Facebook Instagram WhatsApp Twitter

Fé Católica - Sempre Presente

Nossos Parceiros

Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros

Colunas

Vigiar, esperar e confiar!

04/12/2017 às 09:12.

Uma meditação sobre o 1º domingo do Advento


 


1ª Leitura - Is 63,16b-17.19b;64,2b-7


Salmo - Is 79 2ac.3b.15-16.18-19(R.4)


2ª Leitura - 1Cor 1,3-9


Evangelho - Mc 13,33-37


 


Vigiar, esperar e confiar!
 


Meus irmãos e minhas irmãs, hoje, iniciamos mais um ano litúrgico. No domingo passado, encerramos, com a solenidade de Cristo Rei, um ano litúrgico, proclamando Jesus como Rei do universo. O ano litúrgico é evocação e atualização (isto é, memória e presença) de toda a história da salvação já realizada e é, ao mesmo tempo, promessa e antecipação da história da salvação que ainda deverá realizar-se. Hoje, começamos a celebrar o tempo do Advento que prepara o nosso coração para o Natal de Jesus.


 


Na primeira leitura, extraída do profeta Isaías, mostra que Isaías eleva uma súplica a Deus como pai do povo de Israel: “Pois tu és nosso Pai: Abraão não sabe de nós, Israel não nos conhece; tu, Senhor, és nosso pai, teu nome de sempre é ‘Nosso Redentor’”. Ainda que os patriarcas (Abraão e outros) tenham o título genérico de “nossos pais”, não podem agir como tais ao longo da história. São recordação, não presença, e o povo precisa agora de alguém que se faça responsável, ou seja, que cuide deles. Agora, sob domínio dos persas, como outrora, no Egito, os judeus vivem submetidos a um poder estrangeiro, e o Senhor não age como rei deles, pois é um povo pecador. Porém, confessado o pecado, com propósito de emenda, o povo espera a salvação. Para isso, pede um ADVENTO, ou seja, uma teofania de Deus (manifestação grandiosa de Deus). Portanto, a lembrança da bondade de Deus nos faz descobrir a tristeza da situação presente, mas nos leva a esperar, para o futuro, uma nova intervenção divina.


 


Na segunda leitura, extraída da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, Paulo se apresenta com seu título de apóstolo ou enviado. Como embaixador, menciona o nome e título de quem o envia “Jesus”. A costumeira ação de graças (nos escritos de Paulo quase sempre encontramos uma ação de graças), que ouvimos na segunda leitura se concentra em dons particulares com que foram enriquecidos, carismas de falar e de entender. Esses carismas têm uma função no presente, mas ficam orientados e submetidos à manifestação última de Jesus Cristo, quando chegar seu dia. O testemunho de Cristo equivale ao evangelho proclamado, que recebeu confirmação com os carismas e que por sua vez confirmará os que creem. Portanto, Deus é fiel (v.9). O cristão entra em comunhão com o Filho de Deus e por ele com o Pai (1Jo 1,3).


 


No evangelho, extraído de São Marcos, Jesus exorta sobre o dia, a hora e a importância de sempre vigiar. Essa parábola compara a vigilância em relação ao reino com a atenção requerida de um porteiro, quando seu senhor partiu de viagem. A vida do porteiro no prédio moderno de cidade é realmente uma parábola viva para o cristão. Nunca afastar-se, sem ter um substituto, fechar as portas, vigiar quem sai e quem entra, cuidar para que não haja invasão de ladrões, enfim, vigiar sempre! Sua vida é uma vida de espera, ou melhor, de atenção. Você não sabe quando o senhor da casa vai voltar! Já que o tempo exato é desconhecido, exige-se vigilância constante.


 


Portanto, a liturgia de hoje nos exorta a espera e a vigilância. O cristão, antes de tudo, é aquele que clama a segunda vinda de Jesus, pois, reconhece n’Ele a sua Salvação, porque Ele é o Bom Pastor que cuida do seu rebanho (primeira leitura). Nessa espera, o cristão é convocado a por a serviço dos mais pobres e necessitados os dons que Deus lhe concedeu; esses dons são o verdadeiro testemunho do mistério pascal de Jesus (segunda leitura). Por fim, o cristão deve sempre se manter vigilante, pois ele não sabe nem o dia e nem a hora que o patrão (o Senhor) irá retornar e, retornando, pedirá contas dos talentos (dons) que Ele lhe confiou. Peçamos À Virgem Maria, aquela que por primeiro confiou, esperou e sempre permaneceu vigilante, que Ela nos ajude nesse árduo caminho, para que possamos proclamar “Maranatá, vem Senhor Jesus”(1Cor 16,22).




Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira | 
Revisão ortográfica: Nelmira Moreira





Seminarista Ícaro Marcos Seminarista Ícaro Marcos