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Colunas

Em comunhão com os santos

06/11/2017 às 09:11.

Uma meditação sobre a solenidade de Todos os Santos


 


1ª leitura: Ap 7,2-4.9-14


Salmo: Sl 23(24), 1-2.3-4ab.5-6


2ª leitura: 1Jo 3,1-3


Evangelho: Mt 5,1-12a


 


 


Em comunhão com os santos


 


Nesse domingo, de maneira especial, a Igreja do Brasil celebra a solenidade de Todos os Santos. Essas transferências de solenidades que ocorrem no decorrer da semana para o domingo, dia do Senhor, prática que é recorrente em terras brasileiras, são feitas para que se promova uma maior participação dos fieis. 


 


Todos nós somos convocados à santidade “sedes, santos como o vosso Pai celeste é santo” (Mt 5,48; 1Pd 1,16; Lv 11,44ss; 19,2). Nesse chamado à santidade, os santos, aqueles que já nos precederam na vida eterna, viveram as suas vidas fazendo o bem, sendo imitadores de Cristo. Por sua vez, nós que aqui estamos ainda a trilhar esse caminho de busca da santidade, na perspectiva de um dia, assim como os santos, fazermos parte do Reino dos Céus.


 


Porém, hoje não celebramos a festa de tanto santos reunidos juntos, mas sim, algo muito mais além: celebramos o mistério da comunhão dos santos. Esse mistério, que é professado no Credo (creio na comunhão dos santos) indica a participação de todos os membros da Igreja nas coisas santas: a fé, os sacramentos (em especial a Eucaristia), os carismas e os outros dons espirituais, ou seja, a comunhão entre as pessoas santas, entre os que, pela graça, estão unidos a Cristo morto e ressuscitado. Alguns são peregrinos na terra; outros, que já partiram dessa vida estão sendo purificados, ajudados também pelas nossas orações; outros, enfim, gozam já da glória de Deus e intercedem por nós. Todos juntos formam, em Cristo, uma só família, a Igreja, para louvor e glória da Trindade.


 


A primeira leitura, extraída do livro do Apocalipse, apresenta resposta à pergunta feita na abertura do sexto selo (Ap 6, 12-17): “quem poderá ainda ficar de pé?” (Ap 6,17) Na visão, João vislumbra o anjo que traz o selo de Deus que servirá para marcar os eleitos do Senhor. Os que precisavam ser marcados, segundo a visão, eram cento e quarenta e quatro mil (144.000); esse número, múltiplo de sete (7 na Bíblia significa perfeição), simboliza a totalidade dos eleitos representados pelas doze tribos (cada tribo tinha 12.000 eleitos; 12.000 x12=144.000), ou seja, simboliza a plenitude do povo de Deus.


 


Para ser eleito, ou seja, ser santo, é necessário “lavar as vestes no sangue do Cordeiro” (Ap 7,14); significa ser imitador de Cristo, pessoas que fizeram de suas vidas uma atitude de amor para com o próximo, assim como Cristo fez morrendo, por amor, na cruz. O verdadeiro cristão eleito é aquele que proclama o seu amor incondicional ao Seu mestre, dizendo que Ele é “o louvor, a glória e sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força” (Ap 7, 12), ou seja, o cristão eleito nos mostra a leitura, adora a Deus com sete títulos que simbolizam que Ele é a totalidade de sua vida.


 


A segunda leitura, extraída da primeira carta de João, recorda-nos da nossa filiação divina, não por mero título exterior, mas por transformação da pessoa, pela conversão. O texto nos alerta que a iniquidade (o pecado) é inconciliável com Deus e com Cristo (Jo 8,46), que veio tirá-lo (Jo 1,29) e é inconciliável com quem vive a filiação divina. Por filiação batismal, o cristão já se parece com Deus, seu Pai. Deve ser puro e justo como Eles (o Pai e o Filho). O mundo não reconhece como seus os que se parecem com Deus, pois o mundo “pertence ao inimigo”.


 


O evangelho, extraído de Mateus, traz as Bem-aventuranças ditas por Jesus, no Sermão da Montanha. Foi no monte que Moisés recebeu os mandamentos de Deus para a vida nova e feliz do povo. Também vem do alto de uma montanha a nova constituição para o novo povo, dada por Jesus, que tem autoridade ainda maior que Moisés. Jesus viveu as bem-aventuranças. Elas determinaram seu comportamento e suas relações humanas. Ele mesmo era pobre, humilde e puro de coração. Era faminto, sedento de justiça e cheio de misericórdia. Nas bem-aventuranças, Jesus vem declarar quem são os que se encontram na situação mais propícia, para receber o Reino de Deus. Jesus não diz quais são as virtudes necessárias para entrar no Reino; apresenta-se como Messias enviado para os pobres, preferidos de Deus (Mt 11,15), aqueles que, no mundo, não possuem vantagens e dependem só de Deus.


 


Nessa solenidade, o cristão é convidado, em comunhão com os santos, a trilhar com alegria, força e entusiasmo o caminho de santidade. O cristão, antes de tudo, deve se lembrar que ele é a imagem e semelhança de Deus (“façamos o ser humano a nossa imagem e semelhança” [Gn 1,26]), possui uma filiação divina (segunda leitura), que se concretiza na conversão. O cristão deve fazer da sua vida uma bem-aventurança (evangelho), para que, participando do mistério de Cristo, lavando as suas vestes no sangue do Cordeiro (primeira leitura), possa, em definitivo, estar unido a Cristo, juntamente com os santos e santas de Deus. Peçamos a Deus Pai, fonte de toda a santidade que, pela intercessão e exemplo dos santos, nos conduza a uma vida mais perfeita: fazei-nos santos, porque vós sois santo!




Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira | 
Revisão ortográfica: Nelmira Moreira





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