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Colunas

O agir de Deus

25/09/2017 às 08:09.

Uma reflexão para o 25º domingo do Tempo Comum


 


1ª leitura: Is 55,6-9


Salmo: 144,2-3.8-9.17-18


2ª leitura: Fl 1,20c-24.27a


Evangelho: Mt 20,1-16a


 


O agir de Deus


 


Estamos celebrando o 25º domingo do Tempo Comum. No mês de setembro, celebra-se, de forma especial, a Bíblia que, como diz o canto, “é a Palavra de Deus semeada no meio do povo; que cresceu, cresceu e nos transformou, ensinando-nos a viver um mundo novo”. No mês de outubro, a Igreja celebra, também de forma especial, o mês missionário. Todo cristão, através do sacramento do Batismo e animado pelo Espírito Santo, tem como finalidade ser missionário. Contudo, para ser missionário(a), todo(a) cristão(ã) deve carregar consigo o que a liturgia nos transmite nesse domingo.


 


Na primeira leitura, extraída do profeta Isaías, o povo estava na perspectiva da voltar a habitar a cidade de Jerusalém. O profeta lembra ao povo a natureza e as condições de felicidade deles. No capítulo 55 do livro do profeta Isaías, Deus fala ao povo quatro pontos bastante concretos: 1) propõe o alimento sólido do seu ensinamento; 2) promete restituir aos seus fiéis o brilho que outrora foi de Davi; 3) convida à conversão e a confiar no seu perdão; 4) renova a promessa de uma libertação.


 


Na liturgia desse domingo, ouvimos o terceiro ponto. Deus usa o profeta Isaías, alerta o povo quanto à necessidade de conversão e de confiança no seu perdão. Deste modo, a volta para Jerusalém é a grande alegria daquele povo. A volta é um sinal da misericórdia de Deus para o povo que se converteu, pois “buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto” (v. 6-7). A primeira leitura nos indica que a conversão se dá na busca pelo Senhor (v. 6) e a confiança no seu perdão se dá na promessa “volte para o Senhor [...] que é generoso no perdão” (v.7).


 


Na segunda leitura, extraída da epístola aos Filipenses, Paulo vive o drama da prisão e não sabe se sairá vivo ou morto. A partir desse drama, Paulo faz uma reflexão sobre a sua vida em Cristo. No pensamento de Paulo, vida e morte corporais estão sempre associadas ao mistério de Cristo. O corpo santificado do cristão pertence a Cristo, por isso, é associado tanto os sofrimentos e a morte de Cristo como a sua ressurreição. Para isso “só uma coisa importa: [diz Paulo] vivei à altura do Evangelho de Cristo” (v. 27a), pois, o cristão, antes de tudo, é cidadão do reino dos Céus, cujo Senhor é Jesus Cristo (Ef 2, 19) e cuja constituição é o Evangelho.


 


No Evangelho narrado por Mateus (cuja festa celebramos na última quinta-feira, 21/09), Jesus conta a parábola dos trabalhadores na vinha. O contexto da vinha é muito familiar tanto para Jesus como para quem o escutava, pois era tempo de colheita quando há a necessidade de muita mão de obra. O proprietário, conta Jesus na parábola, sai de madrugada, pela manhã, ao meio-dia e pela tarde, para contratar trabalhadores para a sua vinha. Ao anoitecer, na hora do pagamento todos receberam uma mesma diária. Os contratados pela manhã murmuravam, pois os que foram contratados por último trabalharam menos e receberam o mesmo pagamento.


 


Jesus toma um episódio da vida diária e o transforma em Palavra de Deus. A mensagem central da parábola está na bondade do dono da vinha que é o próprio Deus. Se o dono da vinha agisse olhando a justiça, pagaria conforme o merecido. Porém, Deus não é só justiça. Deus é também bondade. A bondade olha a necessidade. O salário que os trabalhadores contratados pela tarde, certamente, não seria suficiente para a manutenção de uma família. O dono da vinha se compadece de sua pobreza e por isso manda pagar uma diária inteira. A parábola não mostra uma atitude arbitrária, mas um gesto de bondade e generosidade.


Nesse sentido, a liturgia deste 25º domingo do Tempo Comum transmite a mensagem de que os pensamentos de Deus não são como os nossos pensamentos, como afirmou o profeta Isaías, na primeira leitura. O cristão é convidado a se converter e a confiar no perdão de Deus. A liturgia de hoje nos ensina que toda pessoa é acolhida, seja qual for o momento da sua conversão. Pode ser que o dono da vinha venha ao nosso encontro de madrugada, ou ao meio-dia, ou à tarde.


 


Aquilo que damos a Deus é muito pouco digno dele. Somos contratados para um trabalho proporcional às nossas forças, porém nos propõe um salário muito acima do que o nosso trabalho merece. No trabalho da vinha, não se pode reprovar ao Senhor sua bondade e nada se tem a dizer de sua retidão. Segundo a sua justiça, dava como achava justo e, segundo a sua bondade, mostra a sua misericórdia, como quer.


 


 


Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira


Revisão ortográfica: Nelmira Moreira





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