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Colunas

Tu és rei?

15/12/2016 às 19:12.
Com esta instigante pergunta, inicia-se o diálogo entre Pôncio Pilatos e Jesus, naquele fatídico dia em que as faces ocultas e falsas da justiça e de outras instituições havidas como nobres começaram a se mostrar para o mundo.

Vejam que antes Pilatos perguntara: “És tu o rei dos judeus”? Quando Jesus responde “meu reino não é deste mundo” é que Pilatos insiste na palavra perigosa: “então, tu és rei”?

Pois bem, refrescando a memória dos estudiosos e/ou interessados do assunto, lembramos que na construção do processo que levou Jesus à morte existem ao menos duas linhas de entendimento, assim: a blasfêmia e a subversão. Jesus teria sido condenado à morte porque se declarara Filho de Deus (blasfêmia), logo deveria ser morto (por apedrejamento, pois esta era a pena máxima para crimes desse jaez); por crucifixão (pena capital para criminosos políticos e, esta sanção cabia somente aos romanos).

Assim, a pergunta de Pilatos direcionava-se mais à questão política e não à religiosa. A ele pouco interessava a questão teológica da filiação divina de Jesus de Nazaré. Importava, sim, se ele (Jesus) estava sublevando o povo contra o poder de César (Pilatos era governador da Judéia, uma espécie de interventor do império romano na Palestina), portanto cabia-lhe a missão de velar pelos interesses da corte.

Voltando ao diálogo: Jesus confirma que é rei e para isso veio ao mundo, mas sobretudo para dar testemunho da verdade (Jo 18,37). O governador o interroga sobre a verdade e, não encontrando crime algum, o entrega aos que estavam na praça, dando-lhe, “democraticamente”, o poder de decidir entre Jesus Cristo e Barrabás. A multidão, “orientada” por lideranças de plantão, aclamaram o bandido e condenaram o Filho de Deus. Essa é, em parco resumo, o desfecho de um processo iníquo, eivado de erros e inconcluso, tramitado por instâncias insuspeitas (?) como o Sinédrio (TJ, STJ, STF? na configuração jurídica do Brasil), e sancionado pela “voz do povo” que, segundo uma máxima caolha “é a voz de Deus”.

Nestes tempos de profundas e emblemáticas mudanças porque passa a nossa sociedade, algumas perguntas emergem do nosso espírito cristão: a justiça que temos é verdadeiramente justa? As leis que a orientam são morais? Estamos assistindo a casos de juízes envolvidos com corrupção e narcotráfico, sendo “punidos” com polpudas aposentadorias à custa do minguado dinheiro do povo! Governo estabelecendo limites salariais e outros arrochos (PEC 55) e funcionários dos três poderes, sobretudo do judiciário recebendo salários astronômicos; mordomias e mais mordomias que beneficiam determinadas classes incrustradas nos poderes da República e tantas mazelas que, somadas, sugam mais o dinheiro público que todas as falcatruas havidas até agora na Petrobrás.

Onde está a verdade? Ainda podemos perguntar?

Deixemos que Jesus pergunte, mas com certeza, se Ele fizesse tal pergunta seria novamente crucificado, decapitado, apedrejado ou, se não fizesse delação premiada, encarcerado por algumas dezenas de anos...

Celebrando a festa de Cristo Rei, deixemos um lembrete: Senhores, façam outro jogo porque esse já foi jogado!!!