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Colunas

O perdão de Deus!

03/10/2017 às 10:10.

Uma reflexão para o 26º domingo do Tempo Comum

1ª leitura: Ez 18,25-28


Salmo: Sl 24,4bc-5.6-7.8-9


2ª leitura: Fl 2,1-11


Evangelho: Mt 21,28-32


 


O perdão de Deus!


 


Nesse domingo, o primeiro do mês de outubro, mês em que a Igreja celebra de forma especial as missões, celebramos o 26º domingo do Tempo Comum. Todo cristão, pela graça recebida no Batismo, tem por natureza ser missionário(a). Porém, para ser um autêntico missionário(a), o cristão(ã) deve estar atento(a) a duas características: a salvação e a liberdade. A liturgia de hoje nos convida a observarmos essas características e nos mostra o perigo que corremos, quando não cuidamos da nossa fé.


A primeira leitura, extraída do profeta Ezequiel, está inserida no contexto em que o profeta revela as palavras que o Senhor lhe tinha dirigido. Todo o capítulo 18 é uma exortação a respeito de que o pecado não é uma herança, ou seja, não se herda os pecados dos antepassados. O profeta se opõe firmemente a esse modo de pensar. Deus não castiga os filhos pelas culpas dos pais ou os pais pelas culpas dos filhos (v. 20). Nesse sentido, cada um tem a responsabilidade pelos erros e pecados que cometeu ou que venha a cometer, por não andar nos justos caminhos do Senhor. Assim, cada um tem a possibilidade de se salvar, mas somente se o quiser. Sinal disso é o perdão que Deus dá sempre e generosamente a quem decide deixar a vida do mal, para converter-se a ele de todo o coração. Os versículos do capítulo 18, proclamados na primeira leitura, adverte-nos de que o que importa é sempre a disposição atual do nosso coração. Na profecia de Ezequiel, é Deus que anseia por perdoar seu povo que peca. Ele é o Pastor que os procura e busca. Porque os ama, quer demais trazê-los de volta. Ele está disposto a limpá-los e dar-lhes um coração completamente novo.


Na segunda leitura, extraída da epístola aos Filipenses, Paulo exorta a comunidade de Filipos à vivência da concórdia, humildade que resulta na comunhão em Cristo. Paulo sabe, por experiência, quão facilmente nascem nas comunidades as rixas e os conflitos. Ele percebeu isso na comunidade de Filipos (cf. Fl 1,27; 2,14; 4,2) e por isso exorta os seus correspondentes à unidade e a concórdia. A unidade só se realizará por uma vida de humildade, renúncia e serviço da qual o próprio Cristo deu exemplo. Portanto, a segunda leitura nos exorta que é preciso combater os inimigos da caridade: o orgulho e o egoísmo. Não pode haver caridade, que é essencialmente serviço ao próximo, sem a humildade que é saber considerar os outros mais dignos de louvor. Para conseguir vencer o egoísmo, o único caminho é a imitação a Cristo (v. 5).


No evangelho, extraído de Mateus, Jesus, após contar uma parábola, interroga os sacerdotes e anciãos do povo (cf. Mt 21, 23-32.33-46; 22, 1-14).  Jesus conta a história dos dois filhos que são exortados pelo seu pai, para irem trabalhar na vinha. O primeiro disse que não iria, mas depois se arrependeu e foi. O segundo, por sua vez, disse que iria, mas não foi. Jesus interroga os sumos sacerdotes e anciãos do povo “qual dos dois fez a vontade do pai?” Eles responderam “o primeiro”. Jesus conclui dizendo-lhes: “os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino dos céus” (v. 31). Jesus fala com eles por meio de parábolas, para dar-lhes a entender, por um lado, a ingratidão deles e, por outro, a docilidade daqueles mesmos que o condenavam categoricamente.


Os dois filhos representam o que aconteceu aos judeus e aos não-judeus (gentios). Os gentios, que não tinham prometido obedecer e nunca ouviram a lei, em suas obras, mostraram sua obediência (o primeiro filho que disse que não ia, mas foi); e os judeus, que disseram “tudo quanto o Senhor disser o daremos e obedeceremos” (Êx 24,7), em suas obras, lhe desobedeceram (o segundo filho que disse que ia, mas não foi).


Por fim, a liturgia de hoje nos exorta que a salvação é oferecida a todos os homens. Sua eficácia ou não dependerá da livre resposta de cada um, não do status social a que pertence ou dos bens que possui. A adesão do homem a Deus é livre, mas deve ser também concreta e eficiente. Não é quem diz “Senhor, Senhor” que entra no Reino dos céus, mas quem faz a vontade de Deus. Na parábola, Jesus prefere o filho que recusa, pelas palavras, mas depois se arrepende e faz aquilo que o pai lhe pediu; prefere a este porque o outro diz sim ao pai, mas depois não faz nada e não vai para a lavoura trabalhar. Lembremos: “haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte” (Lc 15,10).


Peçamos à Virgem Maria, aquela que foi livre para dizer o SIM à proposta de Deus por meio do anjo Gabriel e que em nenhum momento deixou-se levar por ter sido a mãe do Salvador, pelo contrário, sempre se apresentou com aquela que ouvinte e servidora, Que possamos tomar o exemplo de Maria e exclamar, como nos diz o salmista na liturgia de hoje: “mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos e fazei-me conhecer a vossa estrada [...] não recordeis dos meus pecados quando jovem nem vos lembrei de minhas faltas e delitos! De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor” (Sl. 24, 4bc.7).


 


Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira


Revisão ortográfica: Nelmira Moreira





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