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Fé Católica - Sempre Presente

Colunas

A casa de Deus

18/01/2018 às 09:01.

 


Na Sagrada Escritura encontramos essa candente expressão: “o zelo da tua casa me devora” ( Sl 68,10). Secundando essa afirmação bíblica, recordo-me de um ensinamento que recebi do então cardeal da Bahia, D. Lucas Moreira Neves em 1989 quando da reinauguração da igreja de São Pedro em Salvador (eu era o pároco daquela comunidade: “uma igreja aberta é um especial meio de evangelização, porque toda vez que alguém passar por ela irá dizer ali tem Deus, pois ali tem alguém rezando.


Pois bem amigos, estou me referindo a esses dois ensinamentos na tentativa de ajudar os políticos de Feira de Santana a serem mais educados, mais sensíveis, mais civilizados no trato com a coisa pública e, em especial, com a Igreja Católica.


Em 6 de fevereiro de 2011 assumi o governo pastoral da Paróquia Senhor dos Passos. Não precisamos mostrar fotografias da época para que todos se lembrem do que era o entorno do templo mais bonito da Cidade... Aquele espaço que se parecia com qualquer coisa, menos com um espaço social, religioso por onde transitam diariamente centenas de pessoas sobretudo idosos, deficientes, etc. era como extensão do centro de abastecimento (ou de aborrecimentos, como alguns o chamam?).


Por determinação do IPAC não somente o templo, mas todo o seu entorno é considerado área de preservação cultural.


Doravante, fomos à Prefeitura solicitar ajuda para o melhoramento da área e o então secretário Magno Felzemburg com presteza e delicadeza que fazem jus a um homem público, em uma semana resolveu tudo e a área foi reorganizada. Não foi preciso recorrer ao prefeito. Como é óbvio, o secretário mesmo resolveu o problema.


Os anos passaram, o governo mudou e, não sei porque o problema está voltando, não obstante termos solicitado por inúmeras vezes ao atual prefeito, aos diversos secretários e prepostos do governo, inclusive um diácono da Igreja Católica que serve a esse governo e nada se resolve! Que tristeza!


Relendo a Bíblia Sagrada, revendo a história e prospectando o futuro estou me perguntando (e perguntando a quem de direito): por que isso?


Educação, civilidade, sanidade ambiental, ética pública, zelo pelo que é de todos, respeito aos idosos, às pessoas que professam uma fé e diariamente estão no templo em oração, à Igreja Católica e a esse septuagenário sacerdote que luta diariamente para manter limpo e aberto o templo mais bonito da cidade e da região, nada disso conta?


Estamos voltando a tempos de bárbarie, de obscurantismo ou de que, afinal?