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Colunas

Administrar, orar e vigiar!!

17/11/2017 às 13:11.

Uma reflexão para o 33º domingo do Tempo Comum


1ª leitura: Pr 31,10-13.19-20.30-31


Salmo:Sl 127,1-2.3.4.5


2ª leitura: 1Ts 5,1-6


Evangelho: Mt 25,14,30


Administrar, orar e vigiar!!


 


Meus irmãos e minhas irmãs, hoje celebramos o 33º domingo do Tempo Comum, terceiro domingo do mês de novembro. Estamos nos aproximando do fim do ano litúrgico e, junto com ele, estamos encerrando a meditação do evangelho de Mateus proposta pela Igreja neste ano. A liturgia da Palavra desse domingo nos alerta para o modo de como estamos conduzindo as nossas vidas, o verdadeiro talento dado por Deus a cada um de nós.


A primeira leitura, extraída do livro dos Provérbios, relata o ensinamento da mãe de Lamuel, rei de Massa. Todo o capítulo nos insere no contexto do matrimônio que, ao mesmo tempo, exalta a importância que o marido e a mulher têm no lar, nas suas respectivas atividades como era costume na época. Esse capítulo é um ensinamento, em forma de cântico, que alude a uma mulher ideal.


O ensinamento da mãe a seu filho retrata que encontrar a mulher sonhada e certa é algo difícil; nesse contexto, a esposa ideal será uma mulher que administra, dirige, governa a casa e os negócios, com sensibilidade, competência e criatividade. Dessa mulher se mencionam as mãos, as palmas, o braço: sua atividade. Senta-se para fiar, depois, tece os fios e vende o tecido e, com o ganho, compra alimentos e investe em terrenos, ou seja, é uma mulher que faz com que a sua casa cresça. O marido, segundo a lei, é obrigado a dar-lhe moradia, sustento e roupa (Êx 21,10). Ele é responsável de cuidar dos assuntos públicos, como conselheiro. Portanto, o homem e a mulher que bem administram seus talentos fazem com que a sua casa cresça e os dons se multipliquem.


Na segunda leitura, extraída da primeira carta aos Tessalonicenses (1Ts 5,1-6), Paulo exorta a comunidade Tessalonica que a vinda do Senhor será repentina e eles sabem: “vós sabeis perfeitamente” (v.2), porém, se desconhece o dia e a hora. Nesse sentido, é preciso, pois, vigiar. Relaciona o dia do Senhor, como o ladrão que chega de repente, sem avisar. O dono da casa deve vigiar de noite. Assim, o cristão deve ser vigilante e fiel, para que possa cantar, como fez o salmista, “a minha tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor” (Sl 62, 2b).


No evangelho, extraído de Mateus (Mt 25,14-30), Jesus após relacionar o reino de Deus à vigilância nupcial das noivas prudentes e imprudentes (evangelho do domingo passado), relaciona o reino de Deus com o mundo da economia. A simples expectativa e vigilância se convertem e culminam em responsabilidade para a ação no mundo. A responsabilidade é proporcional ao talento recebido para o serviço. Prêmio e castigo pela administração se orientam para o julgamento definitivo. A ideia chave da parábola contada concentra no serviço ao patrão, dono do único dinheiro. Ele reparte livremente e não de modo arbitrário o seu dinheiro, levando em conta a capacidade de cada um. Essa capacidade é dom (Dt. 8, 17-18).


O patrão que se ausenta tardará em voltar. Quando volta, pede contas da administração, numa espécie de julgamento, no qual qualifica a conduta e retribui. Os dois primeiros são cumpridores e fieis. O terceiro é malvado em seu ofício, preguiçoso, ele procura defender-se, pondo a culpa no patrão exigente. Realmente o medo do risco de paralisa (Ecl 11,10), a inércia se afirma na preguiça. Mas, o dinheiro não é uma semente que se enterra e cresce por si só; é o homem que imprime nele seu dinamismo para fazê-lo crescer. O dinheiro confiado à mãos ativas tende a crescer; mas a preguiçosa deixa-o inerte, parado. O preguiçoso fica de mãos vazias.


A liturgia da Palavra desse 33º domingo do Tempo Comum continua nos alertando para a vigilância. O cristão deve trilhar um caminho de retidão e vigilância, pois ele não sabe o dia em que o Senhor irá voltar (segunda leitura). Porém, essa vigilância deve ser alimentada pela boa administração dos nossos dons, dos nossos talentos. O cristão que coloca os seus dons a serviço dos mais necessitados e humildes é quem teme o Senhor e, esse sim, merece louvor (primeira leitura). Nesse sentido, os talentos que Deus nos confia não podem ser dons estáticos, rígidos; pelo contrário, os nossos dons devem sempre, antes de tudo, estar a serviço dos outros, devem crescer e multiplicar a cada dia das nossas vidas (evangelho).


Portanto, peçamos à Virgem Maria, àquela que recebeu o dom de ser a mãe do filho de Deus e que, em nenhum momento, deixou-se inebriar pela vaidade, pelo contrário, colocou-se a serviço, que ela nos ajude a sempre multiplicarmos os nossos talentos e que possamos ter a graça de ser dom na vida das pessoas e não sermos pedras de tropeço. Assim seja, amém!





Seminarista Ícaro Marcos Seminarista Ícaro Marcos