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Colunas

Revendo o passado

04/03/2017 às 13:03.
REVENDO O PASSADO

Não, não estou me referindo a um antigo programa vespertino da rádio cultura lá pelos anos 60 do século passado. Estou, sim, olhando o passado com olhos do agostinismo (S. Agostinho) que dizia ter o tempo três “presentes”: o presente do passado, o presente do presente e o presente do futuro. O presente do passado é a memória; o presente do presente é a hodiernidade e o presente do futuro é a prospectiva, a esperança.
Assim, e sem nostalgias inócuas, reporto-me a uma situação no mínimo provocante para a história dessa cidade que nasceu sob a égide do comércio e da religiosidade católica. Digo isto, porque quando da sua oficialização como Vila em 18 de setembro de 1833 até à sua emancipação política que a constituiu Cidade em 16 de junho de 1873 ela recebe o nome de Cidade Comercial de Feira de Santana. Duas referências históricas importantes: o comércio, sobretudo a feira de gado e a capela dos santos Domingos e Ana.
É notável recordar que quando da constituição da primeira Câmara de Vereadores eleita em 1833 (eram sete membros) dois eram sacerdotes da Igreja Católica: pe. Luiz José Pinto da Silva Sampaio e pe. Manuel Paulino Maciel. Isto certamente refletia o grau de influência que a Igreja Católica exercia sobre a sociedade brasileira em geral e a feirense em particular.
Os tempos mudaram, é verdade. A Igreja estabeleceu novas normas (proibitivas) sobre a militância político-partidária de seus clérigos. Outras religiões surgiram e passaram a exercer protagonismo político e eleitoral afiliando seus membros a partidos políticos a ponto de elegerem seus líderes para cargos públicos. A Câmara de Vereadores de Feira de Santana está repleta de líderes protestantes e nenhum ou quase nenhum católico militante. Não estou falando de padres e/ou diáconos, falo de líderes católicos comprometidos com a proposta de Jesus Cristo e a doutrina cristã-católica.
Isso é ruim para a sociedade feirense? Não o afirmo. Porém, não posso deixar de registrar o que a história nos legou: a Feira de Santana não somente é comercial, mas católica. Não devemos arrancar do seio dessa cidade o que nossos pais nos legaram. Se esta é uma cidade cosmopolita que abriga gente de todos os rincões do Brasil, de todos os matizes étnicos, culturais, religiosos, etc. não deve tornar-se num amontoado de homens e mulheres reunidos por interesses diversos, mas sem identidade, sem “alma”, sem o imprescritível sentimento de terra mater! Aqui nascemos, constituímos família, plantamos nossos sonhos, queremos ser e ser mais, sem jamais perder nossas origens. Somos a cidade Comercial de Feira de Santana, não mercadoria do Paraguai, - aquela que não tem nota fiscal, pois não tem origem nem destinatário! Somos filhos da fé dos nossos antepassados, iconizados nos Santos católicos S. Domingos e Santa Ana, fincados na capela de Santana dos Olhos dAgua construída por Domingos Barbosa e Ana Brandoa (grafia errada de Brandão). Somos, enfim, a Feira de Santa Ana: comercial, cosmopolita, cristã e católica!