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Colunas

Fidelidade e vigilância: a espera do encontro

13/11/2017 às 09:11.

Uma reflexão para o 32º domingo do Tempo Comum


 


1ª leitura: Sb 6,12-16


Salmo: Sl 62,2.3-4.5-6.7-8


2ª leitura: 1Ts 4,13-18


Evangelho: Mt 25,1-13


 


Fidelidade e vigilância: a espera do encontro


 


Meus irmãos e minhas irmãs, celebramos hoje o 32º Domingo do Tempo Comum, segundo domingo do mês de novembro, antepenúltimo domingo do ano litúrgico. Nesses domingos, principalmente a partir de agora, a Igreja, com toda a sua liturgia, prepara os fieis para a chegada do novo ano litúrgico. Esse se inicia com o tempo do Advento que nos prepara para a celebração do nascimento do Senhor. Hoje, a liturgia da Palavra nos interpela a um encontro que só será produtivo pela fidelidade e vigilância.


 


A primeira leitura, extraída do livro da Sabedoria, relata o encontro da Sabedoria com o homem. Ela começa manifestando-se “irradiante”, se antecipa, busca, aborda, vai ao encontro; finalmente, conduz ou eleva. Os movimentos dos homens são espirituais: amam, buscam, desejam, madrugam, vigiam. A leitura aponta que a prudência já é por si participação da sabedoria. A conduta e os pensamentos do homem são o lugar do encontro, pois quando o homem pensa e medita nela (a sabedoria), já acontece um encontro é a mesma coisa quando o homem caminha como exige a sabedoria.


 


Na segunda leitura, extraída de primeira carta aos Tessalonicenses, Paulo fala sobre a ressurreição dos mortos e a espera do Dia do Senhor. No início das primeiras comunidades, os cristãos eram convidados a receber o triunfo de Jesus, para assim, associar-se à sua glória e alegria. O sono, em uma linguagem bíblica, retrata a imagem da morte. Compreende-se então que o despertar do sono seja a ressurreição (1Ts 5,10).


 


Na doutrina do Antigo Testamento, “os mortos não vivem” (Is 26,14), não participam das festas da comunidade (Sl 30; 88,11). A questão que preocupa os tessalonicenses é: os cristãos que morreram estariam ausentes na vinda do Senhor? Paulo responde que os mortos “se levantarão” (Is 26,19; Dn 12,1), para participar do triunfo de Cristo. Jesus anunciou a sua vinda gloriosa e triunfal (Mt 26,64; Mc 14,62; At 1,11). O objeto da esperança do cristão é estar com Deus (v.14) e com “o Senhor” (v.17). Se a fé faz o cristão viver em Cristo, a ressurreição faz dele um ser com Cristo. Se a esperam, é precisamente porque a vida em Cristo não passa de um começo daquilo que será a vida com Cristo, a vida de comunhão total com o Senhor, vencedor da morte e do mal.


 


No evangelho, extraído de Mateus, no sermão escatológico, Jesus conta a parábola das dez virgens que estão à espera da chegada do seu noivo. Para entender essa parábola precisamos, rapidamente, ter conhecimento de como era realizado um casamento judaico.


 


No costume judaico, o noivo deveria ir ao encontro da noiva com o valor que deveria ser pago e um contrato nupcial. Depois disso, o noivo garantia à noiva que construiria para ela um lugar e, depois disso, retornava para casa de seu pai, para iniciar a construção. Enquanto isso, a noiva era obrigada a esperar pacientemente, ao mesmo tempo, preparar o enxoval e estar pronta para quando o noivo chegasse. Ela deveria ter consigo uma lâmpada de óleo, caso o noivo chegar altas horas da noite, pois ela deveria estar pronta para viajar de um momento para o outro, assim que fosse solicitada. Porém, o noivo não poderia arrancá-la de casa a todo o custo, pelo contrário, à sua frente ia um grupo anunciando à noiva, a chegada do noivo. Ao ouvir o barulho, a noiva saberia que o seu noivo estaria chegando. Ela deveria estar com a sua lâmpada preparada, pois, ninguém podia andar pela noite escura, no terreno rochoso de Israel, sem carregar uma lâmpada.


 


Para as virgens da parábola, a espera é preenchida com duas preocupações: manter a lâmpada acesa e ir ao encontro do noivo. Transposto para nossa vida, isto significa viver na “vigilância” e na “fidelidade”. Na parábola, Jesus classifica as virgens em previdentes e imprevidentes. As previdentes se mantiveram vigilantes preocupadas com o óleo de suas lâmpadas; as imprevidentes não mantiveram a postura de vigilância, ou seja, não se preveniram e assim deixaram seu óleo acabar. As lâmpadas e o óleo que as alimenta são expressão da vigilância noturna. Ao mesmo tempo servem para inculcar a responsabilidade pessoal: aqui não vale omitir-se, fiando-se no outro.


 


Portanto, a liturgia de hoje nos interpela a um encontro que, para bem vivê-lo, faz-se necessário a fidelidade e a vigilância. Por isso, o cristão deve ser vigilante e fiel, para que possa cantar, como fez o salmista, “a minha tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor” (Sl 62, 2b), ou seja, se ele busca o Amado, o encontrará (primeira leitura). Se a espera do cristão for em/com Jesus, ele está com Deus e com o Senhor (segunda leitura), porém, para isso, precisa ser previdente, ou seja, buscar/esperar até que Ele venha (evangelho). Peçamos à Virgem Maria, aquela que por primeiro acreditou, que nos ajude a sempre buscarmos o Senhor, a sermos fieis e vigilantes tendo em vista a sua chegada. Amém!





Seminarista Ícaro Marcos Seminarista Ícaro Marcos