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Colunas

AMOR FRATERNO

27/10/2017 às 18:10.

Uma reflexão para o 30º Domingo do Tempo Comum


1ª leitura: Êx 22,20-26


Salmo: Sl 17,2-4.47.51b


2ª leitura: 1Ts 1, 5c-10


Evangelho: Mt 22, 34-40


 


AMOR FRATERNO


 


Meus irmãos e minhas irmãs, celebramos hoje o 30º Domingo do Tempo Comum, último domingo do mês de outubro, mês das missões. A liturgia da Palavra nos interpela, assim como vem acontecendo nos últimos domingos, a vivermos uma vida autêntica de cristãos e cristãs. Sendo assim, nesse caminho, somos convocados a testemunhar com o próximo o amor que Deus tem a cada um de nós.


A primeira leitura, extraída do livro do Êxodo, está inserida no contexto pós-libertação da escravidão no Egito. Deus elege o povo de Israel como seu (Êx 6,7) e com eles estabelece uma aliança que se dá, inicialmente, de duas formas: o decálogo (os dez mandamentos [Êx 20, 1-21]) e o Código da Aliança (Êx 20,22-23,33). Nessa leitura, encontramos as leis morais e religiosas. A lei aponta o cuidado, amor, respeito e atenção que se deve ter com as viúvas, os órfãos e os migrantes que, na Bíblia, são figuras que simbolizam um grupo indefeso e explorado. Nesse contexto, Deus se oferece como protetor pessoal desses desvalidos (Sl 68,6).


No evangelho, extraído de Mateus, Jesus é colocado à prova quando um fariseu lhe pergunta qual é o maior mandamento da lei (v.36). A pergunta se explica, porque os fariseus contavam 613 preceitos na lei, 365 proibições e 248 mandamentos. No olhar do fariseu era necessário saber cada preceito e praticá-los.


Jesus responde, combinando os dois amores: “Ouve, Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças” (Dt 6,5) e “não procures vingança nem guardes rancor contra teus compatriotas. Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19, 18), ou seja, o amor a Deus e o amor ao próximo.


Essa união de amores é o ensinamento fundamental de Jesus. Devemos amar o próximo como amamos a Deus, pois, “se alguém disser: ‘Amo a Deus’, mas odeia o seu irmão é mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê [...] quem ama a Deus, ame também o seu irmão” (1Jo 4,20).


A segunda leitura, extraída da primeira carta de Paulo aos Tessalonicenses, apresenta uma corrente de imitação: Paulo imita Jesus; os tessalonicenses imitam Paulo, pois ambos sofreram por causa do evangelho e, assim, se tornam modelo para outros. Os tessalonicenses acolheram a Palavra, ou seja, ouviram a palavra missionária de Paulo. Esta só produz fruto entre os que a acolhem com alegria, apesar dos sofrimentos e perseguições. Tal atitude de total adesão só é possível se esta palavra for reconhecida como Palavra de Deus e não somente como uma palavra sobre Deus. Os tessalonicenses são considerados uma Igreja fervorosa (1Ts 1,2-4), porque acolheram essa Palavra e tornaram-se imitadores do Senhor, ou seja, converteram-se  afastando-se do mal e entregando-se ao serviço de Deus.


A liturgia de hoje nos convida ao amor, a amar. Ela nos exorta que o amor a Deus e ao próximo deve ser igual. O amor, como diz São Paulo, “é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso, nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo. O amor jamais acabará” (1Cor, 13,4-8).


Amar é sair de si mesmo para ir ao outro. O próprio Deus o fez: “Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16), ou seja, Deus saiu de si, entregando o seu próprio filho.


O nosso amor, ou seja, o nosso sair de nós mesmos se concretiza na promessa de Jesus “se alguém me ama guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada” (Jo 14,20). Guardar a palavra de Jesus significa saciar a fome, quando Ele estava com fome; a sede quando Ele estava com sede. Mas quando foi que vimos Jesus com fome e sede? Ele nos responderá: “todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,34-40), ou seja, amar ao próximo significa amar a Deus. Por fim, somos convidados a amar. A amar a Deus e ao próximo (Evangelho), principalmente, os mais marginalizados (1ª leitura) e isso só poderemos fazer fielmente, se formos imitadores de Cristo, acolhedores de Sua palavra (2ª leitura), para que possamos cantar, como entoou o salmista, “eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação”.


 


Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira


Revisão ortográfica: Nelmira Moreira





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