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Colunas

Haverá Jeito?

18/08/2017 às 08:08.

 


É recorrente no Brasil tomarmos conhecimento de atos desabonadores da conduta dos cidadãos, máxime quando eles estão no exercício do poder. Os políticos, então, são enxovalhados a todo instante. A mídia brada, incita até ao linchamento esses homens que sempre se apresentam como solução para todos os problemas do Brasil. Em ano eleitoral (e temos eleições a cada dois anos) as denúncias se multiplicam... é uma festa!


Vez por outra, tomamos conhecimento por essa mesma mídia que


determinado magistrado recebeu uma fortuna por isso ou por aquilo, os chamados penduricalhos que a lei lhe faculta. Não raro, um desses ilustres togados é denunciado por suborno ou algo que o valha. Verdade. Há pouco tomamos conhecimento que está sendo gestada uma tal lei da magistratura que, entre outras benesses, concederia a filhos deles direito a bolsa de estudos em pós-graduação (mestrado e/ou doutorado) no exterior às nossas expensas.


Se aprovada tal lei haveremos de convir que “dura lex sed lex”, logo, deve ser respeitada e cumprida. Nada será ilegal. Pior, ninguém vê nada de imoral nisso. Afinal, são jovens filhos de doutores que, como seus pais deverão ser juízes, desembargadores, ministros de altas cortes, portanto, devem ser bem preparados e isso será um ganho para o Brasil. E os filhos dos pobres, das mães solteiras, os filhos do peão de obras, etc.? Esses não têm futuro, devem ir “trabalhar” no tráfico, defender tese com “Escadinha, Marcola, Fernandinho Beira Mar e assemelhados.


Nesses dias vimos divulgado com pouco destaque que um juiz do Mato Grosso auferiu no mês mais de meio milhão de reais... e o meritíssimo, questionado, ainda gozou com a cara de duzentos milhões de brasileiros: “não estou nem aí...”. Outro estava passeando com o carro apreendido do Eike Batista, outro foi chamado de propineiro (queria propina) em plena sessão de um tribunal, outro solta ladrões de toda estirpe, etc. etc. Ninguém fala nada. Triste Brasil!


A questão fundamental é esta: quem irá julgar, e, se necessário condenar os milhares de ladrões que infestam a política e a vida empresarial brasileira? Quem deveria ter seu nome sufragado nas urnas de modo que as casas que fazem as leis passassem por uma verdadeira assepsia moral e essas dezenas de milhares de corruptos que infestam a vida pública brasileira fossem varridos no último lixo que “o camburão da meia noite” transporta, e jogados na última cloaca do pântano?


Bem, não eleger esses mesmos corruptos de sempre. Essa seria a hora do primeiro e grande julgamento: reprová-los. O segundo caberia aos meritíssimos. Quem? Esses meritíssimos...?!!! Há-de se duvidar. Afinal, eles irão escamotear a verdade e dirão que agem conforme a lei. Dura lex... Quem escreverá editoriais em primeira página dizendo BASTA? A Folha, o Estadão, o Globo, a Veja? Ora, esses são beneficiários primários das leis que facultam sentenças míopes em julgamentos sob hermenêutica jurídica subjetiva.


E os magistrados corruptos, quem os julgará? A Corregedoria da Justiça... Ah! Dra. Eliana... onde estão os “bandidos de toga” que a senhora denunciou? Alguns foram aposentados com vencimentos integrais, outros, não sabemos o que andam fazendo...


Por essas e tantas outras e, não obstante o ensinamento cristão da esperança, me pergunto a todo instante: o Brasil ainda tem jeito?