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Colunas

Mentiras e verdades

29/05/2017 às 08:05.

Talvez fosse mais pertinente começarmos esta crônica com outro título: confronto ou conflito? Sim, porque o que temos visto, ouvido e assistido nas diversas mídias deste país, externamente se parece com um grande confronto entre pessoas dos mais diversos níveis sociais, das mais variadas origens.


Preliminarmente, diríamos que confronto é a tentativa de anularmos o outro; conflito é a divergência de posturas, de idéias.


Se por um lado existem confrontos de pessoas em luta física e/ou verbais (a exemplo dos parlamentares que trocam socos e pontapés no Congresso, os bandidos que se infiltram nos movimentos de protestos para quebraram e destruírem o patrimônio público, os assaltantes que saqueiam lojas, etc., por outro, existe subjacente a tudo isto um grande conflito de interesses contrariados. São muitas as pessoas e grupos insatisfeitos com determinados projetos de governos de há muito neste país. Projetos estes que não se importando com o bem comum, têm levado algumas centenas de espertalhões a se locupletarem das riquezas nacionais em detrimento da grande maioria da população brasileira que não tem assegurado o mínimo minimorum para viver dignamente.


Esse conflito, que deveria estar sendo analisado sob a égide da ética, está sendo manipulado pelos grupos que dominam a opinião pública como os meios de comunicação, eles próprios sem qualquer resquício ético e moral.


Discutir idéias, propostas e atitudes e adotar posturas compatíveis com o objetivo político da sociedade, ou seja, o bem comum, é mais que estabelecer confrontos entre pessoas, grupos, partidos, classes, estamentos sociais e afins.


O Brasil que temos atualmente é o Brasil que construímos ao longo desses 516 anos da sua aparição para o mundo. Um povo que vai às ruas protestar contra a corrupção, mas que não respeita o direito do outro na fila do posto médico, do ponto de ônibus, do guichê do banco. O “coxinha” que bate panelas, reclamando do desgoverno, é o mesmo que corrompe, que frauda, que sonega impostos; o jornalista que brada pelos sagrados direitos à informação e ao sigilo da fonte é o mesmo que calunia destruindo honras alheias impunemente; o procurador, promotor, juiz que posa de vestal sagrada do direito, da lei e da moral é o mesmo que faz tráfico de influência com parentes seus advogando em casos direta ou indiretamente pendentes de uma ação jurídica tramitando em sua área jurisdicional; o empresário que aparece pedindo menos impostos é o mesmo que sonega bilhões, que corrompe políticos com propinas bilionárias; o político que jura trabalhar incansavelmente pelo povo, especialmente os mais necessitados é o que vive nababescamente à custa do erário público. Enfim...é “satanás pregando quaresma...” e a gente falando em democracia, direito, deveres, lei, moral, disciplina, ordem, progresso, Deus, família, pátria, liberdade... quanta palavra jogada ao léu, quanta hipocrisia, quanta promiscuidade!


Essas e tantas outras situações vivenciadas por nós todos nestes muitos anos de história brasileira, não somente geram conflitos sociais, mas confrontos letais para uma nação que parece querer “dormir eternamente em berço esplêndido”!!!