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Colunas

VENDER DE GRAÇA “Tira as sandálias dos pés, porque estás em lugar sagrado”

26/06/2011 às 13:06.
VENDER DE GRAÇA  “Tira as sandálias dos pés, porque estás em lugar sagrado” VENDER DE GRAÇA


“Tira as sandálias dos pés, porque estás em lugar sagrado”


Nestes tempos juninos, conversando com os meus sobrinhos, notei que um perguntava para o outro: “Onde você colocou as suas bombas?” “Vendi”, respondeu o interrogado. E o dinheiro? Foi a reação daquela que perguntou. Ele, então, formulou: “Vendi de graça”.

A referida expressão “Vender de graça” me chamou a atenção e logo me inspirou, porque nos sugere diversas coisas, que vamos elencar algumas neste agora e que podem nos ajudar pastoralmente:

O oferecimento de algo que as pessoas muitas vezes não querem, fazendo com que a Igreja se coloque diante de um grande desafio. A título de exemplo temos os Sacramentos. Estes constituem o nosso grande tesouro, que não é vendido. Contudo, o que não tem valor de mercado não significa que não tem valor, mas supõe outras exigências. Diríamos: são as exigências do coração para adentrar mais profundamente nos mistérios divinos. A pergunta que fica é: se não vendemos nem compramos a graça de Deus, o que precisamos fazer para tocar neste mistério?


“Arrependei-vos e batizai-vos, cada qual invocando o nome de Jesus Cristo, para que sejam perdoados os vossos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo”(At 2,38).


A Salvação que nos vem por Jesus Cristo é gratuita. De fato, a salvação não tem tabela comercial. E isto é por demais salutar, pois nos faz entender que Deus está além dos nossos esquemas e “balanças”. O mistério da Redenção se nos apresenta como dom (não como mérito), como favor de Deus (graça), gerando reconciliação com o próprio Deus pela fé. Assim, chegamos a uma situação de paz que supera a tribulação e de esperança que transforma o presente.
“E a esperança não engana, porque o amor de Deus se infunde em nosso coração pelo dom do Espírito Santo. Quando éramos ainda pecadores, a seu tempo Cristo morreu pelos malvados” (Rm 5, 5-6).


Pastoralmente, a idéia “vender de graça” pede de cada um de nós uma postura de sobriedade para podermos valorizar o essencial na nossa vida de cristãos. Vamos traduzir a expressão “vender” pelo verbo “esforçar-se” ou pelo sentido “não dar de graça”, de modo “barato”, pois sabemos do seu grande valor. Dessa maneira, vamos vender sim para não ofertar de qualquer jeito. Olhando para a nossa vida eclesial, repleta de desafios por todos os lados, entendemos que precisamos ser radicais para não perder o fundamental, que passa pela vivência dos valores propostos pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
“Não se aproxime. Tire as sandálias dos pés, porque o lugar onde você está pisando é sagrado. E continuou: Eu sou o Deus de seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó” (Ex 3, 5-6).

Deixo que outras conclusões sejam elaboradas por você leitor/leitora!

Viva a nossa fé! Viva a cultura nordestina!


Pe. Júlio Santa Bárbara

Padre da Arquidiocese de Feira de Santana

Pastor da Paróquia São José Operário

juliopjfsa@yahoo.com.br




Pe. Júlio Santa Bárbara Pe. Júlio Santa Bárbara