Fe Catolica https://www.fecatolica.com.br Noticias Catolicas pt-br Solmaster Rosa de Saron anuncia lançamento do novo álbum para o dia 26 de maio https://www.fecatolica.com.br/noticias/rosa-de-saron-anuncia-lancamento-do-novo-album-para-o-dia-26-de-maio/ A banda Rosa de Saron anuncia lançamento do novo álbum para o dia 26 de maio, com canções inéditas, nas plataformas digitais. O lançamento é aguardado com expectativa, mas também traz uma pergunta frequente entre os fãs: "Teremos o disco físico?". Até agora, não há confirmação, e isso nos convida a uma reflexão sobre os desafios de se produzir arte hoje em dia.

Lançar um CD ou DVD em 2026 vai muito além da vontade da banda; envolve uma logística complexa e custos de fabricação que subiram drasticamente. Para muitos artistas, o digital acaba sendo o caminho mais viável para garantir que o trabalho saia do papel e chegue aos ouvidos do público de forma rápida e acessível. É a tecnologia permitindo que a mensagem do Rosa de Saron alcance todo mundo ao mesmo tempo, sem as barreiras de estoque ou fretes caros.

Por outro lado, é impossível ignorar o carinho que o fã tem pelo material físico. Ter o encarte em mãos e guardar o disco na prateleira é quase um ritual, uma forma de concretizar a conexão com a banda que acompanhou tantos momentos da vida. Para esse público, o físico é uma lembrança duradoura que sobrevive até se a internet falhar.

O Rosa de Saron, com sua longa estrada, conhece bem essas duas realidades. O momento atual parece ser de transição e adaptação: de um lado, a facilidade imensa do streaming; do outro, o desafio de manter viva uma tradição tátil em um mundo cada vez mais virtual.

No fim das contas, seja através de um arquivo digital ou de um encarte impresso, o que permanece é a força das novas canções. Cabe a cada um de nós descobrir como essa nova fase da banda vai ecoar melhor no nosso dia a dia.

Fonte: @viberosariana ]]>
Anjos de Resgate lança novo single “Meu Abraço é o Teu Lugar” https://www.fecatolica.com.br/noticias/anjos-de-resgate-lanca-novo-single-meu-abraco-e-o-teu-lugar/ “Meu Abraço é o Teu Lugar” é o novo single da banda Anjos de Resgate, já disponível em todas as plataformas digitais. A faixa nasceu de uma inspiração pessoal de Eraldo Mattos, autor da canção, a partir de uma experiência profunda e transformadora: a certeza de que, em certos momentos da vida, as palavras não alcançam — e o que sustenta é o gesto simples de permanecer ao lado do outro.

Inspirada em histórias reais marcadas pelo encontro entre fragilidade e amor, a música teve como ponto de partida uma cena que tocou profundamente o coração do autor. Em um vídeo que circulou nas redes sociais, um padre celebrava uma missa quando, em determinado momento, um senhor se levantou, aproximou-se do altar e o abraçou, chorando compulsivamente. O abraço não explicou a dor nem trouxe respostas, mas se tornou, ali, o lugar onde aquele homem pôde ancorar seu sofrimento. Para ele, foi como se o próprio Cristo se fizesse presente naquele gesto.

Essa experiência encontrou eco em vivências acumuladas por Eraldo ao longo de sua trajetória com os Anjos de Resgate. Em muitos momentos, após shows e encontros simples, alguns abraços se revelaram diferentes. Não eram apenas cumprimentos, mas verdadeiras entregas. Pessoas que choravam sem conseguir explicar o que sentiam encontravam naquele gesto um espaço seguro para aliviar o peso que carregavam. Um abraço sem discursos, mas repleto de significado.

Com letra delicada, interpretação contida e atmosfera contemplativa, “Meu Abraço é o Teu Lugar” convida ao silêncio, à confiança e à permanência. A música reforça que, quando a oração não encontra palavras, o amor ainda encontra um caminho. Porque, às vezes, um abraço não resolve tudo — mas pode ser o lugar onde Deus chega primeiro.

O lançamento reafirma a identidade do Anjos de Resgate, banda referência na música católica no Brasil, reconhecida por unir evangelização, sensibilidade e canções que tocam diferentes gerações.

por Andreia Pereira de Santana (ONErpm) ]]>
Thiago Brado lança “Minha Fonte” e transforma passagem bíblica em canção com Michel Teló https://www.fecatolica.com.br/noticias/thiago-brado-lanca-minha-fonte-e-transforma-passagem-biblica-em-cancao-com-michel-telo/ Em um período de reflexão e espiritualidade como a Quaresma, Thiago Brado apresenta uma canção que convida ao reencontro com a fé. Nesta segunda-feira (30), o cantor lança “Minha Fonte”, single inédito que conta com a participação especial de Michel Teló. Inspirada no episódio bíblico do encontro de Jesus com a Samaritana no Poço de Jacó (João 4), a faixa chega às plataformas digitais.

“Minha Fonte” traz uma atmosfera acústica e contemplativa, que cresce emocionalmente ao longo da canção. Em forma de oração, a música traduz a sede espiritual humana e o convite de Cristo para a “água viva”. A letra constrói uma narrativa íntima de transformação, ao abordar temas como encontro, misericórdia e a descoberta de uma fonte que sacia para sempre.

“‘Minha Fonte’ nasceu de um lugar muito sincero do meu coração. Ao revisitar o encontro de Jesus com a Samaritana no Poço de Jacó, fui profundamente tocado pela forma como Ele enxerga além das aparências e oferece uma água que realmente sacia a alma. Essa canção carrega essa mensagem de encontro, de transformação e de esperança”, compartilha Thiago Brado.

A união das vozes de Thiago Brado, já consolidado na música católica, e Michel Teló, um dos artistas brasileiros mais conhecidos internacionalmente, cria uma ponte entre o universo da música de fé e o público amplo da música popular brasileira.

“Ter o Michel Teló comigo nesse projeto tornou tudo ainda mais especial. Foi um processo muito verdadeiro e emocionante, daqueles que marcam a gente para sempre”, comenta Thiago.

“Minha Fonte” é uma canção sobre reencontro, esperança e renovação espiritual. A faixa conecta uma das passagens mais simbólicas do Evangelho a uma sonoridade acessível, emotiva e profundamente brasileira, reforçando uma mensagem especialmente potente para o período da Quaresma.

Fonte: ONErpm
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Semana Santa, a seriedade do Amor https://www.fecatolica.com.br/noticias/semana-santa-a-seriedade-do-amor/ Nos dias passados, antes que o coração conhecesse o tempo, já pairava sobre o mundo uma Palavra mais antiga que as estrelas. Dela vinham os começos, e por ela se sustentavam os caminhos que viriam a existir.
Nós, porém, labutávamos como viajantes sob névoa ouvindo nas dobras do vento e no rumor das águas um eco distante; cada geração guardava, como podia, um fragmento dessa lembrança. Fruto de uma voz que o mundo ouviu em sua juventude, uma promessa que não se distrai daquilo que promete.
A voz ouvida não era como a voz dos reis da terra, que juram ao amanhecer e ao cair da tarde já esqueceram. Sua palavra não era como a fumaça, que se eleva por um momento e logo se desfaz. Aquilo que ele pronunciava permanecia, aquilo que ele prometia se cumpria. E assim, por muitas eras de eras, enquanto os povos erguiam torres, quebravam alianças, atravessavam desertos e enterravam seus mortos, a promessa feita seguia seu caminho oculto, como rio cavando por baixo da terra árida.
Então veio o tempo em que a promessa se encarnou e já não quis apenas ressoar nos profetas e nos sonhos da noite; tomou para si o peso do dia, o pó das estradas e o cansaço dos que labutam.
Aquele que desde sempre guardava o mundo em sua palavra desceu até ele. Não veio com o fulgor diante do qual as muralhas se desfazem, nem com o estrondo que sucede ao relâmpago. Veio em silêncio como chegam os viajantes ao cair da tarde, veio sob o céu da humanidade, trazendo consigo a verdade.
Tomou para si a condição dos que caminham entre aurora e sepulcro. Recebeu o peso das horas, a sucessão dos dias, o frio das madrugadas e a lentidão dos passos humanos.
Aquele a quem pertenciam os confins da terra quis conhecer o limite de um corpo, o compasso do coração, a fome depois da jornada, a amizade ao redor do pão, o pranto diante do túmulo, a solidão sob as árvores da noite. Assim, o Senhor entrou no mundo como caminhante entre caminhantes.
Essa esperança já estava escrita no barro de Adão e na canção secreta do criado. Entrar na terra dos vivos é aceitar a travessia.
Ninguém nasce para permanecer junto ao limiar. A humanidade recebe a vida como caminhante. Aprende o nome das coisas andando, amadurece sob o peso dos dias, ama em meio às guerras, perde sob o mesmo céu. Leva anos para compreender que existir é mover-se entre promessa e cumprimento.

Por isso o Filho caminhou.

Caminhou pelas margens onde a água recolhe as vozes dos simples; entre colinas e ruas estreitas. Caminhou entre doentes, pescadores, mães aflitas, crianças, estrangeiros, pobres de espírito, homens endurecidos pelo costume e mulheres que sofriam em silêncio. Uma marcha sem pressa na encosta do mundo.
O caminhar recordou-nos de alguma coisa anterior ao medo. Os cegos ergueram o rosto, como se sentissem um clarão sem nome. Os cansados descobriam que o peso de seus fardos podia ser aliviado. Os pecadores, acostumados a viver a sombra, ouviam em sua voz a seriedade de uma misericórdia antiga como o tempo. E ainda assim sua presença trazia também inquietação, porque a luz sempre perturba as fortalezas do orgulho e as casas da injustiça.
Muitos pensaram que seu caminho terminaria como terminam os caminhos dos justos entre os homens. Em recusa, em abandono e em sangue derramado sobre a terra ingrata. E, de fato, para lá seus passos se encaminharam, embora poucos o soubessem. Cada estrada por que passava inclinava-se secretamente para aquela descida; cada monte anunciava uma colina de dor; cada repouso junto à mesa apontava para a hora em que ofereceria não apenas pão, mas a si mesmo.
Assim o Caminhante avançou para o coração escuro do mundo.
Não recuou diante do ódio dos violentos, nem se desviou quando a amizade vacilou, nem se escondeu quando a noite se fechou. Seus pés, que haviam atravessado aldeias e campos, subiram também a estrada amarga. E ali a fidelidade do Altíssimo mostrou sua grandeza além de toda medida.
A promessa entrou na aflição, o amor na ferida, a vida na morte. O Caminhante estendeu-se sobre a madeira como quem abre uma ponte sobre o abismo, para que os perdidos encontrem passagem.
Veio então o primeiro dia, e o mundo tremeu sob a dor de contemplar seu Senhor entregue às mãos da violência. O céu se velou. A terra guardou silêncio. Muitos julgaram que a antiga promessa havia enfim sido vencida, e que o túmulo seria a morada da esperança.
Veio depois o segundo dia, o mais estranho de todos os dias desde que o sol iluminou este mundo. Era o dia imóvel, o dia fechado, o dia em que as portas pareciam pesadas demais para serem abertas e o ar espesso para ser respirado. Nesse dia, o mundo viu apenas a pedra, o sepulcro e a ausência. Mas as raízes da fidelidade trabalhavam escondidas, para além do alcance da vista, como sementes sob a neve ou fogo debaixo das cinzas.

Então amanheceu o terceiro dia!

E nenhum canto, nenhum brilho, nenhuma aurora nas montanhas desde o princípio do mundo se igualou àquele romper. Pois a morte, que havia fechado suas mãos sobre reis e mendigos, sábios e crianças, profetas e pecadores, descobriu que tocara aquele a quem não podia reter. O sepulcro foi espalancado como se irrompe de águas sufocantes. A pedra se partiu. O silêncio foi superado por uma vida que não voltaria a perecer. E o Caminhante levantou-se.
Levantou-se trazendo uma novidade ao alcance dos mortais. Em seu corpo glorioso, ainda marcado pela memória dos cravos, brilhava a verdade que nenhuma palavra humana pode pronunciar sem espanto. A promessa atravessou a noite inteira e permaneceu inteira; a fidelidade passou pelo abismo e trouxe consigo a aurora; o Deus que desceu ao mundo não voltou atrás, mas foi até o fim.
Desde então, todos os caminhos da terra foram mudados, ainda que muitos o ignorem.
O Caminhante chama agora outros caminhantes. Sua voz percorre campos, cidades, claustros, desertos, lares e ruínas, dizendo a cada geração que se ponha de pé e siga. Não chama apenas os fortes, os sábios, ou os puros. Chama os que têm pés cansados, coração dividido, memória ferida e pouca esperança. Chama-os porque conhece a estrada. Chama-os porque já entrou na noite do mundo e abriu uma Clareira. Chama-os porque é caçador de vida e luz, e não de morte e escuridão.
Assim nasceram os discípulos, como companheiros do Caminhante. A eles foi dado mais do que doutrina; foi dado um caminho. Entregue mais do que consolação; foi confiada uma marcha.
Tornamo-nos povo da estrada, gente do terceiro dia, mulheres e homens que aprenderam a reconhecer na sexta-feira a seriedade do amor, no sábado a paciência da esperança e no domingo a vitória do coração sobre a dureza do tempo.
E ainda agora, quando os reinos envelhecem, as guerras obscurecem o horizonte e muitos se perguntam se a promessa se perdeu entre as ruínas do mundo, o que permanece é o fato que o Altíssimo entrou na história como caminhante. Seus pés tocaram a poeira. Sua voz chamou os perdidos. Sua fidelidade desceu até a morte. Sua vida abriu a manhã do terceiro dia. E, todo aquele que o ouve, cedo ou tarde, encontra dentro de si o vestígio dessa verdade.

Dom Lindomar Rocha Mota
Bispo de São Luís de Montes Belos (GO)

Fonte: Cnbb
https://www.cnbb.org.br
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Deus rejeita a oração de quem faz a guerra, afirma o papa Leão XIV https://www.fecatolica.com.br/noticias/deus-rejeita-a-oracao-de-quem-faz-a-guerra-afirma-o-papa-leao-xiv/ O papa Leão XIV condenou hoje (29), na missa do Domingo de Ramos na praça de São Pedro, no Vaticano, o uso da religião para justificar conflitos e afirmou a figura de Jesus Cristo "como Rei da Paz", mesmo "enquanto à Sua volta se prepara a guerra".
“Como Rei da Paz, Jesus quer reconciliar o mundo no abraço do Pai e derrubar todos os muros que nos separam de Deus e do próximo, porque «Ele é a nossa paz» (Ef 2, 14)”, disse o papa na missa.

Primeira Semana Santa de Leão XIV

O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa e comemora a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém. É o primeiro grande evento litúrgico deste período, numa Semana Santa especialmente significativa por ser a primeira sob o pontificado do papa Leão XIV.
Nestes dias, ele celebrará a tradicional Via Sacra no Coliseu, em Roma, e retomará a celebração da missa da Quinta-feira Santa na basílica de são João de Latrão, sua catedral como bispo de Roma. O papa está, assim, retomando uma prática diferente da de seu antecessor, Francisco, que preferia celebrá-la em prisões ou abrigos para migrantes.
Leão XIV participou da procissão do obelisco central da praça de São Pedro até o altar, acompanhado por cardeais, bispos e centenas de sacerdotes que concelebraram a missa junto com religiosos e milhares de fiéis, carregando ramos de oliveira e palmas.
Tal como nos anos anteriores, as palmeiras e os ramos de oliveira foram oferecidos ao Vaticano por entidades italianas, enquanto as chamadas "palmeiras fênix", maiores e sem trançado, foram doadas pelo Caminho Neocatecumenal.
A esses juntaram-se os tradicionais palmurelli, pequenos ramos de palmeira trançados à mão, que muitos fiéis carregavam consigo. No início da celebração, o papa procedeu à sua bênção.

Jesus, um carinho para a humanidade

Em sua homilia, o papa falou sobre a jornada de Jesus até a Cruz, dizendo que Deus "se oferece como uma carícia para a humanidade, enquanto outros empunham espadas e paus".
“Jesus, que se apresenta como Rei da paz, enquanto à sua volta se prepara a guerra”, disse Leão XIV. “Ele, que permanece firme na mansidão, enquanto os outros se agitam na violência”.
O papa também falou sobre o episódio do Evangelho em que Simão Pedro desembainha a espada para defender Jesus e fere o servo do sumo sacerdote, dizendo que "imediatamente Ele o detém, dizendo: «Mete a tua espada na bainha, pois todos quantos se servirem da espada morrerão à espada» (Mt 26, 52)".
Assim, ele falou sobre a incompatibilidade entre fé e violência: “Um Deus que rejeita a guerra; que ninguém pode usar para justificar a guerra; que não escuta mas rejeita a oração de quem faz a guerra, dizendo: «Podeis multiplicar as vossas preces, que Eu não as atendo. É que as vossas mãos estão cheias de sangue» (Is 1, 15)”, disse Leão XIV, citando o profeta Isaías.
Diante da Cúria Vaticana, o papa falou sobre a imagem de Cristo como servo sofredor que, “enquanto era carregado com os nossos sofrimentos e traspassado pelas nossas culpas”, se humilhou. “Ele «não abriu a boca,
como um cordeiro que é levado ao matadouro, ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador» (Is 53, 7)”, disse Leão XIV, citando novamente o profeta Isaías, que predisse a vinda de Jesus Cristo em grande detalhe, centenas de anos antes do Seu nascimento.
“Não se armou, nem se defendeu, nem travou nenhuma guerra”
“Ele não se armou, nem se defendeu, nem travou nenhuma guerra”, disse Leão XIV. “Manifestou o rosto manso de Deus, que sempre rejeita a violência, e, em vez de se salvar a si mesmo, deixou-se cravar na cruz, para abraçar todas as cruzes erguidas em cada tempo e lugar da história da humanidade”.
O papa disse também que, ao contemplarmos Cristo crucificado, "vemos os crucificados da humanidade".
Em Suas feridas, disse Leão XIV, “vemos as feridas de tantas mulheres e homens de hoje. No seu último grito dirigido ao Pai ouvimos o choro de quem se encontra abatido, sem esperança, doente, sozinho. E, sobretudo, ouvimos o gemido de dor de todos aqueles que são oprimidos pela violência e de todas as vítimas da guerra”.
Numa cerimônia solene, rodeado por ramos de oliveira e palmeiras, o papa antecipou o tema central de sua mensagem para esta Semana Santa: a paz. “Deus é amor! Tende piedade! Deponde as armas, lembrai-vos de que sois irmãos!”, disse ele.
Em sua homilia, o papa também citou o bispo italiano Antonio Bello (1935-1993), conhecido como o “bispo dos pequeninos” por seu compromisso com os pobres, a justiça social e o pacifismo. O bispo Bello, declarado venerável em 2021 pelo papa Francisco, presidiu a Pax Christi Itália e liderou uma marcha histórica pela paz em Sarajevo em 1991, no auge da Guerra dos Balcãs.

Fonte: ACI Digital
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O que é o jejum e por que é importante na Semana Santa https://www.fecatolica.com.br/noticias/o-que-e-o-jejum-e-por-que-e-importante-na-semana-santa/ O que é o jejum e por que é importante para os cristãos, especialmente durante o tempo da Quaresma e da Semana Santa?
O jejum, disse padre Donato Jiménez, membro da Ordem dos Agostinianos Recoletos, ao Grupo ACI, “é uma forma de abster-se de alimentos corporais, e é uma forma de penitência e de oração. Jesus praticou o jejum em momentos importantes, antes de rezar, antes de escolher os apóstolos e em muitas ocasiões”.
“E a Igreja faz o jejum desde o século IV de forma regular”, disse.
“É uma maneira de ajudar a oração, de purificar o nosso corpo e, assim, nos dispormos melhor para a escuta de nossa oração por Deus”.
A Igreja, continuou o padre Jiménez, nos recorda “o jejum no tempo da Quaresma e do Advento, especialmente na terça e na sexta-feira, como faziam tradicionalmente em muitas comunidades”.
Atualmente, disse, a obrigação do jejum se mantém “na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa”.
O sacerdote disse que “o jejum é fazer apenas uma refeição por dia, ou se comemos duas ou três vezes por dia deve ser uma alimentação frugal. Isso seria o jejum que a Igreja quer”.

Quem deve jejuar?

Segundo indica o Código de Direito Canônico, no número 1252, à lei do jejum “estão sujeitos todos os maiores de idade até terem começado os sessenta anos. Todavia os pastores de almas e os pais procurem que, mesmo aqueles que, por motivo de idade menor não estão obrigados à lei da abstinência e do jejum, sejam formados no sentido genuíno da penitência”.

Quem não jejua?

Além das pessoas que não jejuam devido à sua idade, pessoas com problemas mentais, doentes, mulheres grávidas ou lactantes, trabalhadores de acordo com as suas necessidades, convidados a refeições que não podem ser justificadas sem ofender gravemente ou outras situações morais ou impossibilidade física de manter o jejum.

Fonte: ACI Digital
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A Páscoa do Senhor em São João por Santo Agostinho https://www.fecatolica.com.br/noticias/a-pascoa-do-senhor-em-sao-joao-por-santo-agostinho/ A Igreja celebra a Páscoa do Senhor como o ponto central da vida de Jesus em vista da salvação humana. É o mistério do amor, da doação do Senhor por nós e pela humanidade. Para voltar ao Pai era necessário que o Filho do Homem, Filho de Deus passasse pela paixão, morte e ressurreição. Jesus tinha consciência desta passagem fundamental sem a qual não teria a redenção humana. Nos próximos dias celebraremos os mistérios que proporcionaram vida em abundância, pois teremos presentes o amor de Deus a nós e a toda a humanidade; “Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único” (Jo 3,16). A seguir nós teremos a visão de Páscoa em Santo Agostinho, a partir do evangelista São João, o discípulo amado do Senhor.

A Páscoa tem significado de passagem

Santo Agostinho teve presente o capitulo 13 de São João onde se diz que “Jesus antes da festa da Páscoa, sabendo que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (cfr. Jo 13, 1). Para ele entra aqui os significados de Páscoa, que se de um lado vem do grego páschein, padecer[1], de outro lado a Páscoa tem o significado na sua verdadeira língua, a hebraica, a qual diz respeito à passagem, uma vez que o povo de Deus celebrou a Páscoa no momento em que as pessoas fugiam do Egito ao passar pelo Mar Vermelho (cf. Ex 14,29). O tempo completou-se onde Jesus seria conduzido como ovelha ao matadouro, para o único sacrifício e perfeito (cf. Is 53,7). Qual seria a passagem que Jesus iria realizar? A passagem dele foi deste mundo ao Pai[2], de modo que Ele passou pelo sofrimento, pela cruz para chegar à glória da ressurreição. A Páscoa possui o significado da passagem do Senhor deste mundo para a vida divina.

Ele teve um amor grande, até o fim

O amor do Senhor não teve limites para com os seus e para o gênero humano, indo até o fim. O Bispo de Hipona afirmou que o fim do qual o evangelista afirmou, trata-se daquele que leva à plenitude, não de um fim que aniquila, perece, mas do fim de um amor sem limites[3]. É um amor segundo as palavras evangélicas que podem ser tomadas também num sentido humano, segundo o qual se diz que Jesus amou os seus até o fim pois os amou até a morte[4]. É evidente que o amor de Jesus não se esgota pela morte; Ele sempre nos amou e nos ama até o fim para significar um amor que não mediu palavras e ações[5].

O Pai pusera tudo nas mãos  de Jesus

O Evangelista São João afirmou que o Pai pusera tudo nas mãos de seu Filho, Jesus, que o diabo pusera no coração de Judas o propósito de entregá-lo, que Ele viera de Deus e a Deus voltava, levantou-se da mesa, depôs o manto, tomou uma toalha, cingiu-se com ela e começou a lavar os pés de seus discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido (cf. Jo 13,2-5)[6]. Jesus não fez este gesto maravilhoso no fim, mas durante a ceia, pois Ele tornou a sentar-se à mesa, significando a necessidade do serviço como doação de si mesmo, para o próximo e para Deus.

O projeto de entregar Jesus

São João afirmou que Judas queria entregar Jesus às autoridades tendo presente o diabo que pusera isso no coração dele para entregar Jesus[7]. Segundo Santo Agostinho esta ação de pôr era uma sugestão espiritual, não do ouvido, era pelo pensamento, não era do corpo, mas era do espírito. Santo Agostinho levantou a pergunta como é possível que as diabólicas sugestões se introduzam e se misturem com os pensamentos humanos? A resposta vem quando o consentimento que presta a mente humana a cada uma das sugestões por mérito humano o fará se tiver sido abandonada pelo auxílio divino, ou por obra da graça. Já tinha sido posto no coração de Judas, por ação diabólica, que o discípulo entregasse o Mestre que ele não aprendera tratar-se de Deus. Na verdade Judas foi ao banquete como espião do Pastor, segundo o bispo de Hipona, como quem espreita o Salvador, e vende o Redentor. Viera nesta condição, e pensava que fosse ignorado, pois não pode enganar Aquele a quem pretendia enganar. No entanto Jesus percebeu o pensamento e a ação de Judas que iam se realizar contra o Senhor[8].

O gesto humilde do Senhor

Como foi dito, Jesus levantou-se da mesa, depôs o manto, tomou uma toalha, cingiu-se com ela. Colocou em seguida água numa bacia e começou a lavar-lhes os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com quem estava cingido (cf. Jo 13, 5). O evangelista quis enaltecer seja a humildade de Jesus servidor das pessoas e da humanidade, como também enaltecer a sua excelsitude[9]. Tendo presente que o Pai pôs tudo em suas mãos, Ele não lavou as mãos dos discípulos, mas sim os seus pés. Ele exerceu o serviço de quem era escravo[10], demonstrando o amor pelo serviço essencial que aconteça na vida da comunidade.
A atitude de Jesus foi aquela de uma grande humildade, no sentido de que Deus era, é o Encarnado, assumindo todas as coisas referentes à humanidade na maior simplicidade da vida. Ele lavou também os pés de Judas, aquele que deveria trair a Jesus, demonstrando um grande grau de humildade, cujas mãos Ele antevia já comprometidas com o crime[11].
Jesus estava próximo de sua paixão, morte e ressurreição. Com o gesto do lava-pés ensinou aos seus discípulos e a todos nós, a importância do serviço, da vivência da humildade, fazendo perecer para sempre a vaidade, o orgulho das pessoas, de suas autoridades, para enaltecer a caridade e o amor entre as pessoas, com Deus[12]. A Páscoa é passagem do mistério da encarnação, paixão, morte, ao mistério da glória da ressurreição e a sua entrada à direita do Pai.


[1] Cfr. Homilia 55,1. O amor até o fim.  In: Santo Agostinho. Comentários a São João II. Evangelho – Homilias 50-124. São Paulo: Paulus, 2022, pg. 73.
[2] Cfr. Idem, pg. 74.
[3] Cfr. Ibidem, n. 2, pg. 75.
[4] Cfr. Ibidem.
[5] Cfr. Ibidem, pgs. 75-76.
[6] Cfr. Ibidem, n. 03, pg. 76.
[7] Cfr. Ibidem, n. 04, pg. 76.
[8] Cfr Ibidem, pg. 77.
[9] Cfr. Ibidem, n. 6. Pg. 78.
[10] Cfr. Ibidem.
[11] Cfr. Ibidem.
[12] Cfr. Ibidem, n. 7, pg. 79.


Fonte: Vatican News
https://www.vaticannews.va
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