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Colunas

A César o que é de César, a Deus o que é de Deus!

24/10/2017 às 15:10.

Uma reflexão para a liturgia da Palavra do 29º domingo do Tempo Comum


1ª Leitura - Is 45,1.4-6


Salmo - Sl 95,1.2a.3.4-5.7-8.9-10a.c


2ª Leitura - 1Ts 1,1-5b


Evangelho - Mt 22,15-21


 


                                A César o que é de César, a Deus o que é de Deus!


 


Irmãos e irmãs, celebramos hoje o 29º domingo do Tempo Comum, quarto domingo do mês de outubro, mês das missões. A liturgia da Palavra dos últimos domingos insere-nos em contexto de vinha e de banquete. O cristão foi convidado a trabalhar na vinha do Senhor (26º domingo); depois, vislumbrou o cuidado de Deus para com os seus servos e a sua vinha (27º domingo) e, ainda, foi convidado para um grande banquete, uma festa preparada por Deus, para os seus servos (28º domingo). Hoje, a liturgia nos interpela sobre qual será a imagem, a de César ou a de Deus, que está traçada em nós?


Na primeira leitura, extraída do livro do profeta Isaías, Deus unge Ciro, rei da Pérsia. Ele é chamado pelo nome, assim como Jesus fez com os seus discípulos (por exemplo, Jo 1, 43 [vocação de Filipe]). Pela primeira vez na história do povo de Israel, Deus dirige uma palavra favorável a um monarca estrangeiro, chamando-o de seu ungido, equiparando-o a Davi. Ungido do Senhor é um “título” que era reservado aos reis de Israel e que se tornou “título” do Rei-Salvador esperado (Jesus é o ungido do Pai [cf. Lc 4, 14-22]). A unção com óleo era o sinal da penetração do Espírito de Deus, investindo o homem para uma missão: quer seja rei (2Sm 5,3), quer seja sacerdote (Êx 29, 7), quer seja profeta (1Rs 19, 16; Is 61,1). Ciro, sendo o ungido de Deus, vence o império Babilônico e, assim, liberta a Israel (Is 45, 1-25).


Na segunda leitura, extraída da carta de São Paulo aos Tessalonicenses,primeira carta de Paulo, especificamente no trecho em que a liturgia da Palavra nos apresenta hoje, Paulo, após saudar a Igreja, recorda da fé ativa, do amor solícito e da esperança perseverante da comunidade depositada no “Senhor nosso Jesus Cristo” (1Ts 1, 3). A leitura nos indica que a fé deve ser ativa, transformando-se em obras (Gl 5, 6). O amor deve ser fraterno e isso implica doação, esforço, por fim, que a esperança seja paciente, persistente. Paulo exorta que a pregação não é simples palavra humana, mas vai carregada ou vitalizada com a energia e eficácia do Espírito Santo, por isso, é fecunda e produz fruto (Rm 15, 19; 1Cor 2, 4, 1Ts 2, 13).


No evangelho, extraído de Mateus, os fariseus tentam surpreender a Jesus, perguntando se é ou não permitido pagar imposto a Cesar. Dois grupos perguntam a Jesus: os fariseus e os partidários de Herodes (herodianos). Dois grupos que se opõem. Os herodianos eram favoráveis aos romanos. Os fariseus, por sua vez, consideravam a presença romana como um castigo de Deus e insistiam na piedade pessoal. Pagar o tributo, nesse contexto, significa, em outras palavras, um sinal de submissão do povo a Roma.


 


Jesus reconhece a má intenção da pergunta. Se Ele diz que é lícito pagar o tributo a César, seria acusado pelos fariseus de querer que Israel vivesse sob a dominação do império Romano, com todas as injustiças que o povo de Israel sofria. Por outro lado, se Jesus diz que não é lícito pagar o tributo a César, lhe acusariam de estar contra César e de ser a motivação do não pagamento dos impostos devidos, enquanto povo submetido.


Na resposta de Jesus, encontramos uma mensagem da liturgia da Palavra desse domingo. Ao responder “dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é Deus” (Mt 22, 21). Porém, qual é o tributo dado a Deus? “Que retribuirei ao Senhor por todo o bem que me deu?” (Sl 115, 12).


O tributo que o cristão deve dar a Deus é no seu dia-a-dia ter os mesmos sentimentos de Cristo (cf. Fl 2, 5), ou seja, “amar como Jesus amou, pensar como Jesus pensou, viver como Jesus viveu”, como canta o Pe. Zezinho.


Santo Agostinho, em um de seus sermões, nos diz que César (o mundo de hoje) busca a sua imagem em sua moeda, assim Deus busca a Sua imagem na tua alma. O que César (o mundo) te pede? Sua imagem. O que Deus te pede? Sua imagem. Porém, a imagem de César está na moeda, a de Deus está em nós. Portanto, deixemos que as nossas vidas sejam o reflexo da imagem de Deus. Mas quem é Deus? Deus é amor! (1Jo 4,8). Deus é luz! (1Jo 1,5). Peçamos à Virgem Maria, aquela que em toda a sua vida foi o reflexo do amor e da presença na vida dos outros, que ela nos ajude a sermos presença de Deus na vida das pessoas, no mundo. Assim seja, Amém!


 


Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira


Revisão ortográfica: Nelmira Moreira





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