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Chamados a ser sinais de conversão

17/01/2018 às 09:01.
Chamados a ser sinais de conversão

Terceiro Domingo do Tempo Comum


Nesse Terceiro Domingo do Tempo Comum, retomamos o evangelho de Marcos, que foi interrompido com outros, durante as festas natalinas. É-nos apresentado, no seu introito, o princípio da atividade missionária de Jesus, que teve suas origens na Galileia, e o chamado dos seus primeiros discípulos.


Um dos temas centrais, que aparece vinculado à primeira leitura, é o convite à conversão feito por Jesus aos seus interlocutores. Diferentemente de Jonas, o anúncio de Jesus é um apelo, uma proposta feita à liberdade humana, com o fim de dar um rumo novo à vida. Não se trata de uma ameaça que coage e obriga. Essa não é a dinâmica do evangelho.


A proposta de Jesus tem seus contornos concretos e exprime-se no Reino por Ele anunciado. Diante do Reino que vem, é preciso decidir-se. A adesão a ele, exige rumos novos que são dados à vida daqueles que se decidem na fé.


Mister faz-se não ser surdo ou indiferente a esse apelo, pois o tempo decisivo e oportuno é agora. Não podemos deixar Deus passar em vão em nossas vidas. Por isso, como o salmista, peçamos ao Senhor a graça de conhecer os seus caminhos e suas estradas. Que a sua verdade nos oriente e nos conduza.


O Senhor nos mostra um caminho, uma estrada: a do seu seguimento. Literalmente, seguir significa caminhar, ir atrás de alguém. É Jesus que nos orienta por onde devemos caminhar, pois Ele é o caminho. O texto do chamado dos primeiros apóstolos, André e Pedro, Tiago e João, tem essa perspectiva indicativa.


Podemos perceber uma estreita ligação na trilogia Reino – conversão – seguimento. As três realidades estão bem conectadas e se resumem no ato de seguir Jesus. Por isso, Jon Sobrino, teólogo jesuíta espanhol, afirmava que o seguimento é “a fórmula breve do cristianismo”.


O Senhor, na vida nossa concreta, como na dos apóstolos acima, chama-nos ao seu encalço. Convida-nos a deixar as redes, abandonar os pais e os que nos servem, para nos decidirmos por Ele. Estamos dispostos a tudo deixar por Ele? Abandonar as redes é deixar o que nos prende, o que nos impede de amar, e de abrir novas fronteiras. Deixar pai ou mãe, é deixar as seguranças, um tipo de vida habitual de ser. Deixar quem nos serve, é assumir a lógica do serviço proposta pelo próprio Jesus.


Vale a pena viver a aventura de deixar-se fascinar pelo Senhor e fazer dom de si, para tornar-se pescador de homens, ou seja, luzeiros que indicam, com as palavras e o testemunho, a vida que se torna plena, porque vivida por Alguém plenamente humano, Jesus de Nazaré, o Filho de Deus e de Maria. Que o Senhor nos conceda a graça de ser verdadeiras bússolas, apontando sempre o norte que é Cristo. Importa, pois, não reclamar o que os outros não fazem, mas o que deixamos de fazer. Hoje, mais do que nunca, e instigados pelo Papa Francisco, somos convidados a refletir se, de fato, exercemos um poder de atração que conduz os outros à conversão. O desafio maior: ser e fazer discípulos!


Pe. Pedro Moraes Brito Júnior





Pe. Pedro Moraes Brito Júnior Pe. Pedro Moraes Brito Júnior