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Colunas

Deus é bom!!

25/09/2017 às 08:09.

O Evangelho desse vigésimo quinto domingo do tempo comum é um convite a contemplarmos a bondade sem limites de Deus e a compreendermos que a sua justiça se conforma com a sua bondade. Somos, dessa forma, convidados à superação de uma mentalidade que identifica a justiça de Deus com os parâmetros humanos: dar ao outro aquilo que lhe cabe.


Na parábola contada por Jesus, logo percebemos que Deus não nos dá o que nos cabe, mas muito mais além da nossa conta. Como afirma o salmista: “O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura”. Realmente esse é o desejo de Deus, expresso no texto evangélico: que todo homem possa experimentar o amor e a alegria da salvação, não importa o momento em que tenha chegado.


Os vários operários convidados a trabalhar na vinha, não apenas aludem a etapas diversas na história da salvação - primeiro os judeus e, posteriormente, os pagãos, os operários da última hora - mas também querem demonstrar, com a mesma paga a esses últimos, que a salvação é, antes de mais nada, dom, obra da graça de Deus.


Podemos nos comportar como os primeiros operários que reclamavam para os da última hora, apenas a paga de uma hora de trabalho. Eles refletem a mentalidade vigente, sobretudo dos fariseus, que entendiam a salvação como um prêmio e arrogavam-se o direito de reclamar pretensões por serem os primeiros escolhidos.


O amor de Deus não exclui ninguém. Nele pode haver exclusividade, mas nunca exclusão. De fato, o dito “os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos” quer justamente afirmar que o amor exclusivo de Deus é para todos aqueles que se encontram como últimos na sociedade, à margem dela.


A glória de Deus é o homem vivo, como já afirmara Santo Irineu. E a vida que o Senhor quer nos dar é vida em abundancia, que nos torne plenos e felizes. Esse é o desejo de Deus: a nossa felicidade. A própria imagem da vinha, utilizada na parábola pode, assim, ser interpretada. Apelar a trabalhar na vinha é convidar para ser feliz. O Senhor não quer que ninguém fique fora do seu desígnio de amor. A vinha produz o vinho, que na Bíblia é tido como realidade que alegra o coração do homem.


Como o apóstolo Paulo, que não retém sua vida importante para si mesmo, desejemos também viver a nossa, buscando fazer-nos dom de nós mesmos para que haja mais vida no mundo. Entendamos que amar é fazer o outro feliz e ser justo, na medida de Deus, é ir além do “toma lá dá cá”.


Isso exige conversão, conformação dos nossos pensamentos aos pensamentos de Deus. Que Ele nos ajude nesse intento, fazendo-nos perceber que a salvação, mais do que algo a ser merecido, e, na verdade, puro dom que brota de um coração que ama.


Pe. Pedro Moraes Brito Júnior





Pe. Pedro Moraes Brito Júnior Pe. Pedro Moraes Brito Júnior