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Colunas

Pascalizar a vida

02/03/2012 às 23:03.
Pascalizar a vida  Pascalizar a vida

Estamos vivendo um tempo forte na Igreja, que é a quaresma. É um tempo que traz uma densidade espiritual por demais significativa. Entre tantas coisas que poderíamos destacar deste tempo litúrgico, queremos salientar o aspecto antropológico, sem prescindir da sua tônica teológica.

A Quaresma toca uma dimensão do “humano”, que é a necessidade de mudança e de renovação. Não resta dúvida de que é preciso mudar sempre para não cair na superficialidade da fé ou chegar a níveis medíocres na perspectiva do crescimento. Dom Helder vai nos dizer: “Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo”.

Não nos parece tão humano o ditado que afirma “que pau que nasce torto morre torto”. O homem e a mulher vão se tornando mais humanos na medida em que se abrem para os outros, especialmente para o Totalmente Outro, que é o nosso Deus. Porque imagem de Deus, somos abertos, somos seres de relação. Todo tipo de fechamento nos distancia do projeto Divino a nosso respeito.

Lembremos mais uma vez de Dom Helder: “O anti-amor é o egoísmo. É o fechamento em si que torna impossível qualquer encontro com quem quer que seja. Quem pensa e proclama que ama demais, ama de menos”. O ser humano é, de fato, projeto infinito, é abertura, vai se fazendo.

A Quaresma também nos ajuda a compreender com mais largueza o sentido da Páscoa para toda a nossa existência. O sentido pascal mexe com a nossa esperança, ou melhor, a Páscoa de Jesus amplia o nosso horizonte e dilata a nossa esperança. Assim, somos chamados a viver na dinâmica pascal; somos chamados a portar uma esperança capaz de dar-nos uma autoconsciência mais alargada e ajudar a tantos irmãos que não conseguem transcender os sinais de morte. Não fomos feitos para a morte, mas para a vida. Dito de outro modo: passamos pela morte para chegar à vida. Isto é PÁSCOA!

Se acreditamos na Páscoa de Jesus, somos chamados a pascalizar toda a nossa vida. Conseqüentemente, isto exigirá de nós um olhar convertido, um outro olhar, sobre a existência com a sua dinâmica e complexidade. Além disso, pascalizar a vida significa assumir o “apostolado da esperança”, levando a muitos irmãos a convicção de que a vida é mais forte que a morte e o sofrimento; que a vida será triunfante na força do Ressuscitado.

Pe. Júlio Santa Bárbara

Padre da Arquidiocese de Feira de Santana

Pastor da Paróquia São José Operário

juliopjfsa@yahoo.com.br




Pe. Júlio Santa Bárbara Pe. Júlio Santa Bárbara