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Colunas

AS COLUNAS DA IGREJA - SÃO PEDRO E SÃO PAULO

04/07/2017 às 09:07.

Nesse último domingo, de forma especial, a Igreja do Brasil celebrou a solenidade de São Pedro e São Paulo. Para promover uma maior participação do povo de Deus e, ao mesmo tempo, dar uma maior visibilidade a solenidade, ela foi transferida para o domingo posterior à data da sua celebração.


 


Todo o cristianismo professa a sua fé em Jesus, o Cristo. Os cristãos, como seguidores do mestre Jesus, tentam trilhar as suas vidas, imitando os seus gestos, palavras e ações. Para os católicos, a escuta/meditação da Palavra e a participação na mesa eucarística formam, juntas, uma base sólida para a vivência de uma fé amadurecida. Nesse sentido, algumas personalidades nos ajudam a vivenciar esse seguimento a Cristo, servindo-nos de modelo, esses são os santos da Igreja.


 


São Pedro e São Paulo são figuras importantíssimas para a fé cristã. Juntos eles formam, como popularmente se diz, as colunas da Igreja. Pedro e Paulo são assim considerados, porque se deixaram configurar através da pessoa de Jesus.


 


A relação de Pedro com Jesus é instigante. Essa convivência é permeada por altos e baixos. Nas Sagradas Escrituras, encontramos relatos de amor como, por exemplo, a pergunta que Jesus faz: “Pedro, tu me amas?” (Jo. 16, 21) e ouve a resposta “Sim senhor, tu sabes que eu te amo” (Jo. 16, 21). Porém, também lemos passagens de desentendimentos como, por exemplo, quando Jesus reprime a Pedro dizendo “afasta-te Satanás! Tu és para mim um escândalo; teus pensamentos não são de Deus, mas dos homens” (Mt. 16, 23).


 


A relação de Paulo com Jesus é impactante. Paulo, que antes da sua conversão se chamava Saulo, era perseguidor dos cristãos, como relata o livro dos Atos dos Apóstolos, “Saulo, porém, devastava a Igreja. Entrando pelas casas, arrancava delas homens e mulheres e os entregava à prisão. Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor” (At. 8, 3; 9,1). Todo esse “ódio” se transformou em amor. Após levantar-se, depois de cair por terra, Paulo começa a anunciar o nome de Jesus, começando pelos judeus, chegando até os gentios.


 


Pedro e Paulo, com as suas diferentes experiências de encontro com Jesus, tinham um objetivo em comum: anunciar o nome de Jesus a todos os povos. Nesse desejo árduo de anunciar o Reino de Deus, as duas colunas da Igreja divergiram. Paulo era contra a circuncisão dos pagãos convertidos ao cristianismo nascente. Pedro, por sua vez, era a favor de que todos os convertidos fossem circuncidados ao aderirem à fé cristã (cf. At. 15, 1-21).  


 


Na nossa caminhada de fé, também vivenciamos esses conflitos no incansável desejo de atender ao chamado de Jesus: “ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt. 28, 19). Porém, a nossa experiência de fé não nos dá o direito de excluirmos a experiência de fé do outro.


 


Pedro e Paulo nos mostram isso. Pedro poderia deixar-se influenciar pelo motivo de ter sido sobre ele que a Igreja de Jesus seria edificada e também foi a ele que Jesus confiou as chaves do Reino dos céus (cf. Mt. 16, 18). Paulo poderia deixar o seu ego falar mais alto, pois a sua pregação estava atingindo a multidões.


 


Na nossa experiência de fé, quem deve ser o centro é Jesus. Na Igreja, não é o movimento que participo, não é a espiritualidade que eu vivo que deve ser o centro. Quem deve ser o centro da vida do cristão é Jesus. Pedro e Paulo só são considerados as colunas da Igreja porque o centro da vida deles é Jesus. Peçamos a Virgem Maria, a primeira que carregou Jesus e o colocou no centro de sua vida, que ela nos ajude sempre a fazer o que Ele nos disser (Jo. 2,5). Que o Espírito Santo nos ajude a “acolher uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória de Deus” (Rm. 15, 7).


 


Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira


Revisão ortográfica: Nelmira Moreira





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