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Colunas

O amor é o essencial

30/10/2017 às 15:10.

 


No evangelho desse trigésimo Domingo do Tempo Comum, mais uma vez, encontramos Jesus em uma controvérsia com os fariseus, uma das seitas do judaísmo, que se caracterizava por uma busca de observância rigorosa da lei judaica. Esses homens propõem a Jesus, de novo, uma questão-armadilha para colocá-Lo à prova.


A pergunta que Lhe é feita diz respeito aos mandamentos da lei. Havia muitas discussões e, sobretudo, uma busca de sistematização desses preceitos que chegavam a 613, sendo 365 proibições e 248 proposições. Existiam controvérsias referentes, por exemplo, a hierarquia deles e queriam, assim, deixar Jesus embaraçado.


Questionado sobre o maior dos mandamentos, Jesus surpreende com a resposta do mandamento do amor a Deus e ao próximo. Supera uma tendência legalista, que colocava, na observância do sábado, a primazia dos mandamentos. Portanto, para Jesus o que conta em primeiro lugar é amar.


O amor torna-se o centro da lei, a realidade fundamental. Toda a lei é compendiada nele. Como afirma o apóstolo Paulo, o amor é a plenitude da lei. Sendo assim, o que conta para Jesus em primeiro lugar é amar. O essencial consiste nisso. Viver a fé cristã é trilhar a estrada do amor. Colocar o acento em outras realidades é desviar-se da proposta de Jesus.


Nossa vocação fundamental é vocação para o amor.  Ele impregna o nosso ser enquanto somos constituídos por ele, uma vez que Deus nos fez à sua imagem e semelhança. Deus é amor! Mas do que um mero sentimento, o amor é uma realidade que nos constitui, de tal sorte que podemos dizer que quando amamos somos, e quando não amamos deixamos de ser.


Jesus é questionado a respeito de um mandamento e responde com dois. O amor a Deus e ao próximo. Podemos perceber, na verdade, o íntimo nexo que Jesus quis estabelecer entre os dois amores, transformando-o na verdade em um só. O evangelista João será quem melhor vai enfatizar essa simbiose.


O Papa Bento XVI bem explicitou essa realidade na encíclica Deus caritas est, sintetizando que: o amor a Deus se verifica no amor ao próximo e o amor ao próximo encontra a sua fonte no amor a Deus. Assim ele afirma: “Amor a Deus e amor ao próximo são inseparáveis, constituem um único mandamento. Mas ambos vivem do amor proveniente com que Deus nos amou primeiro”.


Na proposta de Jesus, o mais importante é assemelhar-se a Deus, vivendo a dinâmica do amor. Este consiste em ser realidade gratuita que se faz dom para a alegria dos outros. Essa é a perspectiva do amor ágape que o Senhor propõe para todos nós. Trata-se de “ um amor fundado na fé e plasmado por ela” e que tem sua fonte em Deus.


Busquemos amar o Senhor de todo coração, com toda a alma e de todo o entendimento, ou seja, com a inteireza de nosso ser, sabendo, contudo, que a veracidade desse amor acontece no amor ao irmão.


Pe. Pedro Moraes Brito Júnior





Pe. Pedro Moraes Brito Júnior Pe. Pedro Moraes Brito Júnior