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Colunas

Proclamar Cristo nosso Rei

27/11/2017 às 09:11.

Neste trigésimo quarto Domingo do Tempo Comum, celebramos a festa de Cristo Rei do Universo. Com tal solenidade, encerramos o ano litúrgico e somos convidados a realizar uma solene proclamação a respeito de Cristo, pastor e rei que cuida de nós e que tem os rumos da história. Com essa festa, estamos, também, dando início, no Brasil, ao ano dos leigos, como uma ocasião para redescobrir e valorizar a vocação laical no seio da Igreja.


Jesus, certa feita, disse que o seu reino não é desse mundo.  De fato, o exercício do seu reinado encontrou plenitude no dom que fez de Si mesmo na cruz. A glória dos reis desse mundo manifesta-se na pompa e no poder, a de Cristo manifesta-se no dom total de sua vida pelos irmãos, que culminou na sua morte de cruz.


Participar do reinado de Jesus é trilhar, por conseguinte, um caminho de amor, é percorrer uma estrada na qual buscamos fazer-nos oferta de nós mesmos aos irmãos. O texto evangélico de hoje enfatiza essa realidade. Os pobres são o caminho pelo qual chegamos a Deus.  Na verdade, nele podemos encontrar o Senhor que com eles se identifica.


Proclamamos o senhorio de Cristo em nossas vidas, a sua realeza no serviço aos pobres. O evangelho, concretamente, indica-nos as obras de misericórdia, fazendo-nos escutá-las por quatro vezes, como que para inculcar em nossas mentes e corações esse caminho que devemos trilhar.


O evangelho, como notícia propiciadora de vida e alegria, não quer nos amedrontar, mas nos alertar a respeito do nosso viver atual. É um apelo que é feito a cada um de nós, fazendo-nos compreender que a vida autêntica e plena é aquela de quem ama, de que aprende a viver um amor desinteressado e gratuito, que experimenta a alegria do dar e do dar-se.


Como Rei, o Senhor um dia retornará para recapitular todas as coisas e submetê-las todas a Deus, banindo, assim, todo mal. Nós O aguardamos e mantemos a nossas lâmpadas acesas pelo exercício das obras de misericórdia.  Esse é o critério fundamental que Jesus nos indica a partir do qual seremos julgados.


Contudo, o apelo do Senhor é que não percamos a vida deixando de amar.  A questão central não é quanto ao nosso futuro, ao nosso destino eterno, mas a respeito do nosso hoje, que na verdade será continuação do nosso amanhã. Quanto ao juízo de Deus, cremos na sua misericórdia, que é infinita, pois afinal de contas todos nós somos um pouco, ovelha e cabrito. Para nós, o Senhor só tem uma sentença: a de salvação.


Pe. Pedro Moraes Brito Júnior





Pe. Pedro Moraes Brito Júnior Pe. Pedro Moraes Brito Júnior