Facebook Instagram WhatsApp Twitter

Fé Católica - Sempre Presente

Nossos Parceiros

Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros
Parceiros

Colunas

A festa preparada por Deus

16/10/2017 às 09:10.

Uma meditação sobre o 28º domingo do Tempo Comum


1ª Leitura - Is 25, 6-10a


Salmo - Sl 22,1-3a.3b-4.5-6 (R. 6cd)


2ª Leitura - Fl 4,12-14.19-20


Evangelho - Mt 22,1-14


 


A festa preparada por Deus


 


Meus irmãos e minhas irmãs, neste domingo, o terceiro do mês de outubro, estamos celebrando o 28º domingo do Tempo Comum. Nos últimos domingos, a Palavra de Deus nos foi apresentada com o contexto da vinha. Ainda continua inserido nesse contexto, porém, aprofunda um pouco mais. Hoje, a liturgia da Palavra faz-nos passar da vinha para os convidados de um banquete. A Palavra de Deus nos convida a sentarmos à mesa, para saborear do banquete preparado para nós.


Na primeira leitura, extraída do profeta Isaías, Deus, através da boca do profeta, anuncia um grande banquete que se dará na montanha. Para compreender esse trecho do profeta Isaías, é preciso lembrar que as festas em Israel são celebradas com a refeição sacrifical de comunhão (cf. Ex 24,11; Dt 16, 13-15; 1Sm 9,13). Esse banquete, que é uma festa, concretiza a presença definitiva de Deus entre o seu povo. É um banquete farto, “de carnes gordas, de vinhos finos” (v. 6). Nessa festa, não há espaço para luto e tristeza, pois, “Ele fará desaparecer sobre esta montanha o véu estendido sobre todos os povos [...] fará desaparecer a morte [...] enxugará as lágrimas” (v. 7-8), ou seja, o dono da festa, que é o próprio Deus, se preocupa com o bem-estar dos seus convidados e não quer que nada lhes aconteça.


No evangelho, extraído do Evangelho de São Mateus, temos, como plano de fundo, também um banquete. Jesus, após contar a parábola dos agricultores homicidas (evangelho do domingo passado), narra a parábola de um banquete de casamento que envolve um traje de festa. Jesus conta que um rei preparou uma festa de casamento e pede para os seus servos irem chamar os convidados. Esses não deram a menor atenção. Novamente, manda os servos irem às encruzilhadas para que convidassem a todos que vissem pela frente. Quando esses últimos convidados chegaram, conta Jesus, o rei percebeu que um dos convidados estava sem o traje de festa. Percebendo isso, o rei ordena que esse sem a veste apropriada fosse colocado para fora do banquete.


Nessa parábola, o rei, que é Deus, prepara uma grande festa para celebrar a união do Seu filho com a sua noiva. O filho, que é Jesus, veio ao mundo para unir-se à humanidade, numa maneira tão nova, tão íntima, a ponto de se poder falar de um matrimônio entre ele e a Igreja, a sua noiva (cf. Ef 5, 25) ou, como diz o livro do Apocalipse, “a esposa do Cordeiro” (Ap 21, 9). Os primeiros convidados que recusaram o convite simbolizam o povo hebreu que tinha se oposto a Jesus e à sua mensagem. Nós somos o segundo grupo de convidados formados por bons e maus.


Na segunda leitura, extraída da carta aos Filipenses, Paulo reconhece os dons recebidos. Exorta a comunidade de Filipos, utilizando-se como exemplo a sabedoria de viver bem em qualquer situação seja ela de alegria ou penúria, pois, “tudo posso naquele que me fortalece” (v. 13). Paulo alerta a comunidade que Cristo, morto e ressuscitado, e não ação do poder de Deus nele (em Cristo) é que a comunidade poderá superar todas as dificuldades, assim como fez Paulo. Afinal, “Deus satisfará todas as vossas necessidades, segundo a sua riqueza, magnificamente, em Jesus Cristo” (v. 19).


Por fim, a liturgia da Palavra de hoje nos convida a participarmos do banquete. nos exortando, porém, sobre o nosso modo de participar da festa. Deus, como se canta popularmente, “arrumou a casa, preparou o coração, esperando a nossa chegada tão sonhada”. No entanto, no meio de nós, assim como havia na parábola, há pessoas sem o traje, que se encontra na festa por acaso, cujo coração e sentimentos estão longe ou simplesmente são “penetras”.


Os convidados para o banquete nupcial, onde não falta mais vinho (lembre-se das bodas de Caná [Jo 2, 1-12]). O vinho se transformou em sangue e brota da cruz (do lado aberto de Jesus jorraram sangue e água [Jo 19, 34]), são identificados pela veste das boas obras, do manto da boa vontade e caridade. Peçamos à Maria, aquela que se revestiu de humildade (“eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim, segundo a tua palavra [Lc 1,38]), que foi sacrário do Verbo e fiel à Palavra, que nos ajude a vestirmos as vestes do Batismo e da Eucaristia, para sermos cristãos de verdade, convictos, pois, como disse Paulo na segunda leitura, “tudo posso(podemos) naquele que me(nos) fortalece”, assim como nos disse o salmista “o Senhor é o pastor que me(nos) conduz! Não me(nos) falta coisa alguma” (Sl. 22,1).


 


Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira


Revisão ortográfica: Nelmira Moreira





Seminarista Ícaro Marcos Seminarista Ícaro Marcos