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Colunas

Fures Privatorum

05/01/2016 às 17:01.
Fures Privatorum Fures Privatorum

Lendo há poucos dias que o Supremo Tribunal Federal (última instância do judiciário brasileiro) condenou o ex-senador Luis Estêvão a 31 anos de prisão, veio-me à mente um provérbio popular brasileiro que diz: “neste país quem tem trinta contos de réis não vai prá cadeia”.
O ano de 2015 foi um período bastante emblemático para a vida pública brasileira. Depois que prenderam alguns figurões da política na chamada ação penal 470 (o mensalão), veio à tona a chamada operação “lava jato”
que já prendeu os maiores empreiteiros do país, a exemplo do presidente da poderosa Construtora Odebrecht. Na política, até um famoso senador está preso. Mesmo assim a população continua cética se perguntando: será prá valer mesmo ou tudo isso terminará em pizza?
Ainda no século passado ficáramos estarrecidos com o episódio do cognominado “juiz Lalau” (Nicolau dos Santos Filho, então presidente do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo). Bem, ele foi preso, mas o dono da construtora que lhe pagara vultosas quantias em propinas (senador Luis Estêvão), continuava solto. Agora, duas décadas depois finalmente o Supremo julga esse senhor e o condena à pena máxima. Será que irá mesmo para o “camarim” da Papuda ou ainda haverá algum tipo de embargo protelatório?
Bem, como tudo é mutável e nada permanece para sempre além de Deus, é de ser acreditar que a história está nos ensinando a ler com olhares mais críticos os fatos desse nosso tão inconsequente dia-a-dia. E, para não ficarmos apenas na sabedoria popular deste tão sofrido Brasil, lembremo-nos deste verso de Catão que, na antiguidade, já nos ensinava coisas assim: “fures privatorum in nervo atque in compendibusaetatemagunt, fures publici in auroatque in purpura (os ladrões dos bens privados passam a vida no cárcere e nos grilhões; os ladrões dos bens públicos, no ouro e na púrpura).
Assim, desejamos a Nicolau não mais a toga (púrpura do magistrado) e aos senadores não mais o paletó e a gravata com belíssimos distintivos, mas a camiseta numerada, de cor amarela, para um futuro duradouro nos grilhões da Papuda em Brasília, pois lá terão mais visibilidade, mesmo que não tenham as câmeras da TV Senado...