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Colunas

Chamados e enviados

16/06/2017 às 16:06.
Chamados e enviados

Nesse décimo primeiro domingo do tempo comum, somos convidados a refletir sobre o nosso chamado e missão através dos textos da Palavra de Deus. É de significativa importância tomar consciência da nossa vocação para bem vivê-la.


Como ao antigo povo de Israel, Deus também fez uma aliança conosco através do seu Filho, Jesus Cristo. Ela foi selada no alto da cruz e, em todas as celebrações eucarísticas, recordamo-la, quando o sacerdote profere as palavras da consagração: “este é o sangue da nova e eterna aliança...”.


Por meio dessa aliança, que se efetiva através do batismo, o Senhor nos chama pelo nome, como aos apóstolos e nos envia para darmos continuidade a sua missão. Portanto, como batizados, somos conscientes de que o nosso viver nesse mundo não é “sem que, sem pra quê”, mas encontra, na continuidade da missão de Jesus, um grande sentido para conduzir a existência.


Mas em que consiste esta missão efetivamente? Em levar o evangelho da vida a todo homem, sobretudo aos mais necessitados, aqueles para os quais a vida pode se tornar um peso e, assim, o viver transformar-se em sobreviver.  Como disse, São João Paulo II, o evangelho da vida está no centro da missão de Jesus e, por isso, deve estar também no centro do nosso viver cristão.


Há, contudo, um elemento fundamental para o cumprimento da missão. No texto da primeira leitura, antes de manifestar o seu desejo de realizar a aliança, o Senhor pede a Moisés que diga ao povo o quanto Ele já fizera por eles, com as seguintes palavras: “Vistes o que fiz aos egípcios, e como vos levei sobre asas de águia e vos trouxe a mim”. A aliança é precedida, desse modo, pelo amor generoso e gratuito de Deus. Ele nos amou primeiro!


A missão nasce do encontro com o Senhor, da experiência do seu amor para conosco. Paulo, grande missionário, fala com propriedade dessa realidade. Ele fez a experiência de ser alcançado pelo amor de Deus em sua vida, sobretudo na estrada de Jerusalém para Damasco. Escrevendo aos romanos, afirma: “Pois bem, a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores”.


Somos chamados a ir para mundo. Este é o nosso lugar, enquanto missionários e lá, somos convidados a testemunhar o amor de Deus e a realizar a obra de libertação, lutando contra tudo aquilo que destrói a vida do homem tanto a nível físico como espiritual. Buscamos uma libertação que atinja todo homem e o homem todo como bem se exprimia o Bem-aventurado Papa Paulo VI.


Jesus sentiu compaixão do povo, que era como ovelhas sem pastor. Compaixão é uma palavra para exprimir o sentido do amor. Este aqui se revela como capacidade de sofrer com o outro, dando-se conta da sua dor. A compaixão deve também dar forma ao nosso agir no mundo. Movidos por ela, é que queremos nos colocar à disposição para trabalhar na messe do Senhor.  Não nos furtemos de dar o nosso sim, mas coloquemo-nos a disposição com um sim generoso, como o de Maria, para continuar a missão de libertação e de vida do Senhor Jesus.


Pe. Pedro Moraes Brito Júnior





Pe. Pedro Moraes Brito Júnior Pe. Pedro Moraes Brito Júnior