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Colunas

Chamados a refazer o caminho

02/10/2017 às 08:10.

 


Neste vigésimo sexto domingo do tempo comum, somos convidados pelo Senhor a colocar-nos diante d’Ele e de nós mesmos e avaliar-nos a respeito das nossas escolhas e decisões. Estas, nem sempre, refletem verdadeiros propósitos de caminhar na estrada indicada pelo próprio Jesus.


Necessário é sempre avaliar se realmente estamos no caminho certo, pois podemos até justificar ações e comportamentos que se distanciam do ideal proposto por Cristo. Redescobrir as razões mais profundas das nossas ações é de fundamental importância.


Uma outra dificuldade é a acomodação. Podemos nos habituar a um estilo de viver e de praticar a fé em que já nos consideramos a postos. Não nos damos conta que o cumprimento da vontade do Senhor é uma realidade dinâmica, que exige sempre de nós um discernimento constante por meio do qual verificamos se estamos, de fato, fazendo o que nos pede.


Não existem soluções prontas para todos e em todos os momentos. O importante é colocar-se na condição de quem sempre procura descobrir o que Deus pede aqui e agora.  Isto faz-nos compreender que nunca podemos nos considerar prontos e acharmos que, com o nosso viver, já fazemos aquilo que Deus nos pede.


Viver no dinamismo proposto por Jesus é uma tarefa árdua que exige a morte para si mesmo. Experimentamos dentro de nós forças que querem nos encerrar em nós mesmos, manter-nos fechados, vivendo egoisticamente. O Senhor nos convida a ir pra sua vinha, ou seja, a trabalhar pelo seu reino, fazendo-se dom de si mesmo para a alegria do mundo.


Ser trabalhador da vinha do Senhor exige um caminho constante de conversão em que toda pretensão caia por terra. Não é fácil viver segundo os ditames do evangelho e corremos o risco de minimizá-lo ou de até negá-lo.


É muito comum em nossos dias, a prática da avaliação do que fazemos. Trata-se de perguntar-nos se atingimos os objetivos propostos, se agimos conforme a missão da instituição que fazemos parte e, sobretudo, se geramos benefícios para a empresa da qual estamos associados.


No anúncio que Jesus fazia a respeito da acolhida do Reino, Ele fazia duas exigências: conversão e fé. A acolhida de sua proposta se dá pela mudança dos nossos parâmetros, da nossa forma de ver e agir no mundo. Essa atitude há de ser o pão nosso de cada dia. Caminhar nos passos de Jesus exige conversão permanente. É preciso ter cuidado para que não nos iludamos a nós mesmos e não causemos escândalo, vivendo, na verdade, o que não é o mais importante.


Quando não descobrimos o essencial do evangelho, não edificamos, deixamos de ser luz, alimentamos uma religiosidade, que na verdade é culto a si próprio. O evangelho sempre nos inquieta e nos leva a ir mais além.


O mais interessante de tudo é que podemos repensar e refazer o caminho. É preciso somente dispor-se a isso, rompendo a crosta dura do orgulho que nos faz achar que já somos os tais ou que nos bastamos a nós mesmos. Muitos, assim, que nem imaginávamos poderão nos preceder no reino dos céus, pois um dos perigos dos que vivem a fé é não entender que a sua adesão é continua, permanente e exige respostas sempre novas.


Pe. Pedro Moraes Brito Júnior





Pe. Pedro Moraes Brito Júnior Pe. Pedro Moraes Brito Júnior