aos migrantes. “Entre vós, foi o amor que se organizou, aquele amor cuja compaixão — vendo o irmão no mar — é como o primeiro estremecimento, o apelo profundo para ousar aquilo que nunca teríeis pensado”, expressou.

O Papa ressaltou que este acolhimento brota de uma liberdade interior: o amor existe sempre na liberdade e a liberdade está nas decisões. “Há quem opte por não ser próximo e há quem decida não decidir. Os mortos neste mar são vítimas tanto das decisões tomadas como das decisões que faltaram”, denunciou.
Construir a civilização do amor

Listando alguns dos fatores que levam a essa indiferença, o Pontífice citou a discrimanção religiosa. Ele destacou que, na parábola contada por Jesus, um sacerdote e um levita veem o homem caído na estrada, mas decidem não ajudá-lo. “É tempo de reconhecer e afirmar que a pertença religiosa nunca deve tornar-se motivo de discriminação, como se a fé tivesse fronteiras e não fosse, pelo contrário, um chamamento universal à salvação”, apontou.

“Não há amor a Deus sem amor ao próximo”, prosseguiu o Santo Padre, “e não há próximo se eu não me aproximar. Parar, comover-se, inclinar-se, chorar perante a dor alheia – como fez Jesus – significa entrar no movimento do amor, aquele em que Deus se revelou”.

Assim como o bom samaritano, é possível mudar de planos e direção. Recordando a “civilização do amor” proposta por seus predecessores, Leão XIV sinalizou que ela não nasce de um gesto único e espetacular, mas de uma soma de pequenas e tenazes fidelidades, que travam a desumanização.
Desafios para a Europa

O Papa reiterou o apelo histórico que o fenômeno migratório dirige às sociedades europeias, salientando o dever do continente de enfrentar a crise migratória de forma orgânica. Para isso, é necessário inserir os primeiros socorros em um plano estratégico de longo prazo, que permita acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e, ao mesmo tempo, trabalhar em prol do desenvolvimento, para que ninguém seja obrigado a emigrar.

O Pontífice alertou ainda que a vocação turística de Lampedusa pode sentir-se ameaçada pelas rotas migratórias e transformar-se em indiferença, ou mesmo em contraposição aos seus aspectos dramáticos. Diante disso, desafiou os habitantes da ilha a levarem quem os visita, mesmo que seja para um período de descanso, a tornar-se mais humano ao confrontar-se com a caridade praticada.

“Existe autêntico descanso onde se redescobre o sentido da vida e existe bem-estar verdadeiro quando a economia é justa e fraterna. Nesta economia, o cuidado pela Criação e pela amizade social fundem-se numa síntese, que hoje a humanidade procura”, indicou o Santo Padre.
“Todos nós temos em Deus um porto seguro”

Concluindo sua homilia, Leão XIV voltou-se à imagem da Nossa Senhora de Porto Salvo, padroeira de Lampedusa, presente no altar, e confiou a ilha à intercessão da Virgem Maria.

“Não nos deixemos dominar pelo medo, mas encaremos as dificuldades do dia a dia como oportunidades e um tempo de testemunho”, exortou o Papa. “Todos nós temos em Deus um porto seguro, e cada comunidade cristã é chamada a ser um reflexo disso mesmo na terra. Que nunca vos falte o alento da fé, da esperança e da caridade”, concluiu.

Fonte: Cançao Nova Not
https://noticias.cancaonova.com
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Ataques contra cristãos em Israel: mais de 80 casos em três meses https://www.fecatolica.com.br/noticias/ataques-contra-cristaos-em-israel-mais-de-80-casos-em-tres-meses/ Oitenta e três atos de assédio em noventa dias. Destes, a maioria ocorreu em Jerusalém, sobretudo na Cidade Velha. Trata-se, principalmente, de cuspidelas, agressões físicas, ameaças e abusos verbais, atos de vandalismo, lançamento de lixo e objetos nos pátios dos mosteiros, bem como provocações on-line (comentários no Google Maps sobre locais cristãos com versículos bíblicos que invocam a destruição de locais de culto não judaicos). É o que emerge do relatório, divulgado nos últimos dias, do Religious Freedom Data Center (RFDC) sobre os incidentes contra cristãos em Israel no trimestre de abril a junho de 2026, elaborado por Yisca Harani, diretora do próprio organismo de investigação. Trata-se de episódios que ocorrem frequentemente à luz do dia, de forma ostensiva, por vezes com pais que encorajam os filhos a imitá-los. E quem paga o preço são as comunidades cristãs residentes.

A freira agredida no Monte Sião

"No passado dia 28 de abril, uma freira foi empurrada para o chão no Monte Sião, mas o pico de incidentes foi registrado durante o Shavuot, o Yom Yerushalayim e a Flag March, bem como durante a procissão de entrada do novo núncio apostólico", revela o relatório, que assinala uma crescente ousadia e arrogância por parte dos autores, que agem abertamente sem receio de consequências. "Constatamos uma ausência de representação simbólica cristã no espaço público de Jerusalém (em contraste com a forte presença de símbolos judaicos)", continua o estudo de Yisca Harani, que recolhe informações junto das instituições religiosas e das comunidades cristãs com as quais mantém contatos regulares através de uma rede de voluntários. "A nossa missão é apoiar as vítimas na apresentação de queixas à polícia e às autoridades competentes, bem como na documentação e na recolha de informações relativas a cada caso. Os voluntários encarregados dos contatos no terreno ocupam-se também dos casos de vandalismo de placa pública, graffitis ou atos de vandalismo: acompanham o caso até à conclusão das reparações, continuando a monitorizá-lo em colaboração com as autoridades competentes. Estes mesmos voluntários — continua o texto — são mobilizados, em particular, durante as festas religiosas e as procissões cristãs na Cidade Velha de Jerusalém, com o objetivo de observar, documentar e contribuir para a prevenção de incidentes".  

Cristãos invisíveis na Cidade Velha

Foi precisamente na sequência da agressão sofrida pela religiosa no Monte Sião que foi ativado um serviço de acompanhamento protetor para o clero e os religiosos na Cidade Velha. O serviço conta com o apoio do IRAC (Israel Religious Action Center), que presta assistência jurídica nas queixas apresentadas à polícia em nome do RFDC e do JPPI (Jewish People Policy Institute). "Exortamos a Câmara Municipal de Jerusalém a reconhecer que a ausência de uma representação visível e simbólica da presença cristã na esfera pública contribui diretamente para as manifestações de hostilidade por parte de cidadãos judeus em relação aos cristãos. Desde o complexo municipal até à Porta de Jaffa, o espaço público reflete de forma evidente a presença judaica, por meio de cartazes sobre temas judaicos, mensagens de felicitações por ocasião das festas e projeções de imagens e vídeos relacionados com a história e a tradição judaica nas muralhas da cidade", salienta o estudo e, uma vez que a Cidade Velha inclui dois bairros cristãos, "seria igualmente oportuno que também a presença cristã encontrasse uma representação visível no espaço público", prossegue

Símbolos religiosos profanados

Mas os ataques a símbolos religiosos também afetam locais fora das fronteiras: "Recordamos a destruição da estátua de Jesus e a profanação de uma estátua da Virgem Maria no sul do Líbano. As Forças de Defesa de Israel têm a responsabilidade de educar os seus soldados e de estabelecer normas básicas de conduta em relação às comunidades religiosas e aos locais sagrados. Esperamos que estes episódios sejam devidamente tratados no seio das forças armadas". Daí a intervenção do organismo dirigido por Yisca Harani: "Na sequência de denúncias relativas a soldados que ridicularizavam ou demonstravam falta de respeito para com os cristãos durante uma visita a Jerusalém, contatamos o Gabinete do Responsável pela Formação das Forças de Defesa de Israel. Congratulamo-nos com o fato de daí ter surgido uma cooperação educativa construtiva: um documento informativo, elaborado pela Hotline para os guias que acompanham os grupos militares em Jerusalém, foi aceito e divulgado junto das instâncias competentes. O documento está disponível no nosso site".

É necessário um esforço educativo com os mais jovens

As visitas escolares e as viagens pedagógicas não estão isentas de agressões: "Nos últimos anos, milhares de grupos escolares visitaram Jerusalém no âmbito de programas promovidos e financiados por ministérios governamentais. Tal como acontece frequentemente também com os grupos militares, a maioria dos estudantes recebe uma preparação mínima ou nula sobre a presença cristã viva na cidade. Consequentemente, o encontro com os cristãos revela-se, por vezes, uma surpresa e pode dar origem a reações hostis. Na ausência de uma preparação adequada, os estudantes manifestaram hostilidade em relação a locais e pessoas cristãs, mesmo durante viagens pedagógicas em outras zonas do país. É, portanto, necessário um esforço educativo coordenado que envolva os organizadores das viagens escolares e os guias turísticos, em particular no que diz respeito às visitas a Jerusalém", conclui o relatório.

Fonte: Vatican News
https://www.vaticannews.va
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Papa: cristãos devem ser sinal crível de paz. Está em jogo o futuro da humanidade https://www.fecatolica.com.br/noticias/papa-cristaos-devem-ser-sinal-crivel-de-paz-esta-em-jogo-o-futuro-da-humanidade/ O Papa Leão recebeu em audiência esta terça-feira, 30 de junho, a delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla que participou ontem da Santa Missa por ocasião da Solenidade dos Santos Pedro e Paulo.

Tratata-se de uma presença tradicional, que a Santa Sé retribui enviando um representante para a Festa de Santo André, em 30 de novembro, padroeiro da referida Igreja.

"Esta presença entre nós expressa a fraterna proximidade da Igreja-irmã de Constantinopla e do seu pastor e guia, Sua Santidade Bartolomeu, Patriarca Ecumênico", disse o Pontífice, agradecendo "vivamente" à delegação, que foi guiada pelo Metropolita de Calcedônia, Sua Eminência Emmanuel.

A propósito, o Santo Padre fez memória de sua participação na festa de Santo André na Igreja patriarcal de São Jorge em 30 de novembro passado, recordando com "alegria e reconhecimento" os encontros realizados com Bartolomeu. Nessas ocasiões, foi aprofundada a amizade recíproca e compartilhada a visão sobre inúmeras questões, sobretudo o desejo comum de progredir no caminho rumo à plena unidade entre todos os cristãos.

Nessa perspectiva, acrescentou o Papa, a comemoração dos 1.700 anos do Primeiro Concílio de Niceia, realizada na véspera da festa de Santo André em Ìznik, representou um testemunho "eloquente" de comunhão, em que ficou evidente que o Credo de Niceia deve ser a base e o critério de referência desse processo. "Que o caminho rumo à celebração do segundo milênio da Redenção, em 2033, seja percorrido em conjunto por todas as confissões cristãs do mundo, redescobrindo o dom e o chamado a ser testemunhas do Ressuscitado", auspiciou o Pontífice.
" “Em uma época marcada por guerras e por uma crescente polarização, bem como por divisões culturais e sociais, os cristãos, reconciliados entre si e unidos na profissão da única fé, são chamados a ser um sinal crível de paz, contribuindo de forma decisiva para o empenho nesse sentido de todos os homens e mulheres de boa vontade. De fato, na situação atual, está em jogo não apenas a credibilidade do anúncio cristão, mas o próprio futuro da humanidade.”"
Leão XIV sublinhou que a necessidade de uma maior colaboração entre os cristãos diante dos desafios atuais, tais como a paz, o bom uso das novas tecnologias e o cuidado com a criação, brota do próprio Evangelho de Jesus Cristo.

O Pontífice concluiu agradecendo mais uma vez pela visita, assim como pelo empenho na causa da unidade dos cristãos: "Garanto-lhes minhas orações, por intercessão dos santos apóstolos Pedro e André, irmãos de sangue e de fé, e peço a Deus, nosso Pai, que sempre nos acompanhe com sua bênção. Obrigado!". ]]>
Igreja é chamada a ser pobre e refúgio para os necessitados, afirma Papa Leão XIV https://www.fecatolica.com.br/noticias/igreja-e-chamada-a-ser-pobre-e-refugio-para-os-necessitados-afirma-papa-leao-xiv/ A Santa Sé divulgou nesta segunda-feira (14) a mensagem do Papa Leão XIV para o **X Dia Mundial dos Pobres**, que será celebrado no dia 15 de novembro de 2026. Com o tema *“O Senhor é o refúgio do pobre”*, inspirado no Salmo 14,6, o Pontífice reforçou a identidade essencial da comunidade eclesial, sublinhando que a Igreja, por sua própria identidade e missão, deve se manifestar como um espaço de acolhimento e desapego material.

De acordo com o Papa, a Sagrada Escritura é o farol necessário para que o povo de Deus compreenda o papel central que os mais necessitados ocupam na ação evangelizadora.

A data em questão foi estabelecida pelo Papa Francisco em 2016, no encerramento do Jubileu da Misericórdia, com a orientação de ser vivenciada sempre no XXXIII Domingo do Tempo Comum — preparando os fiéis para a Solenidade de Cristo Rei, que neste ano ocorrerá em 22 de novembro.

Injustiça e o esquecimento de Deus

No texto, Leão XIV faz uma crítica contundente às estruturas sociais contemporâneas, lamentando o crescimento da miséria decorrente de uma "corrupção arrogante" e discriminatória. Para o Sucessor de Pedro, a crise social está intimamente ligada a uma crise de fé prática.

> “A perda do sentido de transcendência na vida quotidiana já não é tanto uma negação teórica da existência de Deus; antes, manifesta-se em não considerar a sua bondade e misericórdia na construção da justiça pessoal e social”, advertiu o Papa.

O Pontífice explicou que, quando a humanidade se afasta da presença divina, as relações humanas deixam de ser pautadas pelo respeito mútuo e passam a ser dominadas pela opressão e pela busca de poder uns sobre os outros, tendo os pobres como as primeiras vítimas desse cenário.

O desafio da indiferença na era digital

Um dos pontos de destaque da mensagem aborda a influência da tecnologia nas relações humanas. O Papa alertou que as redes e o ambiente digital têm funcionado, muitas vezes, como ferramentas que camuflam o sofrimento social, ampliando preconceitos e criando uma "cortina de indiferença" em relação às pautas dos vulneráveis.

Contudo, Leão XIV recordou que o clamor dos indefesos encontra eco seguro no coração de Deus. Ao se entregarem à providência divina, os marginalizados recuperam o sentido de sua própria dignidade e encontram forças para caminhar em fraternidade. O Papa pontuou que os mais humildes possuem uma sensibilidade aguçada para o que é essencial na vida, assemelhando-se de forma única a Jesus Cristo.

Exame de consciência e o exemplo de São Francisco

Provocando a comunidade cristã a sair da inércia, o Santo Padre propôs uma série de questionamentos práticos para as paróquias, dioceses e movimentos eclesiais:

- Somos, de fato, um sinal do refúgio de Deus para os que sofrem?
- Temos consciência de nossas próprias pobrezas ou preferimos as riquezas injustas?
- Conseguimos ir ao encontro dos marginalizados, ouvir suas aspirações e pronunciar seus nomes com ternura?

O Papa indicou que essas perguntas exigem uma sincera avaliação pastoral e pessoal. Como inspiração, Leão XIV evocou a figura de **São Francisco de Assis**, cujo oitavo centenário de morte é recordado, lembrando o gesto do "Poverello" ao se misturar e se compadecer dos mendigos em Roma.

O Pontífice concluiu destacando que colocar-se no lugar dos mais necessitados e ouvi-los — em vez de apenas discursar sobre eles — gera uma alegria transformadora, capaz de curar as feridas de um mundo marcado pela soberba. ]]>
Padre Nazareno Lanciotti, missionário no Mato Grosso, é beatificado https://www.fecatolica.com.br/noticias/padre-nazareno-lanciotti-missionario-no-mato-grosso-e-beatificado/ O padre Nazareno Lanciotti, missionário italiano que viveu no Brasil, foi beatificado hoje (13), em Jauru (MT). O sacerdote foi martirizado em 2001.

A missa de beatificação foi celebrada pelo enviado especial do papa Leão XIV, o arcebispo emérito de Brasília, cardeal João Braz de Aviz, prefeito emérito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

Logo no início da celebração, o cardeal Aviz leu a carta apostólica do papa. No texto, Leão XIV diz que, ao atender o desejo do bispo de São Luiz de Cáceres, dom Jacy Diniz Rocha, e de muitos fiéis, concedeu que “o venerável servo de Deus, padre Nazareno Laciotti, sacerdote diocesano, mártir, missionário infatigável do Evangelho, fundador fecundo de obras de caridade social e promotor dedicado do culto mariano, seja doravante chamado beato e seja celebrado no dia 12 de janeiro de cada ano”.

Em seguida, foram levadas até o altar a relíquia de primeiro grau do beato Nazareno, um fragmento de seus ossos, e a imagem do beato.

“A comunidade de Jauru, a diocese de São Luiz de Cácere, os bispos de todo esse regional, de modo especial são agora depositárias desta herança de santidade e de testemunho humano e divino, deixado pelo presbítero e mártir, padre Nazareno Lanciotti”, disse dom João Braz de Aviz em sua homilia. “Ele é agora testemunha qualificada da vida cristã para toda a Igreja e para toda a humanidade partindo daqui”, acrescentou.

O cardeal Braz de Aviz ressaltou que “uma característica muito rica da espiritualidade do beato padre Nazareno, antes de tudo, é a sua vida missionária”. Nascido em Roma, Itália, em 3 de março de 1940, e foi ordenado padre em 1966. Chegou ao Brasil como missionário em 1971 e se estabeleceu em Jauru, na fronteira com a Bolívia.

“Ele deixou a sua terra por causa do Evangelho. Ele partiu para uma terra longínqua, num tempo em que esta região estava iniciando o seu desenvolvimento.  E ele tomou essa atitude com o desejo de seguir Jesus e foi sustentado aqui pela Santa Eucaristia e pelo amor profundo à Virgem Maria, dois fundamentos indispensáveis”, disse dom João.

O cardeal ressaltou que foi “neste mistério da Eucaristia, nesta presença amorosa de Nossa Senhora, venerada sobretudo” pelo padre Nazareno, “como o Imaculado Coração de Maria”, que “residiu a força interior” dele “nascida do Evangelho, para dedicar-se a serviço dos mais pobres e ao combate doloroso, difícil, contra as diversas formas de injustiça e opressão, como foi a exploração de menores, a prostituição infantil, o combate contra o tráfico de drogas nesta região fronteiriça entre o Brasil e a Bolívia”.

“Nesse sentido”, disse dom João, “o seu testemunho tinha raízes profundas, autênticas, que ele viveu profundamente”. Por isso, ele foi fiel até o fim”.

Segundo o cardeal Aviz, “a figura luminosa do beato, presbítero e mártir padre Nazareno Lanciotti é para nós agora um estímulo eloquente para reavivar os valores do Evangelho que recriam os valores humanos neste momento na história humana em que a cultura dominante tende a diminuir completamente os valores cristãos como se nós não precisássemos mais da ajuda do alto, da presença do nosso Deus que nos salvou”.

Ao final da missa, o bispo de São Luiz de Cáceres, dom Jacy Diniz Rocha, agradeceu pela beatificação do padre Nazareno Lanciotti. “Que o beato padre Nazareno Lanciotti, com seu testemunho radical pelo Evangelho e pela missão, interceda para que sejamos dignos de celebrar a sua memória. Beato Padre Nazareno, rogai por nós!”, disse.

Beato Nazareno Lanciotti

O padre Nazareno Lanciotti nasceu em 3 de março de 1940, em Roma. Foi ordenado sacerdote em 1966 e exerceu seu ministério, inicialmente, em Roma. Em 1971, chegou como missionário ao Brasil e se fixou em Jauru (MT), na fronteira com a Bolívia.

Em Jauru, o padre Nazareno fundou a paróquia Nossa Senhora do Pilar, criou 57 comunidades eclesiais rurais com adoração eucarística diária, organizou um dispensário, construiu a casa de repouso para idosos Coração Imaculado de Maria, abriu uma escola com centenas de crianças, fornecendo educação e alimentação, e instituiu um seminário menor.

Em 1987, ingressou no Movimento Sacerdotal Mariano (MSM), uma associação que surgiu em 1972 por inspiração da Virgem Maria ao padre italiano Stefano Gobbi. Seu principal objetivo é reunir sacerdotes e fiéis em um caminho de consagração ao Imaculado Coração de Maria, promovendo a vivência do Evangelho com fidelidade ao papa e à Igreja. O padre Nazarena se tornou diretor nacional do MSM no Brasil e fez várias viagens pelo país para organizar encontros de oração e consagração ao Imaculado Coração de Maria.

Em Jauru, dedicava-se aos mais pobres e combateu várias formas de injustiças, como o tráfico de drogas e a exploração da prostituição.

Em 11 de fevereiro de 2001, enquanto jantava em casa com alguns colaboradores, dois homens encapuzados entraram na residência e um deles atirou na nuca do padre. O sacerdote foi socorrido e levado de avião para Curitiba e depois para São Paulo, mas não resistiu. Padre Nazareno Lanciotti morreu aos 61 anos, em 22 de fevereiro de 2001, depois de perdoar seus assassinos. Ele foi enterrado na igreja de Nossa Senhora do Pilar, em Jauru.

Em 2007, o então arcebispo de Cuiabá (MT), dom Mário Antônio da Silva, iniciou o processo de beatificação do padre Nazareno. Em 14 de abril de 2025, o papa Francisco autorizou a promulgação do decreto do dicastério para as Causas dos Santos que reconheceu o martírio do padre Nazareno Lanciotti.

por Natalia Zimbrão
Fonte: ACI Digital
https://www.acidigital.com
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