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Colunas

Jesus, pastor e rei!

24/11/2017 às 09:11.

Uma reflexão para a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo


 (34º domingo do Tempo Comum)


 


1ª leitura: Ez 34,11-12.15-17


Salmo:Sl 22,1-2a.2b-3.5-6


2ª leitura: 1Cor 15,20-26.28


Evangelho: Mt 25,31-46


 


 


 


Jesus, pastor e rei!


 


 


Meus irmãos e minhas irmãs, celebramos hoje a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, rei do universo ou, como popularmente se chama, a solenidade de Cristo Rei. Estamos no último domingo do mês de novembro e do ano litúrgico. Durante todo esse ano, a liturgia nos lembrou de temas como, o amor, a vigilância, a oração, a prática do perdão, dentre outros. Todo o ano litúrgico nos incentivou e nos animou a praticar esses temas, para que no final do ano litúrgico, possamos proclamar Jesus como rei do universo. É nisso que a liturgia da Palavra de hoje vai nos ajudar a proclamar, no fim desse ano litúrgico, Jesus como pastor e rei.


 


A primeira leitura, extraída do livro do profeta Ezequiel (Ez 34, 11-12.15-17), relata os cuidados do pastor, que é Deus, para o com o povo eleito, o povo de Israel. O trecho que ouvimos na liturgia de hoje está inserido na palavra de Deus dirigida aos pastores de Israel, por meio de Ezequiel (cf. Ez 34), “ai dos pastores de Israel que apascentam a si mesmo! Não é o rebanho que eles devem apascentar? Comei as partes gordas, vos vestir com a lã, sacrificando os animais cevados, mas o rebanho, não o apascentais” (Ez 34, 2b-3). No oráculo, o Senhor cumpre pessoalmente as tarefas de pastor. Num momento crítico (exílio da Babilônia) para o rebanho, o povo de Israel. “Deus toma o seu povo, o seu rebanho, das mãos dos pastores que estão preocupados em apascentar a si, esquecendo-se do povo”. Para continuar cuidando desse rebanho sofrido, Ele, o Senhor, estabelecerá sobre o rebanho “um único pastor, o meu servo Davi” (Ez 34,23).


 


Na segunda leitura, extraída da primeira carta de São Paulo aos Coríntios (1Cor 15,20-26.28), Paulo fala da ressurreição e do triunfo final de Cristo e exorta que “Cristo ressuscitou do mortos como primícias dos que morreram”; no Antigo Testamento, havia ordem de Deus para que o povo dedicasse os primeiros (e melhores) frutos de suas colheitas ao Senhor. Isso era feito, quando esses frutos eram colhidos e levados aos sacerdotes, como oferta consagrada a Deus, no tabernáculo e mais tarde no templo (Êx 23,19).


 


Nesse contexto, as primícias eram oferecidas no primeiro dia da semana, o domingo, depois do sábado da Páscoa. É no primeiro dia da semana que Jesus ressuscita (Jo 20). Isso significa: Jesus foi a primícia (“oferta”) mais valiosa que Deus deu à humanidade (lembre-se: “Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho único, para o que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3,16). Por isso, o cristão tem a convicção de que “por um só homem veio a morte”, porém, “é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. Como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos serão vivificados” (v. 21-23).


 


No evangelho, extraído de Mateus (Mt 25, 31-46), Jesus, após contar as parábolas da dez virgens e dos talentos, fala sobre o julgamento das nações, o juízo final. O juiz é Jesus! o Filho do Homem, que é Jesus, aparece como Rei que julga. O critério do julgamento são as obras de misericórdia (vestir o nu, dar comida ao faminto, dar água ao que tem sede, visitar os doentes...), ou seja, é o amor testemunhado na prática aos “mais pequenos, meus irmãos” (v.40).


 


As ações do homem e das sociedades em suas relações mútuas têm uma dimensão transcendente que Deus conhece e sanciona. O julgamento será de separação: os bons são separados dos maus.


 


Portanto, o cristão é convidado durante toda a sua vida a experimentar o pastoreio de Jesus. Ele é o bom pastor; Ele é a porta; Ele é o pastor de quem as ovelhas escutam a voz (Jo 10); Ele é o pastor que cuida de suas ovelhas, lhes curando as feridas, dando-lhes sustento quando estão fracas e as reconduz, quando se perdem (primeira leitura). As suas ovelhas, eu e você, são convidadas a “retribuir” esses cuidados, olhando para os mais pobres e necessitados, enxergando neles o próprio Jesus. Nós seremos julgados com base nisso tudo: aquilo que fazemos aos marginalizados estamos fazendo ao próprio Jesus (evangelho). Fazendo isso, podemos ter a certeza de que, no juízo final, seremos ressuscitados com Cristo, “os benditos do Pai [...] recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou, desde a criação do mundo” (v.34) e assim poderemos cantar, como entoou o salmista, “o Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar.Para as águas repousantes me encaminha e restaura as minhas forças” (Sl 22,2).





Seminarista Ícaro Marcos Seminarista Ícaro Marcos