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Colunas

José, Maria, Jesus e o Ano Novo

26/12/2016 às 18:12.
José, Maria, Jesus e o Ano Novo  José, Maria, Jesus e o Ano Novo

O novo ano já está batendo à nossa porta. Com sua chegada, advêm junto com ele as nossas projeções, ou seja, os projetos e também os nossos sonhos, afinal “ano novo, vida nova”. Com a proximidade da virada do ano, os desejos de paz, amor, saúde, dinheiro, trabalho são intensificados.

O mundo de hoje exige das pessoas que elas sejam organizadas, que tenham perspectivas, ou seja, sonhos, que sejam determinadas e tantas outras coisas. Deus nos pede algo muito maior e que supera a tudo isso. Ele nos pede o amor, melhor dizendo, “amai-vos uns aos outros” (cf. Lc. 15,12).

Certa vez, a mão de Deus agiu poderosamente na vida de duas pessoas: José e Maria. Ela, virgem, pura e prometida em casamento, recebe a visita de um anjo (a figura do anjo na Bíblia, significa a pessoa do próprio Deus) que lhe anuncia que ela, Maria, seria a mãe de um menino, por ação do Espirito Santo. Todas as projeções, projetos e sonhos de Maria, naquele momento, caem todos por terra. Certamente, a virgem de Nazaré nunca imaginaria que isso aconteceria em sua vida.

Por sua vez, José, que era carpinteiro, estava também planejando seu futuro com Maria, afinal eles estavam de casamento marcado (como falamos nos dias de hoje). Ele também recebe a visita do anjo (representante de Deus) que, assim como disse à Maria, anunciou-lhe também que ele, José, seria pai d’O Menino que Maria, por obra do Espírito Santo, carregava em seu ventre. Certamente, assim como Maria, José nunca imaginaria que seria pai de um filho que não “era” seu (lembre: José não teve participação carnal na concepção de Jesus; José assumiu Jesus, sendo seu pai adotivo). No planejamento de Maria e José, não havia Jesus, reis magos, manjedoura. Nada disso! Tudo mudou a partir do momento que Deus entrou em suas vidas, ou seja, Jesus chegou e tudo mudou.

A vida dos cristãos, que pressupõe a presença de Jesus, o Cristo, conta também com essa “novidade”. O anúncio da expressão “encontramos o Cristo” atrelado ao testemunho de vida, como meditamos na nossa reflexão, deve ser a “propaganda” da nossa fé. No entanto, nós cristãos-católicos, podemos ser tentados a fazermos do evento “Jesus” algo simples. Podemos também fazer da presença de Jesus um evento de virada de ano, onde soltamos foguetes, comemoramos a sua chegada, fazemos planos e promessas, embora, durante o decurso do ano, esqueçamos tudo o que prometemos.

Na nossa vida, não deve ser assim. Não podemos aceitar recepcionar Jesus em nossas vidas assim como recebemos um ano novo, planejando, prometendo e não cumprindo nada do que falamos. Devemos acolher Jesus nas nossas vidas com a mesma determinação das pessoas que prometem, fazem planos na virada do ano e cumprem tudo aquilo que prometeram no decurso do ano iniciado.

Devemos acolher o ano de 2017, observando as atitudes de José e Maria. Primeiramente, devemos acolher os desígnios de Deus para as nossas vidas. As nossas vidas devem render graças ao Senhor, porque Ele olhou para a pobreza de seus servos, porque Ele eleva os humildes.

Por fim, na vida cristã, os cristãos são orientados a pautar as suas vidas e as suas esperanças em Jesus, o Cristo. O planejamento da vida do cristão deve conter a presença do Cristo, como centralidade e fundamento de todo o seu ano, de toda a sua vida. Se o Natal é “a festa Cristã, do velho e do novo, do amor como um todo”, o ano novo é a festa da mudança. É a virada na qual Jesus entra nos nossos planos, nas nossas vidas, para que, sejamos felizes, quem souber o que é o bem.

Feliz ano novo!

Autor: seminarista Ícaro Marcos Soledade Oliveira
Revisão ortográfica: Nelmira Moreira




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