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Colunas

Ir arrumado para festa!!!

16/10/2017 às 09:10.

A Bíblia Sagrada está repleta de narrativas nas quais o cenário ao redor de uma mesa é muito comum. No próprio evangelho, encontramos, várias vezes, Jesus que está com as pessoas, sentando-se à mesa com elas. Isso tem um grande significado na cultura judaica de então. Exprime, sobretudo, o desejo de estabelecer comunhão com os comensais, entretendo-se com eles.


Neste vigésimo oitavo Domingo do Tempo Comum, Jesus conta-nos uma parábola com o cenário supra indicado para fazer-nos entender a realidade do reino dos céus. Trata-se de uma oferta, de um convite que nos é dirigido para que, livremente, participemos da sua nova dinâmica.


Esse dinamismo novo pode ser compreendido com a metáfora da parábola: a festa de casamento, regada por um grande banquete. A festa é sempre um momento de alegria. Nela há sempre o que comer e beber e tais realidades não significam apenas ações de satisfação das necessidades nutritivas, mas apelo à convivialidade, a estar com o outro, comendo do mesmo pão e, assim, partilhando a vida.


É a isso que Deus nos chama! A estar Consigo e com os demais, fazendo-nos dons de nós mesmos, na partilha do que somos e do que temos. O reino dos céus é, na verdade, o grande dom que o Senhor faz a todos nós. Tem um elemento particular da parábola: não há uma lista de convidados, mas todos que forem encontrados são chamados a tomar parte da festa. O amor de Deus é sem fronteiras!


Diante da proposta de Deus pode haver a abertura ou o fechamento. O evangelista Mateus relata o fechamento dos judeus à proposta de Jesus, chegando até a fazer uma referência a destruição da cidade de Jerusalém, realidade já acontecida quando escreve o seu evangelho. O escritor bíblico não quer enfatizar a ideia do castigo. Não cremos num Deus que castiga, mas que ama! Ele quer, na verdade, é destacar as consequências do não acolhimento da proposta de Jesus por parte dos judeus.


O nosso Deus é um amante em busca. Corre atrás dos seus amados filhos e convida-nos à alegria, à festa. Quer fazer-nos felizes e propor-nos um caminho de vida que nos conduza ao festim que Ele prepara para nós na eternidade.


A nossa acolhida, porém, não pode ser apenas retórica, superficial. Precisamos estar na festa de verdade, endossando a veste própria. Isso em outras palavras quer dizer, que precisamos realmente assimilar e viver a proposta nova. O convidado que não tem a veste própria representa uma grande advertência para nós: podemos ainda não ter percebido o sentido profundo da fé cristã. Em outra parábola, Jesus diz que o tecido novo não combina com o velho.


No batismo há um rito no qual se destaca a veste branca. Ele tem por finalidade destacar que o batizado é alguém que é revestido de Cristo, que se empenha com o auxílio de sua graça, a viver como pessoa nova, sabendo que tudo pode Naquele que o fortalece.


Podemos estar na festa, mas com a veste inapropriada para ela, porque ainda não assimilamos o verdadeiro espirito cristão. Vamos nos arrumar para ir pra festa?


Pe. Pedro Moraes Brito Júnior





Pe. Pedro Moraes Brito Júnior Pe. Pedro Moraes Brito Júnior