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Colunas

As maquiagens da ministra

03/11/2017 às 10:11.

As maquiagens da ministra


 


Realmente, parece que estamos vivendo um período da nossa história que, no mínimo, poderíamos qualificar de “ponto fora da curva”. Vejamos, há poucos dias o governo, através do ministério do planejamento e gestão anunciou que seriam cortados dez reais do valor do salário mínimo a ser oficializado a partir de janeiro do próximo ano. Nesta semana, o mesmo ministro foi à televisão anunciar mais um corte: desta vez quatro reais!


Esses cortes, conquanto pareçam irrelevantes, seriam para equilibrar o orçamento dos Estados e Municípios que têm folhas salariais bastante elevadas o que implicaria problemas com a Lei da responsabilidade fiscal. Muito bem, se tudo não fosse vana verba, poder-se-ia dizer que vale o sacrifício, etc. e tal. Sabemos que, no mínimo, é demagogia!


Bem, os salários dos marajás da república continuam no mesmo patamar e, sempre intocáveis a exemplo daqueles dos magistrados, os meritíssimos homens da lei. Nessa semana ouvi estarrecido o debate entre um senador e um juiz do trabalho acerca desse tema e causou-me, no mínimo, asco ouvir o que esses senhores estão querendo além do que já possuem! Até ajuda de custo da ordem de 5% sobre o valor do seu salário para pagamento de creche para filhos de até cinco anos entre outras excrescências... Custa-me acreditar, mas ouvi...Aliás, nessa mesma Lei da Magistratura, a famigerada LOMAN eles estão tentando encaixar bolsa de estudo no exterior para seus filhos fazerem mestrado e/ou doutorado, etc.


Para completar o circo de horrores, os jornais de hoje trazem a queixa, o choro, o desplante da excelentíssima ministra dos direitos humanos Luislinda Valois que já percebe salário de desembargadora aposentada do Estado da Bahia (cerca de trinta mil reais), para receber mais trinta e hum mil reais como ministra de Estado, argumentando que precisa desse quantitativo (sessenta e hum mil reais ao todo), pois está gastando muito com produtos de maquiagem e roupas no exercício dessa alta função pública.


Não entendo de estética, nem de protocolos palacianos, menos ainda de vaidades femininas, mas convenhamos, ministra: na sua idade e no exercício de uma função defensora dos direitos humanos, o mínimo que a senhora deveria procurar fazer era lutar pelos direitos fundamentais da pessoa humana como alimentação, educação, saúde, etc. que o Estado do qual a senhora é servidora não tem respeitado, sobretudo quando impõe ao trabalhador um salário inferior a mil reais. Sua beleza plástica, suas vaidades tardias deixem-nas atrás da porta quando sair para ocupar a cadeira de ministra de Estado dos direitos humanos desse Brasil cujo povo não tem respeitados seus fundamentais direitos. Por favor, procure o que fazer e não subestime a nossa inteligência!