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Colunas

Luz para todos os povos!

09/01/2017 às 09:01.
Luz para todos os povos! A festa da Epifania, popularmente conhecida como festa de reis, destaca o caráter universal do desígnio salvífico de Deus. Ele quer salvar a todos, o seu amor é destinado a todos os homens e mulheres da terra.

A figura dos três Reis Magos, provenientes do oriente, é a expressão mais cabal desse sentido. Aos pagãos é, também, destinada a salvação. Cristo veio entre os judeus, mas o seu amor não quer abraçar somente eles, mas todos os povos. A solenidade da Epifania sublinha o amor incondicional e sem fronteiras de Deus. Assim reza o salmista do salmo 144: “o Senhor é bom para com todos” (v. 9).

Além desse aspecto da universalidade da salvação, os três Reis Magos podem exprimir um outro elemento interessante, que diz respeito à condição do homem: a sua inquietude e nostalgia. O homem é um ser inquieto e nostálgico. Traz dentro de si um desejo ardente de Deus, uma ânsia de retorno porque d’Ele proveio.

Olhando sobre essa perspectiva, podemos, portanto, ver nos Magos todo homem, a expressão da condição religiosa da pessoa humana. Ele se dá conta de um Mistério que o envolve, de uma realidade maior que o abarca e na qual está imerso.

Contudo, nem todo homem escuta a voz que ressoa no seu interior. Tantas outras realidades podem fazer com que, ao menos temporariamente, ele se torne surdo ao seu ressoar. As coisas podem suplantar este desejo do eterno. Dessa forma, os Magos representam aqueles que não se deixaram imobilizar pelo material e transitório. Assim sendo, é interessante a observação do Papa Francisco, citando um Padre da Igreja: Ele se puseram a caminho não porque viram a estrela, mas viram a estrela porque se puseram a caminho.

Deus se dá a conhecer a quem o busca. Podemos não crescer no amor e em tantas outras realidades porque não desejamos, não buscamos, nos acomodamos. A figura dos Magos é assim um alerta, um convite a despertar, a fazer reacender a chama que deve crepitar em nosso coração, fazendo nele arder o amor de Deus.

Nosso coração precisa inflamar-se e, consequentemente, tornar-se inflamante. A Epifania ressalta a dimensão missionária da festa do Natal. A verdadeira luz é Cristo, mas nós somos chamados a refletir essa luz. Como um material altamente inflamável pelo amor de Deus, o nosso coração deve tornar-se inflamante, fazendo acender a chama do amor de Deus no coração das outras pessoas.

Não temos nem ouro, nem prata mas o que temos oferecemos: Jesus Cristo, o Deus (incenso) que veio ao nosso encontro, fazendo-se um de nós e vivendo a sua condição de rei (ouro) no serviço a todos. E, maiormente, exprimiu a sua realeza, dando-se a nós, ao morrer na cruz (mirra) pela nossa salvação.

O Senhor nos conceda uma alma missionária: inquieta, nostálgica, inflamável, inflamada e inflamante, para, como diz a canção, “gritar para o mundo ouvir que Jesus é o nosso Salvador”.

Pe. Pedro Moraes Brito Júnior



Pe. Pedro Moraes Brito Júnior Pe. Pedro Moraes Brito Júnior