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Fé Católica - Sempre Presente

Colunas

Um Deus próximo à nossa dor!

06/02/2018 às 12:02.

 


Eis que no quinto Domingo do Tempo Comum, continuamos a contemplar Jesus em sua vida pública, iniciada em Cafarnaum. Após ter ido à Sinagoga, e falado de um modo edificante, Jesus vai à casa de Pedro e ali realiza muitos milagres. O primeiro deles, relatado pelo evangelista Marcos, é o da cura da sogra de Pedro, acometida por uma febre.


Esse episódio não é mero relato de crônica, mas tem um significado para além dos fatos. A sogra de Pedro representa a humanidade doente de corpo e de alma, que tem necessidade de ser curada. A ação de Jesus que vai ao seu encontro exprime algo muito significativo a respeito de Deus. Ele nunca se distancia de nós, mesmo quando pecamos, ou seja, estamos doentes espiritualmente. Jesus nos revela um Deus compassivo, que vai ao encontro do necessitado e quer libertá-lo do mal.


Essa atitude de Jesus é paradigmática para a vida da Igreja. Esta é, também, chamada a ser uma mãe compassiva, que veste o avental da caridade e que vai ao encontro, sobretudo dos mais necessitados, estendendo-lhes a mão e ajudando-os a reerguer-se para que possam viver em plenitude o grande dom da vida.


Com a força de sua palavra, o Senhor nos cura. Ele nos reergue, tomando-nos pela mão e nos habilita a viver em plenitude: viver amando e servindo. Essa é cura fundamental que somos chamados a pedir ao Senhor: a libertação de um coração egoísta e fechado em si mesmo, incapaz de dar-se aos outros.


A proximidade de Jesus e o seu ato de toque são ações importantes e terapêuticas nas relações com os enfermos. Uma ação amorosa e cuidadosa, não somente humaniza o sofrimento do doente, mas ajuda a reabilitá-lo.


É sem dúvida um grande mistério a realidade do sofrimento humano. A leitura de Jó exprime-o bem, quando nos narra o seu lamento diante das adversidades. No seu Filho Jesus, Deus se fez próximo de cada pessoa que sofre e nos deu uma esperança de vida em plenitude. Por meio da dor, nós, também, podemos permanecer unidos a Jesus, oferecendo tudo quanto se passa conosco a Ele pela salvação do mundo. O sofrimento, quando unido ao de Jesus, tem o poder de salvar.


O evangelista Marcos ainda nos apresenta duas outras atitudes de Jesus na sua ação evangelizadora: a oração e a busca de ir ao encontro de todos. Por meio da oração, o Senhor alimenta a sua intimidade com o Pai e busca alinhar o seu projeto ao do Pai. Por meio da oração alimentamos a comunhão de amor com Deus e fazemos do seu querer o nosso querer.


Jesus renuncia aos aplausos e holofotes, por isso, não deseja permanecer ali onde realizara muitos milagres. É movido pelo desejo de ir ao encontro da humanidade doente para libertá-la do mal e fazê-la viver com dignidade. Busca, assim, ir ao encontro dos outros, não se limita a um único lugar, mas permanece sempre em caminho, “em saída” para fazer chegar a todos a alegria do evangelho.


Pe. Pedro Moraes Brito Júnior








Pe. Pedro Moraes Brito Júnior Pe. Pedro Moraes Brito Júnior